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O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

2020.04.08 09:40 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
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2020.04.08 09:38 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
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2019.11.17 23:47 DanielCantarin Debate: sobre el qué hacer con Carabineros, y las fuerzas de seguridad, en la Latinoamérica del 2020.

En las últimas semanas, frente a los reiterados abusos de las fuerzas de seguridad (FFSS) en Chile, se repitió por los megathreads el reclamo indignado de "disuelvan carabineros".
Frente a eso, no se realizaron muchos planteos de qué hacer con ellos. Se habló de "policía ciudadana", o conceptos similares, pero nada muy desarrollado.
Pero en simultáneo con ese debate, también circularon en menor medidas otros debates relacionados, vinculados a las FFSS. Se habló del rol del ejército en la resistencia de un gobierno (ver Evo Morales vs Piñera), se habló del rol de las FFSS en la sociedad (cuando reprimian manifestaciones pero no protegían a la gente de los violentos que saquean e incendian), se especuló con la posiblidad de que las fuerzas armadas tengan su propia agenda (ver golpes de estado en latinoamérica, tanto recientes como históricos, y cómo se muestra frecuente la intervención extranjera), y algunos otros menores.
Con todo esto, las fuerzas armadas, y fuerzas de seguridad en general, están en el centro de la escena en una latinoamérica convulsionada, y todos los paises prestamos atención los unos a los otros.
De modo que creo este hilo para que podamos recopilar datos sobre las fuerzas de seguridad en general, los problemas actuales en latinoamérica, y el problema de qué hacer con carabineros en particular.
Arranco con esta entrevista a Alberto Fernandez, presidente electo de Argentina: El plan de Alberto Fernández para prevenir una desestabilización militar en Argentina.
(...)
Esto no pasó desapercibido para Alberto Fernández, que ya le pidió al exministro de Defensa Agustín Rossi que trabaje ese tema con una consigna: la cuestión militar vuelve a ser de alta prioridad para la política Argentina.
(...)
El debilitamiento del consenso del Nunca Más por ahora alcanza a un espectro minoritario del arco político: además del peronismo y la izquierda, casi toda la UCR, el Partido Socialista, algunos legisladores y dirigentes del PRO y muchas fuerzas provinciales respaldaron a Morales, al igual que la CGT, los diplomáticos de carrera, los trabajadores de varios medios cuya línea editorial corre en otro sentido y amplios sectores de la sociedad civil que volcaron su apoyo a través de solicitadas y manifiestos. Pero eso no significa que el discurso negacionista no haya vuelto a instalarse en la Argentina. Sin ir más lejos, en los debates presidenciales dos candidatos de los cinco que participaron hicieron reivindicaciones abiertas de la última dictadura y un tercero, por pescar entre los votos de aquellos, acercó su discurso peligrosamente a esas orillas. A treinta y seis años de la recuperación de la democracia y mientras Argentina cursa su cuarta alternancia democrática consecutiva, el huevo de la serpiente parece estar incubando otra vez.
Acuciado por las urgencias de la sociedad argentina y una economía al borde del colapso, Alberto Fernández deberá hacer equilibrio en una situación crítica. La precariedad social de la Argentina es el caldo de cultivo ideal para estallidos sociales, espontáneos o planificados, sobre los que luego se pueden montar intentos de desestabilización. Si no reduce de forma rápida y permanente el hambre en el país, le resultará difícil oponer resistencia a cualquier ataque contra su investidura. La experiencia boliviana indica, sin embargo, que ni siquiera una brutal mejora de las condiciones de vida de la sociedad te exime de ser víctima de un golpe de Estado. Tampoco te salva adoptar las políticas que sugiere el Departamento de Estado o el FMI: el bruto ajuste que aplicó Dilma Rousseff en su segundo mandato no solamente no la salvó de ser depuesta menos de dos años más tarde sino que colaboró (junto con el lawfare) en el divorcio entre el PT y la sociedad, que luego pavimentó la llegada al poder de Bolsonaro.
No existe una vacuna ni una fórmula que sirva para prevenir los derrocamientos. Pero el gobierno entrante actuará sobre tres pilares para fortalecer el Estado de Derecho. En primer lugar, consolidar la conducción civil de las Fuerzas Armadas, reconstruyendo el entramado legal que Macri deshizo. Por caso: se repondrá el decreto de Raúl Alfonsín que le quitaba a la jefatura castrense facultades políticas sobre ascensos y traslados y que fue derogado a comienzos del último gobierno. El segundo eje pasa por reorientar la Defensa para alejarla de la agenda que se diseña en Washington. Ni el presidente electo ni el futuro ministro dudan de que Estados Unidos ha colaborado con cada uno de los episodios de interrupción de la institucionalidad en la región. Será un desafío endurecer el vínculo en este asunto sin comprometer la negociación por la deuda, pero resulta imprescindible encararlo. El tercer punto: darle a los militares un rol claro y activo en el desarrollo del país, a partir de un trabajo enfocado en la defensa de recursos naturales, el desarrollo científico y la producción.
Las mismas precauciones deberán tomarse respecto al accionar de las Fuerzas de Seguridad, protagonistas de muchas de las asonadas en los últimos años, asumiendo un rol de vanguardia represiva mientras los militares muchas veces se repliegan a tareas estratégicas.
(...)
Les invito al debate.
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2018.09.04 18:39 sine_qua Dúvidas sobre mestrado pós-laboral

Olá, caros lusitanos!
Sou um brasileiro que recentemente obteve cidadania de seu adorável país (teoricamente posso ser chamado de luso-brasileiro, haha) e tenho em meus planos migrar para Portugal para estudar e trabalhar.
Talvez volte futuramente à esse sub para esclarecer outras dúvidas, mas o ponto desse tópico é sobre o tal do mestrado pós laboral.
Pretendo trabalhar com TI para me sustentar e estudar minha paixão, que é Antropologia. Pesquisando descobri que em Lisboa existem cursos de mestrado de 2 anos, tanto na ULisboa (https://www.ulisboa.pt/curso/mestrado/antropologia), ISCTE (https://www.iscte-iul.pt/curso/52/mestrado-antropologia) e na Universidade Nova (http://www.fcsh.unl.pt/faculdade/departamentos/antropologia/apresentacao), de antropologia pós laboral por um bom preço, e me pareceu perfeito!
As perguntas que tenho são sobre a consolidação de trabalho e estudo nesses casos. Um mestrado em outra área, por mais que seja a minha paixão, é um tanto intimidador, ainda mais para alguém que não terá escolha senão trabalhar para se sustentar.
Alguém aqui trabalha e estuda um mestrado pós laboral pode me contar sobre a experiência? É possível consolidar essa pesada rotina de trabalho (aliás, é realmente pesada?) urante o dia e mestrado durante a noite sem arrancar os próprios cabelos? Esse cursos são realmente feitos pensando em pessoas que trabalham e, portanto, não tem tempo para fazer milhares de trabalhos? Como é a carga horária e o stress?
Outra pergunta é: sendo de uma área totalmente diferente (apesar de que fiz um intercambio de antropología em Amsterdão) , e já sabendo que os critérios de seleção consideram isso uma desvantagem, tenho chances realistas de conseguir ser aceito no curso? Alguém aqui realizou um mestrado em uma área radicalmente diferente de graduação? Foi difícil ser aceito e se adaptar? Meus planos são realistas?
Obrigado!
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2017.04.22 14:24 Gibralfaro_uma_es Noticias GIBRALFARO: «Flash Gordon & Jim de la Jungla: 1934-1936»

Info: DOLMEN
http://i.imgur.com/JaSZxtx.jpg
EN 1934, LOS CÓMICS ESTABAN todavía explorando la aventura. Dos series, del mismo autor, aparecidas en los periódicos dominicales el mismo día, vinieron a consolidar la apuesta y se convirtieron en clásicos cuya influencia, antes de saltar a otros medios como la radio, la literatura, el cine o la televisión, marcaría los cómics de todo el mundo durante generaciones venideras. En «Jungle Jim», su creador, Alex Raymond, llevaría a sus lectores al mundo exótico del lejano oriente con sus selvas misteriosas, sus animales salvajes, sus sectas de asesinos y sus mujeres fatales. «Flash Gordon» lanzaría la ciencia ficción a la primera línea de los cómics de todos los tiempos: las peripecias de los tres terrícolas en el planeta Mongo, bajo la férula del dictador de rasgos orientales «Ming, el Despiadado», incidiría en la sorpresa continuada de página a página, razas de hombres-animales de todo tipo, bestias, cohetes y espadas, las mujeres más hermosas y una continua experimentación y evolución gráfica como nunca antes, ni después, ha visto la historia de los cómics. Toda la ciencia ficción del futuro, todos los héroes del cómic que vinieron después, en todo el mundo, se hicieron a imagen de semejanza de «Flash Gordon». Y todos los dibujantes de historietas, incluso los maestros de maestros, tuvieron a Alex Raymond como su principal referente gráfico. Esta edición muestra por primera vez en España, a gran tamaño, las dos series tal como se publicaron en los periódicos norteamericanos, compartiendo la página.
FICHA TÉCNICO- ARTÍSTICA
Título original: Flash Gordon & Jungle Jim
Título en español: Flash Gordon & Jim de la Jungla
Guion: Alex Raymond
Dibujo: Alex Raymond
Editorial: DOLMEN
Año: 2017
Formato: Tapa dura
Páginas: 120
Color: Blanco y Negro
Informa NOELIA PAREDES PAREJA, alumna de 2.º curso de DLC en la Facultad de Ciencias de la Educación de la UMA. © “Noticias GIBRALFARO” es una publicación periódica de «GIBRALFARO.uma.es», revista digital que edita el Departamento de Didáctica de las Lenguas, las Artes y el Deporte de la Universidad de Málaga.
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2016.09.29 18:22 EDUARDOMOLINA El Deutsche Bank, el gran enfermo de las finanzas mundiales. Angela Merkel descarta destinar dinero público a su rescate. Su cotización perdía más de un 56% en un año. A los españoles nos obligaron para pagarles a ellos.

http://www.infolibre.es/noticias/lo_mejor_mediapart/2016/09/29/el_deutsche_bank_gran_enfermo_las_finanzas_mundiales_55456_1044.html
"Una frase, una simple frase, pronunciada el pasado fin de semana, ha bastado para reactivar la especulación en torno al Deutsche Bank. La frase es inconcebible en el entorno financiero: Alemania rechaza presentarse como garante último del gigante financiero. El domingo, la revista alemana Focus publicaba que Angela Merkel descartaba destinar dinero público al rescate del Deutsche Bank. La posibilidad de que Berlín no ayude al principal banco del país, que se encuentra en una situación complicada, ha desencadenado una deriva bursátil en los mercados. El lunes, la cotización del Deutsche Bank cayó un 6,9%, hasta alcanzar el nivel más bajo de los últimos 21 años. El martes, el banco retomó su recorrido bursátil caótico, volviendo a perder más del 2% en la sesión antes de recuperarse. La verdadera prueba para los mercados es la barrera simbólica de los 10 euros.
En un año, el Deutsche Bank ha visto cómo su cotización perdía más de un 56%. La capitalización bursátil del gigante alemán ahora es de apenas 14.500 millones de euros, dos veces menos que la de Uber, mientras su balance (1,6 billones de euros) representa más de la mitad del PIB alemán.
Desde entonces, los responsables del Deutsche Bank tratan de calmar los ánimos, desmienten cualquier reunión con el Gobierno. El banco, a quien la Justicia norteamericana puede imponer una multa récord de 14.000 millones de dólares (12.500 millones de euros), está en condiciones de hacer frente solo y no necesita ayudas estatales, asegura un portavoz de la entidad. Sin convencer a nadie.
Las confidencias de la canciller a Focus perseguían poner fin a los rumores que agitan Berlín desde el anuncio de la multa récord de la Justicia norteamericana. Si los responsables políticos no han reaccionado de forma oficial a las informaciones publicadas, off the record, no se habla de otra cosa. Se plantean diferentes hipótesis sobre cómo salir al rescate del Deutsche Bank, en caso de que fuese necesario, así como la manera de responder a Estados Unidos; la decisión norteamericana se interpreta como una represalia. Y es que son muchos los que creen que la sanción de 14.000 millones a la que debe hacer frente el banco alemán, no es sino la represalia a los 13.000 millones que la Comisión Europea reclama a Apple por evasión fiscal.
El lunes, Hans Michelbach, uno de los responsables de la CDU, próximo a Angela Merkel, trataba de precisar las líneas rojas fijadas por la canciller. “Es impensable ayudar al Deutsche Bank con dinero de los contribuyentes. Provocaría indignación general. Los políticos perderían toda la credibilidad si el Gobierno franquease esa línea”. Antes de añadir: “No se puede comparar el Deutsche Bank con Lehman Brothers. El banco está en condiciones de hacer frente a la situación con sus propios medios”.
Exactamente eso. Hace meses que observadores financieros comparan la trayectoria del Deutsche Bank con Lehman Brothers, símbolo de la crisis financiera de 2008, mientras se preguntan si el gigante alemán puede desencadenar una nueva crisis. La negativa del Gobierno alemán a ayudar al banco refuerza la comparación: en 2008, el Gobierno americano rechazó, por razones morales, salir al rescate de Lehman Brothers; consideró entonces que el sistema era suficientemente resistente como para hacer frente a una quiebra bancaria. Ya se sabe cómo terminó todo.
Pocas veces se repite la historia. La amenaza que supone el Deutsche Bank para el sistema financiero internacional no es menos real. El gigante bancario alemán se ha convertido en el gran enfermo de las finanzas mundiales: too big to fail, too big to jail y to big to help (“demasiado grande para quebrar”. Ilustra todas las derivas vividas, pero también la debilidad de los remedios concebidos a raíz de la crisis de 2008, así como las contradicciones de las políticas europeas.
Un pasado que no pasa
Después de que The Wall Street Journal publicase, el pasado 16 de septiembre, el montante de la multa que el Departamento norteamericano de Justicia quiere reclamar al banco, el presidente del Deutsche Bank, John Cryan, se quedó lívido. 14.000 millones de dólares. Semanas antes, los rumores eran algo más tranquilizadores: el montante de la multa norteamericana podía rondar los 2.500 millones de dólares, se decía. Suma ésta a la que el banco podía hacer frente. Sin embargo, 14.000 millones de dólares equivale a su capitalización bursátil.
“El Deutsche Bank no tiene intención de aceptar potenciales daños civiles que rondan dichas cifras. Las negociaciones acaban de comenzar”, declaraba de inmediato John Cryan. Por su parte, el ministro alemán de Finanzas, Wolfgang Schäuble, insistía para que el tratamiento reservado al banco alemán fuese “equitativo”, en comparación con el de los bancos norteamericanos. Una manera de recordar que Goldman Sachs, sancionado también por el mismo caso, sólo ha tenido que abonar a la Justicia norteamericana 5.000 millones de dólares.
El proceso abierto por la Justicia de Estados Unidos tiene su origen en las subprimes. El Deutsche Bank está acusado de engañar a sus clientes, al venderles productos titulizados [residential mortgage backed security], respaldados por hipotecas de calidad dudosa, por no llamarlas hipotecas basura, entre 2005 y 2007. En el libro The Big Short, Michael Lewis describe las derivas financieras que llevaron a la crisis de las subprimes. Goldman Sachs y el Deutsche Bank llevaban la iniciativa en prácticamente todos los productos que el mundo descubriría con estupefacción en 2008.
Pero han tenido que pasar muchos años antes de que los reguladores comenzaran a imponer sanciones. Después de sancionar con una multa de 13.000 millones de dólares a JPMorgan en 2013 y de 16.600 millones al Bank of America en 2014, los reguladores transigieron con Goldman Sachs y le multaron con 5.000 millones de dólares, en enero de 2016. Ahora es el turno del Deutsche Bank.
En sus cuentas de 2015, el banco alemán –anticipándose a la amenaza del proceso judicial en curso– se aprovisionó de 5.400 millones de euros para pagar las eventuales multas. La suma es insuficiente para hacer frente a la sanción de la Justicia norteamericana. Este aprovisionamiento estaba destinado a pagar las acciones judiciales y los litigios pendientes (más de 6.000). Los dos últimos años, ya ha pagado más de 11.000 millones de dólares en multas y sanciones para evitar parte de los litigios.
Préstamos tóxicos, evasión fiscal, manipulación del Libor, manipulación del mercado cambiario y de materias primas... El nombre del Deutsche Bank se ha visto asociado a todos los escándalos financieros que estallaron después de la crisis de 2008. El Deutsche Skandal-Bank titulaba el semanal Der Spiegel, en diciembre de 2012, tras investigar al banco y sus prácticas indignas.
Oficialmente, el banco no le ha costado nada a los contribuyentes alemanes, al contrario de lo que ha sucedido con algunos bancos regionales, pero de forma soterrada dirigió parte de la cuestión griega y europea e influyó, como muchos otros, para que no cambiase la regulación. En Berlín, Angela Merkel quizás lamenta haber sido tan comprensiva, haber dado tiempo al tiempo en lugar de imponer una limpieza en toda regla de los balances de las entidades y la separación de las actividades bancarias.
Porque los cambios se han llevado con mucha circunspección. El mítico presidente del Deutsche Bank, el suizo Josef Ackermann, que propulsó al banco a la cabeza de los gigantes financieros mundiales, implicándolo en todo tipo de aventuras confesables e inconfesables, tras prometer beneficios del 25%, tuvo que salir de la Presidencia en 2013. El dúo que le sucedió, el británico Anshu Jain y Jürgen Fitschen, apenas se mantuvo en el cargo dos años, por los malos resultados y el escándalo de los bonos que se autoconcedieron en el mismo momento.
En 2015, les siguió el británico John Cryan en una posición igual de incómoda. Tras su llegada, suprimió más de 9.000 empleos. Vendió o puso punto y final a las actividades más peligrosas como el trading por cuenta propia o sobre el mercado de metales y de la electricidad. Trató de ceder las filiales extranjeras, sobre todo en China y en Rusia. Pero tuvo problemas para enderezar el rumbo. En 2015, el banco, por primera vez en 146 años de existencia, registró pérdidas por importe de 6.700 millones de euros. Estas pérdidas están ligadas –en parte– a los procesos judiciales pasados y futuros. En julio, la filial norteamericana de la entidad no superó por segunda vez las pruebas de resistencia impuestas por los reguladores norteamericanos, lo que la llevó a renunciar a pagar un dividendo a sus accionistas.
“Si la sanción impuesta por la Justicia norteamericana supera los 4.000 millones de dólares, el banco dejará de disponer de los fondos propios que precisa y tendrá que recapitalizarse”, avisa un estudio de Citi. “Los miembros del Departamento de Justicia norteamericano deberían saber que el Deutsche Bank no puede pagar una multa de 14.000 millones [...]. Por encima de los 4.000 millones, se verían comprometidos los fondos propios”, analiza Lionel Laurent, editorialista de Bloomberg. “Por curioso que pueda parecer, el Deutsche Bank no se encuentra en una mala posición para negociar porque es uno de las mayores bancos europeos y una de las instituciones más sistémicas”, añade, para recordar lo que el mundo financiero sabe pero que las autoridades judiciales norteamericanas diríase que han olvidado: el Deutsche Bank puede transformarse en una granada a la que se ha quitado el pasador.
El banco más sistémico del mundo
Habitualmente, el FMI no se pronuncia nunca sobre la solidez de un banco, dejando esa cuestión a los reguladores. Por esa razón, el aviso ha sido más que sorprendente. En junio, un informe del organismo internacional revisaba el sector bancario alemán. Sus conclusiones sorprendieron a todo el mundo: el Deutsche Bank, en su opinión, es el banco más sistémico del mundo, por delante del HSBC y el Crédit Suisse, por su tamaño e interconexiones con el resto del sistema financiero internacional.
La cifra es impresionante, de ahí que numerosos analistas la repitan: el Deutsche Bank posee 42 billones de dólares en productos derivados. El volumen no tiene parangón. Y eso que ha caído. Antes de la crisis financiera, rondaba los 75 billones de dólares.
Desde entonces, los mercados se han calmado un poco y el Deutsche Bank ha renunciado a algunas de sus actividades, comenzando a desmontar un poco la pirámide. Aunque no del todo. Porque el banco alemán, como muchos otros, está atrapado. El modelo tradicional de banco minorista se ve amenazado por la política de tasas cero de los bancos centrales: la intermediación ya no está suficientemente remunerado y los ahorradores pagan las consecuencias. Para asegurar cierta rentabilidad del capital a los inversores, el banco alemán y el resto, más que los otros, habida cuenta de la situación, se ha visto obligado a correr cada vez más riesgos, a seguir con las actividades más especulativas.
¿Qué puede pasar de seguir la deriva bursátil del Deutsche Bank? Los créditos ¿responderían? ¿Cómo plantear una nueva recapitalización –el banco ha obtenido más de 20.000 millones de euros desde 2010– necesaria si el Estado alemán le retira la garantía implícita de la que goza cualquier banco? El mundo de las finanzas tienen los ojos puestos en el gigante alemán. El Deutsche Bank ahora es un banco que da miedo.
Nuevas reglas bancarias europeas
El 1 de enero de 2016, entraron en vigor la nueva normativa bancaria europea. Reglas escritas inspiradas directamente desde Berlín. Ahora, el llamado sistema de bail-out no existe: las finanzas públicas ya no han de salir al rescate de los bancos que atraviesan dificultades, como sucedió en Irlanda, España y en otros países durante la crisis financiera de 2008. Son los accionistas, los acreedores y, en última instancia, los titulares de los depósitos los que deben pagar para salvar su bancos, a imagen y semejanza (bail-in) de lo que se hizo en Chipre.
Se ha creado un fondo de garantía en Europa que ejerce, en última instancia, el papel de garante instancia. Sin embargo, de europeo sólo tiene el nombre: cada país es garante sólo de sus propios bancos. Alemania ha exigido esta diferenciación, rechazando ser garante de los bancos de otros países, para no pagar por ellos.
Los responsables europeos, al negarse a aprender de la crisis de 2008, renunciaron a imponer la separación de las actividades bancarias. Una reglamentación reforzada, una vigilancia estrecha y una consolidación de los balances debía bastar. Entre los nuevos mecanismo en marcha, los reguladores recomendaron a los bancos que dispusieran de obligaciones convertibles en acciones con el objetivo de consolidar sus balances. Estas obligaciones están llamadas a convertirse en el colchón adicional a los bancos –remuneradas a tipos elevados, en torno al 6% de media–. Pero a cambio, son los primeros productos a los que se recurre en caso de problemas y se transforman en acciones.
En febrero, el mundo de las finanzas descubrió los efectos perversos de esta nueva reglamentación. En los mercados, comenzaron a circular persistentes rumores, según los cuales el Deutsche Bank tenía problemas de liquidez, por lo que podía no estar en condiciones de abonar el pago de los cupones obligatorios de 350 millones de euros que debía abonar en abril. Pese a los desmentidos de la dirección del banco, la reacción de pánico no se hizo esperar. Los titulares de estas obligaciones se apresuraron a vender, a malvender, fundiendo las reservas del banco. Hicieron falta varias semanas para que el Deutsche Bank recuperase el control.
Ahora el escenario de febrero se repite. Los hedge funds especulan con los problemas futuros del gigante alemán. Mientras que la cotización bursátil del banco se desploma, los credit default swap del Deutsche Bank –productos de cobertura conocidos por su efecto deflagrador desde el comienzo de la crisis del euro– muestran una curva ascendente. Ahora están más altos que en febrero. Al mismo tiempo, los titulares de obligaciones convertibles en acciones vuelven a liquidarlos. Los CoCo se negocian a penas a la mitad de su valor nominal.
Un banquero no necesita mucho tiempo para comprender el significado de estas cifras: esta pendiente es el índice de desconfianza del mundo financiero.
El dilema de Merkel
Angela Merkel, al mostrarse firme, tenía varios cálculos en mente. Primero mantener un pulso con las autoridades judiciales de Estados Unidos para obligarlos a hacer frente a sus responsabilidades, no hacerles creer que el Gobierno alemán podía sustituir de un momento u otro al banco. Atacar de forma imprudente al Deutsche Bank podía ser el detonador de un nuevo seísmo financiero, parece recordar de forma soterrada el Gobierno alemán.
Pero esta intransigencia también tiene una dimensión nacional y europea. Mientras el electorado le da la espalda, Angela Merkel quiere renovar los compromisos adquiridos: los contribuyentes no salvarán los bancos. Y más teniendo en cuenta que en el caso del Deutsche Bank la cuantía podría ser elevada.
Este toque de atención también está dirigido a todos los responsables europeos: Berlín no transige, cueste lo que cueste. Ceder con el Deustche Bank es ceder con todo, desde el punto de vista de la canciller. ¿Cómo negarle después al ministro Mateo Renzi, que no ha dejado de insistir estos días sobre la peligrosidad del Deutsche Bank, que recurra al dinero público para salvar el sistema bancario italiano? ¿Cómo infundir disciplina a los Gobiernos europeos que, a decir de Berlín, campan demasiado a sus anchas? Toda la paciente construcción de Angela Merkel en Europa, desde el comienzo de la crisis, acabaría por los suelos, según el análisis.
Pero hay realidades económicas que a veces pueden echar por tierra consideraciones políticas. Si la situación del Deutsche Bank sigue empeorando, Berlín ¿puede negar durante mucho tiempo la ayuda a este banco, que está en el corazón del mecanismo económico y que ha garantizado desde hace años el reciclaje de todos los excedentes comerciales alemanes? Angela Merkel ¿aceptará correr el riesgo de una grave crisis?
“No creo que Alemania se niegue a intervenir si el Deutsche Bank estuviese realmente en problemas. Es demasiado importante para la economía alemana”, ha dicho Andreas Uterman, responsable de inversiones del grupo Allianz Seguros, en Bloomberg. Numerosos analistas coinciden: el Deutsche Bank es demasiado importante para Alemania y para el mundo de las finanzas para que Berlín se permita dejarlo caer.
Mientras el banco alemán está bajo el fuego de la especulación, corre el riesgo de acentuarse la presión para probar cuáles son los límites del banco, pero también del del Gobierno alemán. Esta situación puede durar días y apagarse. También puede empeorar.
El riesgo es que la situación escape a todo el mundo, que el Gobierno alemán tarde en reaccionar. Los precedentes de la crisis griega no son tranquilizadores. Por dogmatismo y por cálculo político, Angela Merkel ha retrasado el momento, sobre todo frente a Atenas, hasta poner la eurozona en peligro. Esta crisis, que se podía haber resuelto con varias decenas de miles de euros y una garantía de prestamista, se ha saldado con el hundimiento de un país, con la crisis de la eurozona y el rechazo de Europa. Si se repitieran los mismos errores con el Deutsche Bank, el coste sería todavía más elevado."
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2016.06.06 14:53 ShaunaDorothy Venezuela: Imperialismo estadounidense alimenta protestas derechistas ¡Romper con el chavismo!¡Por un partido obrero revolucionario! (Junio de 2014)

https://archive.is/uMixl
Espartaco No. 41 Junio de 2014
Por casi ocho semanas, estudiantes y manifestantes de clase media han estado levantando barricadas en los vecindarios acomodados de Caracas y otras ciudades venezolanas exigiendo la salida del presidente Nicolás Maduro. Si bien desprecian a las masas oprimidas del país y desvarían sobre una supuesta infiltración cubana en el gobierno, los manifestantes también han intentado aprovecharse de quejas populares muy reales, como la escasez de bienes —por ejemplo, el aceite para cocinar, la harina y el papel de baño—, la inflación ascendente y las altas tasas de criminalidad. El gobierno ha convocado a la Guardia Nacional contra las protestas, pero de acuerdo a varios informes, los propios manifestantes son responsables de muchas de las casi 40 muertes. También hay rumores acerca de un intento de golpe de estado, lo que el 24 de marzo llevó al arresto de tres generales de la fuerza aérea.
Los imperialistas estadounidenses, que respaldan a la oposición derechista, así como sus voceros en los medios, han hecho un gran escándalo en torno a la represión gubernamental en Venezuela. El 4 de marzo, la Cámara de Representantes estadounidense pasó una resolución condenando al gobierno de Maduro por 393 votos contra uno. El mes pasado, el secretario de estado John Kerry amenazó con sanciones contra Venezuela y denunció a Maduro por llevar a cabo “una campaña de terror contra su propio pueblo”. (En realidad, el secretario de estado estadounidense es el verdadero experto en dirigir “campañas de terror” contra poblaciones civiles.) Los congresistas gusanos de Florida ya están salivando ante la posibilidad de derrocar a Maduro y detener los 100 mil barriles de petróleo que Venezuela envía a Cuba diariamente, en parte a cambio de los servicios de 30 mil médicos y demás personal cubano.
Entre las figuras dirigentes de la protesta se cuentan los políticos de la oposición neoliberal María Corina Machado, a quien hace poco se le retiró la inmunidad parlamentaria, y el ahora preso Leopoldo López. Machado, congresista por un distrito pudiente, a quien se le conoce como “la dama de hierro venezolana” por sus ideas conservadoras, recibió en 2005 un homenaje de George W. Bush en la Casa Blanca por sus intentos de minar el régimen del predecesor de Maduro, Hugo Chávez. El grupo que ella ayudó a fundar, Súmate, ha recibido dinero del National Endowment for Democracy (Fundación Nacional para la Democracia, NED), un bien conocido frente de la CIA. López, un egresado de la escuela Kennedy de gobierno de la Universidad de Harvard, tiene la bendición del Inter-American Dialogue, un comité de asesores financiado por ExxonMobil, Chevron y la estadounidense Agencia para el Desarrollo Internacional (AID, por sus siglas en inglés), que también es un conducto de la CIA. Miembro de la oligarquía venezolana, es un descendiente adinerado del nacionalista latinoamericano del siglo XIX, Simón Bolívar.
Desde que Chávez fue electo por primera vez en 1998, los imperialistas estadounidenses han buscado colocar en Caracas a alguien más de su gusto. Cientos de millones de dólares en fondos estadounidenses han financiado intentos de minar al gobierno venezolano mediante los programas “humanitarios” de la estadounidense AID y las becas del NED para capacitar activistas políticos y darles “asistencia democrática”. Derrocar al régimen fue la meta del fallido golpe de estado que Estados Unidos respaldó en abril de 2002, de los lockouts capitalistas diseñados para dañar la industria petrolera en el invierno de 2002-03 y de la campaña por deponer a Chávez en 2004. Después de que Maduro fuera electo por un estrecho margen en abril de 2013, los agentes locales de Washington alegaron fraude e intentaron anular los resultados a favor de su candidato.
Varios capitalistas venezolanos hacen sus fortunas como prestanombres de intereses imperialistas. Uno de ellos es Gustavo Cisneros. La familia Cisneros amasó una inmensa fortuna con la distribución de Pepsi en Venezuela, pasando luego a los medios de comunicación y otras industrias. Por haber apoyado el golpe fallido contra Chávez en 2002, la de Cisneros y otras tres estaciones de televisión se ganaron el apodo de “los cuatro jinetes del apocalipsis”.
En la profundamente polarizada sociedad venezolana, los pobres y los trabajadores en su gran mayoría siguen atados al chavismo, el populismo nacionalista de izquierda asociado con el caudillo Chávez y adoptado por Maduro, quien cobró prominencia a la sombra de Chávez. Éste consolidó su apoyo popular denunciando las intervenciones militares del imperialismo estadounidense en el mundo y rechazando sus políticas en América Latina. Usó la riqueza generada por la venta del petróleo para financiar programas sociales, como el subsidio a los alimentos y la mejora de las pensiones y la atención médica (esta última con ayuda de Cuba).
En los primeros doce años de gobierno de Chávez el consumo calórico de la población aumento 50 por ciento y la tasa de pobreza cayó de más del 50 por ciento a menos del 30. También hizo más difíciles los despidos, hizo obligatorias las pensiones a los trabajadores domésticos y alzó continuamente el salario mínimo. A diferencia de la élite tradicional que presume sus raíces europeas mientras exuda desprecio por los pobres, Chávez se jactaba de su herencia como zambo (mezcla de africano e indígena). Cuando Maduro —el vicepresidente de Chávez y su sucesor designado— fue electo presidente por escaso margen tras la muerte de Chávez hace un año, prometió continuar la “Revolución Bolivariana” que éste inició en 1999.
Pese a estar en la mira del imperialismo estadounidense y ser odiado por la capa de la burguesía venezolana más estrechamente asociada a éste, el gobierno que encabeza Maduro, como el de Chávez antes que él, es un gobierno capitalista. El propio Chávez enfatizó repetidamente que su régimen no representaba un riesgo para la propiedad privada. Aunque los marxistas apoyamos que se establezcan programas de bienestar social para los pobres y defendemos [contra los imperialistas] las nacionalizaciones en los países dependientes, estas medidas no alteran de ninguna forma el carácter capitalista de la sociedad, sin importar la cantidad de envoltura “socialista” que se le ponga.
De hecho, el populismo nacionalista chavista ayuda a desviar la lucha social y ata ideológicamente a las masas empobrecidas y a la clase obrera al dominio capitalista. [En ocasiones,] las nacionalizaciones de tierras y compañías privadas —llevadas a cabo en gran medida mediante compras del gobierno— representan un medio por el que los países bajo dominación imperialista pueden alcanzar un grado de independencia económica. Pero lejos de colocar la riqueza productiva de la sociedad en manos de los trabajadores, estas nacionalizaciones le han ayudado a los compinches de Chávez en la llamada boliburguesía (burguesía bolivariana) a llenar sus bolsillos.
La política de Estados Unidos en América Latina ha dejado un sangriento rastro de siglos de intervenciones, dictadores impuestos por el gobierno estadounidense y escuadrones de la muerte. Está en el interés de los trabajadores, tanto de Estados Unidos como de Venezuela, oponerse a todo golpe respaldado por Estados Unidos así como a toda otra forma de intervención imperialista en el país. Al mismo tiempo, apoyar políticamente al chavismo y al régimen de Maduro sólo subordina a la clase obrera venezolana a sus explotadores capitalistas. Por eso, durante el referéndum de 2004 para revocar a Chávez, nosotros argumentamos por la abstención en lugar del no. Como escribimos en “U.S. Imperialism´s Referendum Ploy Fails—Populist Capitalist Ruler Chávez Prevails” (La maniobra del referéndum del imperialismo estadounidense fracasa: El gobernante capitalista populista Chávez triunfa, WV No. 831, 3 de septiembre de 2004):
“La perspectiva inmediata que se plantea con urgencia es no sólo oponerse a las incursiones del imperialismo estadounidense a Venezuela y demás países, sino luchar por romper el apoyo del movimiento obrero tanto a Chávez como a la oposición, y el forjar un partido obrero revolucionario e internacionalista que dirija a la clase obrera al poder. Eso requiere una lucha intransigente contra el nacionalismo en Venezuela, que oscurece las divisiones de clase en el país. Sólo una lucha victoriosa por el poder de la clase obrera, es decir, por la revolución socialista a lo largo de las Américas, puede otorgarle tierra a los que no la tienen y permitir que los obreros del petróleo y el resto del proletariado disfruten de la riqueza que su trabajo produce”.
Populismo nacionalista: Callejón sin salida para los trabajadores
Como Lázaro Cárdenas, que gobernó México en la década de 1930, o el argentino Juan Domingo Perón en la de los 40 y 50, Chávez, un antiguo coronel que en 1992 había intentado en vano un golpe de estado, fue lo que los marxistas llamamos un gobernante bonapartista. El término se aplica a un caudillo, típicamente un (ex)dirigente militar como el original Napoleón Bonaparte, que encabeza un régimen que en un periodo de crisis lo eleva a la posición de “líder de la nación”. Como explicó el revolucionario marxista León Trotsky escribiendo sobre el régimen de Cárdenas que expropió la industria petrolera:
“En los países industrialmente atrasados el capital extranjero juega un rol decisivo. De ahí la relativa debilidad de la burguesía nacional en relación al proletariado nacional. Esto crea condiciones especiales de poder estatal. El gobierno gira entre el capital extranjero y el nacional, entre la relativamente débil burguesía nacional y el relativamente poderoso proletariado. Esto le da al gobierno un carácter bonapartista de índole particular. Se eleva, por así decirlo, por encima de las clases. En realidad, puede gobernar o bien convirtiéndose en instrumento del capitalismo extranjero y sometiendo al proletariado con las cadenas de una dictadura policial, o maniobrando con el proletariado, llegando incluso a hacerle concesiones, ganando de este modo la posibilidad de disponer de cierta libertad en relación a los capitalistas extranjeros”.
—“La industria nacionalizada y la administración obrera” (1939)
La reforma populista y la austeridad neoliberal son dos caras del dominio de clase capitalista en los países dependientes, es decir, son las dos políticas alternativas de las que dispone la burguesía nacional, como se ha demostrado en la propia Venezuela. En 1976, el presidente Carlos Andrés Pérez nacionalizó la industria petrolera con compensación. Animado por el aumento de los precios del petróleo, invirtió fuertemente en programas sociales, expandiendo los empleos públicos y mejorando la educación y la atención médica. Pero cuando Pérez fue electo nuevamente en 1989, el mercado petrolero se había derrumbado, así que implementó una austeridad masiva en nombre del Fondo Monetario Internacional.
La principal preocupación de Chávez al llegar al poder en 1998 fue resolver el problema de los tambaleantes réditos petroleros del país, la vida misma de la burguesía venezolana. Inmediatamente procedió a disciplinar al sindicato de obreros petroleros y en general a aumentar la eficiencia de la industria petrolera de propiedad pública, mientras presionaba al cártel petrolero de la OPEP para que hiciera subir los precios. Fue gracias a esos esfuerzos, y en interés de la estabilidad social, que en un principio gran parte de la clase dominante apoyó a Chávez. Eso incluyó de manera prominente a sus antiguos compañeros en el alto mando del ejército, que cumplieron una función clave en restaurarlo en el poder tras el efímero golpe de estado de 2002.
Chávez tuvo suerte: los precios del petróleo se incrementaron de 10.87 dólares por barril en 1998 a 96.13 en 2013. Sin embargo, el precio del petróleo es notoriamente inestable y Estados Unidos, el mayor comprador de petróleo venezolano, ha reducido sus importaciones. Los programas de bienestar social que Chávez introdujo no pueden sostenerse a largo plazo bajo el capitalismo. Con su productividad en declive arrastrando consigo a la economía, Venezuela se las ha arreglado para mantenerse a flote gracias en buena medida a los miles de millones de dólares que el estado obrero deformado chino le ha prestado a cambio de petróleo.
Gran parte de la clase capitalista venezolana se enriqueció desviando la riqueza petrolera del país. El que Chávez invirtiera estas remesas en reformas sociales enfureció a elementos de la burguesía que por mucho tiempo habían considerado este dinero como su caja personal. Cuando Chávez implementó controles a los precios y las divisas y llevó a cabo nacionalizaciones, la división se profundizó. Desde que Chávez llegó al poder, cerca de un millón de venezolanos ricos y clasemedieros han abandonado el país. Muchos han enviado su dinero al extranjero, incluyendo a Miami, el nido de víboras de los exiliados anticomunistas cubanos. En respuesta, el gobierno instituyó más controles de precios y divisas, lo que dificultó que las compañías privadas obtuvieran capital, endureciendo la oposición al gobierno. Como resultado, muchos capitalistas manufactureros, como los de la industria automotriz, han cerrado sus fábricas, aumentando la dependencia de Venezuela de los bienes importados.
Para aumentar sus ganancias, muchas tiendas privadas se han negado a vender sus productos a las tasas oficiales del gobierno, insistiendo en cobrar precios más altos. Los especuladores exportan ilegalmente a Colombia los productos básicos que el gobierno subsidia para venderlos más caros. Se reporta que el acaparamiento es extendido. La “solución de mercado” tradicional, es decir, relajar los controles de precios y divisas así como los subsidios que introdujo Chávez, sin duda alentaría a los capitalistas privados a producir y vender más productos. Tal como ocurre en Colombia y otros países latinoamericanos, semejantes medidas serían benéficas para los libros contables de los capitalistas, pero desastrosas para todos los demás.
En la Venezuela actual, los pobres no pasan hambre, pero la escasez de productos básicos ha hecho sus condiciones más miserables. Mientras la riqueza productiva de la sociedad permanezca en manos privadas, la producción estará guiada por aquello que aumente la ganancia capitalista. Las masas seguirán sujetas a la explotación y la opresión y el desarrollo económico seguirá subordinado a los mandatos del mercado mundial dominado por el imperialismo. El sufrimiento de los pobres urbanos y rurales no podrá encontrar un remedio permanente sin el aplastamiento del estado burgués y el derrocamiento del orden social capitalista. La perspectiva de la Liga Comunista Internacional es una serie de revoluciones obreras a lo largo del globo, que pavimenten el camino a una economía colectivizada e internacionalmente planificada y a la consecuente expansión de las fuerzas productivas de la sociedad de acuerdo con las necesidades humanas.
Apologistas de izquierda del chavismo
La mayoría de las organizaciones que se describen como socialistas se apresuraron a apoyar la “Revolución Bolivariana” de Hugo Chávez y siguen actuando como el departamento de publicidad izquierdista de Maduro. Alan Woods, que dirige la Corriente Marxista Internacional (CMI) destaca entre estos especímenes, jactándose de ser un asesor “trotskista”, primero de Chávez y ahora de Maduro. El artículo de Woods del 5 de marzo “¡Hay que cumplir con el legado de Hugo Chávez!” (laizquierdasocialista.org) alaba a las masas trabajadoras que “han salvado la Revolución y la han empujado hacia delante” y les insta a que sean firmes con los “reformistas” y los “burócratas” del gobierno en Caracas.
En su declaración “Hugo Chávez ha muerto—¡La lucha por el socialismo vive!” (6 de marzo de 2013), la CMI explica: “Hugo Chávez ha muerto antes de poder completar la enorme tarea que se había comprometido a cumplir: la revolución socialista en Venezuela. Ahora depende de la clase obrera y el campesinado —la auténtica fuerza motriz de la revolución bolivariana— el completar esta tarea”. Luego implora: “debemos asegurarnos que el próximo gobierno aplique una política socialista”.
La CMI querría que las masas obreras sirvieran de infantería para promover la posición de Maduro, ayudando así a consolidar el dominio capitalista. Glorificar al antiguo coronel del ejército y a su acólito, que han estado administrando el represivo estado burgués venezolano por los últimos 16 años, desarma a los obreros y los ata a un ala de la clase dominante de Venezuela. La única defensa confiable contra el empobrecimiento capitalista, ya sea impuesto por la oposición derechista o por el gobierno de Maduro, es la lucha independiente de la clase obrera. Y la lucha por el socialismo sólo puede avanzar si el proletariado lucha bajo su propia bandera. El socialismo no resultará de la “Revolución Bolivariana” que no hace nada para desafiar la propiedad capitalista, sino de una revolución obrera que barra el aparato estatal burgués y expropie la propiedad capitalista.
La CMI ve en la “Revolución Bolivariana” una repetición de la Revolución Cubana. Como lo puso el vocero de la CMI Jorge Martín: “Esta dinámica de acción y reacción de la revolución venezolana nos recuerda fuertemente a los primeros años de la revolución cubana”. Esa comparación, sin embargo, no tiene ninguna base en la realidad.
Cuando las fuerzas de Castro entraron en La Habana el 1° de enero de 1959, culminando varios años de guerra de guerrillas, el ejército burgués y el resto del aparato del estado capitalista, que habían sostenido la dictadura de Batista respaldada por Estados Unidos, colapsaron en desorden. Al principio, los heterogéneos rebeldes pequeñoburgueses no estaban comprometidos más que con un programa de reformas democráticas radicales, pero, bajo la presión del imperialismo estadounidense, empezaron las nacionalizaciones. Para el momento en que Castro declaró a Cuba “socialista” en 1961, la burguesía cubana, los imperialistas estadounidenses y sus sicarios de la CIA y de la mafia ya habían huido y la propiedad capitalista había sido expropiada. Muy al contrario de lo que ocurrió en Venezuela, donde la burguesía está intacta como clase, lo que se estableció en Cuba en 1960-61 fue un estado obrero deformado: una sociedad en la que la propiedad privada fue colectivizada, pero es una casta burocrática parasitaria, y no la clase obrera, la que tiene el poder político.
El hecho de que un movimiento guerrillero pequeñoburgués pudiera derrocar el dominio capitalista se debió a circunstancias históricamente excepcionales: la ausencia de la clase obrera como contendiente por el poder por derecho propio, el cerco hostil del imperialismo y la huida de la burguesía nacional, y el salvavidas que arrojó la Unión Soviética. El propio estado obrero cubano tuvo como modelo a la Unión Soviética tras su degeneración burocrática a manos de los usurpadores estalinistas que inició en 1923-24. Como lo hicimos con el estado obrero degenerado soviético antes de su destrucción, llamamos por la defensa militar incondicional de Cuba y por una revolución política obrera que derroque a la casta burocrática gobernante.
En Cuba la burocracia castrista abraza el dogma estalinista del “socialismo en un solo país”. De este modo, niega la necesidad de la revolución proletaria internacionalmente, no sólo en el resto de América Latina, sino particularmente en el mundo capitalista avanzado. Minando aún más la defensa de Cuba, la burocracia se ha acomodado a todo tipo de regímenes capitalistas antiobreros, dándoles una cobertura “revolucionaria”. Mientras tanto, diversas “reformas de mercado” adoptadas en respuesta a los severos problemas económicos postsoviéticos de Cuba han provocado una desigualdad creciente (ver “Cuba: Crisis económica y ‘reformas de mercado’”, Espartaco No. 34, otoño de 2011).
En aquellos países, como Venezuela, donde el capitalismo surgió tardíamente, las burguesías son demasiado débiles, le temen demasiado al proletariado y dependen demasiado del mercado mundial —dominado por Estados Unidos, Europa y Japón— como para romper las cadenas de la subyugación imperialista y resolver la pobreza de las masas y otros problemas sociales candentes. El único camino hacia delante, como lo puso Trotsky en La revolución permanente (1930), es la lucha por “la dictadura del proletariado, empuñando éste el Poder, como caudillo de la nación oprimida y, ante todo, de sus masas campesinas”. La dictadura del proletariado pondría en el orden del día no sólo las tareas democráticas, sino también las socialistas, como la colectivización de la economía, dándole un poderoso impulso a la revolución socialista internacional. Sólo la victoria del proletariado en el mundo capitalista avanzado impediría definitivamente la restauración burguesa y aseguraría la posibilidad de concluir la construcción socialista.
Es tarea de los marxistas romper las ilusiones en populistas burgueses como Chávez para forjar partidos revolucionarios de la clase obrera. Como escribimos en “Venezuela: Nacionalismo populista vs. revolución proletaria” (Espartaco No. 25, primavera de 2006):
“La historia tiene reservado un severo veredicto para aquellos ‘izquierdistas’ que promueven a uno u otro caudillo capitalista con retórica izquierdista. El camino hacia delante para los oprimidos de todas las Américas no está en pintar a los hombres fuertes nacionalistas como revolucionarios, ni a las incursiones populistas como revoluciones. Está, por el contrario, en la construcción de secciones nacionales de una IV Internacional reforjada en el espíritu de una hostilidad revolucionaria intransigente a todas y cada una de las formas del dominio capitalista”.
Al sur del Río Bravo, estos partidos tendrán que construirse en una lucha política contra las extendidas ilusiones en el populismo y el nacionalismo. En Estados Unidos, un partido obrero revolucionario tendrá que construirse en la lucha por arrancar al proletariado del capitalista Partido Demócrata y por movilizarlo en solidaridad con todos aquellos oprimidos y explotados por el imperialismo estadounidense alrededor del mundo.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/41/venezuela.html
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2016.06.05 18:53 ShaunaDorothy Seudotrotskistas en el campo de la contrarrevolución - Histeria sobre el papel de China en África (Febrero de 2014)

https://archive.is/Hqplf
Espartaco No. 40 Febrero de 2014
En agosto de 2009, la secretaria de Estado de EE.UU. Hillary Clinton visitó Angola para supervisar un importante acuerdo entre el gobierno del Movimiento Popular para la Liberación de Angola (MPLA) y el gigante petrolífero estadounidense Chevron. Clinton aprovechó la ocasión para anunciar un incremento en la inversión estadounidense, que se sumó a una promesa anterior de Washington de construir dos plantas hidroeléctricas. Para el MPLA nacionalista burgués angoleño, estos acuerdos señalaron un cambio en la actitud de los imperialistas estadounidenses. Durante casi 30 años tras alcanzar su independencia de Portugal en 1975, Angola estuvo sumida en una guerra civil devastadora. En prácticamente todo ese periodo, EE.UU. proporcionó apoyo militar y financiero a las fuerzas guerrilleras aliadas con la Sudáfrica del apartheid en su guerra reaccionaria para derrocar al MPLA, que a su vez era respaldado por la Unión Soviética y Cuba. Además, los capitalistas estadounidenses habían mostrado poco interés en invertir en Angola, incluso después de que la guerra concluyera oficialmente en 2002.
La cara amigable que mostró Clinton al gobierno del MPLA servía a un claro propósito. En el año anterior a su visita, Angola se convirtió en el principal socio comercial africano de China, actualmente el más poderoso entre los países en los que el capitalismo fue derrocado. Angola, proveedor de casi quince por ciento del petróleo chino, ya ha sobrepasado a Arabia Saudita como principal exportador de petróleo a China. A cambio, Beijing proporciona préstamos con bajas tasas de interés que han sido utilizados para construir hospitales, escuelas, sistemas de riego y carreteras. China ha cerrado acuerdos similares con varios países, desde Sudán y Argelia hasta Zambia y la República Democrática del Congo, que proveen de petróleo y minerales metálicos a las industrias en expansión de la China continental.
Para EE.UU. y las demás potencias imperialistas, que sufrieron una derrota histórica con la Revolución China de 1949, éstos no son sucesos gratos. La Revolución de 1949, llevada a cabo por un ejército guerrillero campesino dirigido por el Partido Comunista Chino (PCCh) de Mao Zedong, estableció un estado obrero, si bien burocráticamente deformado desde su origen. La creación en los años subsecuentes de una economía centralmente planificada y colectivizada sentó las bases para un progreso social enorme para los obreros, los campesinos, las mujeres y las minorías nacionales. Desde 1949, los imperialistas han buscado el derrocamiento contrarrevolucionario del gobierno del PCCh y el retorno de China a la explotación capitalista desenfrenada. Para conseguirlo, han aplicado amenazas y presión militar, brindado apoyo a los movimientos y a los “disidentes” anticomunistas locales y, desde hace ya más de 30 años, penetrado la economía de la China continental, cortesía de las “reformas de mercado” del régimen del PCCh.
Desde que, hace cinco años, comenzaron a proliferar los acuerdos comerciales y de ayuda entre China y los países africanos, los portavoces del imperialismo sonaron la alarma. Paul Wolfowitz, presidente del Banco Mundial, arremetió contra los muy favorables préstamos ofrecidos por los bancos estatales de China, que, según él, no cumplen con los “estándares sociales y ambientales”. ¡Y lo dice uno de los principales arquitectos de las guerras del gobierno de Bush en Irak y Afganistán! Sumándose al coro, y resucitando el estilo de la Guerra Fría antisoviética, el Daily Mail británico exclamó en un encabezado (18 de julio de 2008): “Cómo está haciendo China para tomar el control de África y por qué Occidente debería estar MUY preocupado”.
Esta reacción dio pie a un debate entre los académicos y los funcionarios del gobierno en China sobre el papel de ese país en África, aunque desde luego dentro de los límites de la política establecida por la burocracia estalinista de Beijing. Un artículo titulado “La práctica del concepto diplomático chino de un ‘mundo armonioso’: un análisis de las relaciones sino-africanas durante los años recientes”, de Ge Zhiguo, denuncia con razón las “políticas sistemáticas de Occidente hacia África”, que no sólo “no le han brindado prosperidad y estabilidad a África” sino que también han “ocasionado que muchos países africanos se hundan en el caos y la violencia étnica a largo plazo” (Gaoxiao Sheke Dongtai [Perspectivas de las Ciencias Sociales en la Educación Superior], tercer número en 2007; ésta y otras traducciones son nuestras).
Desde los campos de exterminio del Rey Leopoldo en el Congo Belga hasta los campos de concentración británicos en Kenia y el apoyo estadounidense a la Sudáfrica del apartheid, la historia del imperialismo occidental en África es una larga lista de asesinatos masivos, condiciones de trabajo similares a la esclavitud y brutal represión contra los movimientos independentistas y las luchas obreras. De hecho, los antecedentes de esta barbarie pueden trazarse directamente hasta la esclavización de los africanos en el periodo mercantil del capitalismo temprano. La subyugación imperialista, lejos de modernizar a estas sociedades, ha reforzado el atraso y la miseria. Subrayando que las inversiones de China en África están motivadas por propósitos muy distintos, Ge Zhiguo llama a Beijing a reformar algunas de sus propias políticas para contrarrestar el resentimiento entre los africanos ocasionado por el trato a los trabajadores en las empresas chinas y el debilitamiento de los negocios locales frente a los empresarios chinos.
Como trotskistas, en la Liga Comunista Internacional estamos por la defensa militar incondicional de China contra el imperialismo y la contrarrevolución interna. Defendemos el derecho de China a comerciar para obtener lo que necesita para su desarrollo. Sin embargo, reconocemos que los programas de inversión y ayuda chinos no están orientados por el internacionalismo proletario, sino por los propios intereses nacionales estrechos de la burocracia del PCCh, arraigados en el dogma estalinista de “construir el socialismo en un solo país” y su corolario, la “coexistencia pacífica” con el imperialismo (actualmente conocida como la política de un “mundo armonioso”). En su oposición a la perspectiva de la revolución proletaria internacional, el régimen del PCCh se ha acomodado al imperialismo —incluso, como explicamos más adelante, sumándose a EE.UU. y Sudáfrica en el respaldo de las fuerzas antisoviéticas en Angola— al tiempo que apoya militar y políticamente a los gobernantes burgueses “amigables” en África y otros lugares, quienes reprimen brutalmente a los obreros y a los pobres en el campo y la ciudad.
El papel de China en África es contradictorio, lo que no es más que un reflejo de las contradicciones que asedian a la propia China, un estado obrero burocráticamente deformado en un mundo dominado por el imperialismo. Para defender y extender las conquistas de la Revolución China es necesaria una revolución política proletaria que derroque a la burocracia del PCCh y la remplace con un régimen de democracia obrera comprometido a luchar por el socialismo mundial.
China no es capitalista
En el flanco izquierdo de la campaña antichina de los imperialistas se encuentran “socialistas” como el Comité por una Internacional de los Trabajadores (CIT), dirigido por Peter Taaffe, y el Secretariado Unificado (SU) del fallecido Ernest Mandel. Un artículo del 30 de marzo de 2008 titulado “China en África” escrito por Sozialistische Alternative (SAV), sección alemana del CIT, denuncia a China como “un participante más” en el “juego” de la explotación de los países africanos. La SAV afirma que “China, como otros países imperialistas, sólo busca explotar los recursos y los mercados tan eficazmente como sea posible”. En el sitio International Viewpoint del SU (enero de 2007), Jean Nanga, descrito como un “marxista revolucionario del Congo”, condena de modo similar las supuestas “ambiciones globales” de China como “motivadas por el interés capitalista”.
No es nada sorprendente que el CIT y el SU se hayan sumado a la cruzada anticomunista contra China. Prostituyéndose ante la “democracia” burguesa, el SU y el antecesor del CIT vitorearon a toda clase de contrarrevolucionarios respaldados por los imperialistas en la campaña contra la antigua URSS y los estados obreros deformados de Europa Oriental, por ejemplo, Solidarność en Polonia y la turba reaccionaria de las barricadas de Yeltsin en Moscú en agosto de 1991.
Dirigiendo su estalinofobia contra China, el SU ha promovido “disidentes” proimperialistas como el Premio Nobel de la “Paz” Liu Xiaobo, partidario de las guerras estadounidenses en Vietnam, Irak y Afganistán (ver “Hong Kong: Fake Trotskyists Hail Imperialist Running Dog Liu Xiaobo” [Hong Kong: Falsos trotskistas celebran al mandadero imperialista Liu Xiaobo], WV No. 981, 27 de mayo de 2011). Por su parte, el CIT, como señalaron nuestros camaradas en la Spartacist League/Britain, celebró los disturbios anticomunistas en el Tíbet y ha defendido abiertamente al Taiwán capitalista “democrático”, respaldado desde siempre por los imperialistas de EE.UU. y Japón como una daga dirigida contra la República Popular China (ver “China Is Not Capitalist” [China no es capitalista], Workers Hammer No. 202, primavera de 2008). Peter Taaffe gusta de pontificar que la “transición” hacia el capitalismo completo “aún no ha sido terminada del todo” (“Halfway House” [A mitad del camino], Socialism Today, julio/agosto de 2011). Esto no es más que un poco de cobertura cosmética al apoyo concreto y constante que brinda el CIT a las fuerzas de la contrarrevolución.
El furor sobre el papel de China en África comenzó a incrementarse de lleno en 2006, en respuesta al conflicto de Darfur en el occidente de Sudán, que tuvo como consecuencia una masacre y el desplazamiento de cerca de dos millones de personas. La causa inmediata del conflicto fue el uso por parte del gobierno de Kartoum de las milicias janjaweed, con base entre los musulmanes nómadas, en su guerra contra las guerrillas apoyadas por la población agrícola, también musulmana. En EE.UU., una campaña promovida por derechistas cristianos, sionistas y varios liberales importantes, que exigían la intervención imperialista para “salvar a Darfur”, demonizó a China, que ha hecho inversiones importantes en la producción petrolera de Sudán y mantiene estrechos lazos con el régimen de al-Bashir, proporcionándole equipo militar. Sumándose a esta intriga, el artículo de 2008 del SAV se lamentaba: “El régimen chino, que importa ocho por ciento de su petróleo de Sudán, ha demostrado durante el reciente conflicto que tiene mucho interés en sus ganancias, pero da muchísima menos importancia a la suerte de la población local”.
Cabe señalar que uno de los factores que ha empujado a China a depender cada vez más del petróleo africano fue una campaña salvajemente anticomunista, dirigida fundamentalmente por la burocracia sindical estadounidense, que logró impedir que la Chinese National Offshore Oil Company adquiriera en 2005 a Unocal, con sede en EE.UU. A inicios de ese año, el afiliado estadounidense del CIT, llamado Socialist Alternative, se enlistó en el esfuerzo antichino, firmando conjuntamente un volante que exigía que la Universidad de Harvard retirara sus inversiones de PetroChina, otra petrolera de propiedad estatal, y Unocal.
Puede que las diatribas en contra de China de los liberales y los supuestos socialistas suenen bien en Londres, París u otros centros imperialistas, donde el grueso de la izquierda empuja la mentira de que China es capitalista o está irreversiblemente destinada a serlo. Pero el mensaje no genera tanto entusiasmo en África, donde la ayuda china en la construcción de hospitales, escuelas y demás infraestructura contrasta agudamente con el legado dejado por los verdaderos imperialistas: pobreza extrema, atraso social y guerras étnicas y tribales. La repartición de África entre las potencias europeas en la Conferencia de Berlín de 1884-85 marcó el surgimiento del imperialismo moderno. Como explicó V.I. Lenin en El imperialismo, fase superior del capitalismo (1916), los países industrializados avanzados se veían en la necesidad cada vez mayor de exportar capital a los países más atrasados en busca de materias primas y mano de obra barata. La competencia resultante entre los imperialistas llevó a dos guerras mundiales y numerosas aventuras coloniales, con un costo incalculable en términos de muerte y destrucción.
El que las inversiones chinas en África sirven a un propósito fundamentalmente distinto puede verse en el tipo de valor de las mercancías que generan. Todas las mercancías —desde los productos de la minería hasta los bienes manufacturados— poseen valor de uso (en tanto que objetos de consumo deseables) y valor de cambio (reflejado aproximadamente en los precios del mercado). Bajo el capitalismo, los propietarios de las plantas industriales y demás medios de producción acumulan ganancias contratando mano de obra que produzca bienes con el propósito de incrementar el valor de cambio. Las inversiones de China en el extranjero, financiadas por varios de los bancos estatales, no están impulsadas por la ganancia, sino por la necesidad de materias primas para sus industrias colectivizadas en casa, es decir, para extraer valor de uso.
Un funcionario del Departamento de Estado de EE.UU. llamado Princeton Lyman, que ciertamente no es un marxista, básicamente lo admitió en una presentación de 2005 a la comisión del Congreso estadounidense de relaciones EE.UU./China:
“China utiliza una serie de instrumentos para impulsar sus intereses en formas que las naciones occidentales sólo pueden envidiar. La mayor parte de las inversiones chinas se llevan a cabo a través de compañías estatales, cuyas inversiones no necesitan ser redituables si cumplen con los objetivos generales chinos. De ese modo, el representante de la compañía constructora de propiedad estatal china en Etiopía está en libertad de revelar que Beijing le ordenó rebajar los presupuestos en varias licitaciones, sin importar que dejaran o no ganancias. El objetivo a largo plazo de China en Etiopía está en acceder a futuras inversiones en recursos naturales, no en obtener ganancias en la industria de la construcción”.
El hecho de que China participe en el intercambio comercial global no la hace capitalista o imperialista. Como la inversión china no está motivada por la ganancia capitalista, sus efectos son radicalmente distintos a los que produce la explotación imperialista de los países del Tercer Mundo. Martyn Davies, director de la China Africa Network en la Universidad de Pretoria en Sudáfrica, aclama a los chinos por ser “los principales constructores de infraestructura” en África (“The Next Empire?” [¿El próximo imperio?], Atlantic, mayo de 2010), una perspectiva que encuentra eco en la académica estadounidense Deborah Brautigam y su libro de 2009 The Dragon’s Gift (El regalo del dragón, Oxford University Press), muy favorable al papel de China en África.
Presiones del mercado mundial
La necesidad de importar materia prima se agudizó hace una década, cuando, debido a la tasa galopante de crecimiento, la China continental se mostró incapaz de proporcionar el grueso del petróleo y los metales que necesitaba la industria. Gracias a su política de “volverse global”, para 2009 China importaba ya 52 por ciento de su petróleo y 69 por ciento del hierro.
La situación de China contrasta con la del estado obrero soviético que emergió de la Revolución de Octubre de 1917, dirigida por el Partido Bolchevique. Después del fracaso de las revoluciones proletarias en países europeos más avanzados, especialmente Alemania, una casta burocrática conservadora dirigida por I.V. Stalin usurpó el poder político a partir de 1923-24. A pesar de estar marcada por el atraso heredado del zarismo y los efectos devastadores de la guerra imperialista y civil, la Unión Soviética poseía abundantes cantidades de hierro, petróleo, madera y otras materias primas. Stalin y compañía se sirvieron de ese hecho para argumentar la noción utópica y reaccionaria de que la Rusia soviética podía alcanzar el socialismo por sí misma. Esto arrojó por la borda el entendimiento marxista básico de que alcanzar el socialismo —una sociedad de abundancia material— requiere del poder obrero internacional, sobre todo en los países industrialmente avanzados.
Gracias a su economía planificada, la Unión Soviética atravesó un periodo de crecimiento fenomenal en la década de 1930, mientras el resto del mundo estaba sumido en la Gran Depresión. Sin embargo, usando sólo sus propios recursos y esfuerzos, la URSS no podía alcanzar, ni mucho menos superar, el nivel tecnológico y de productividad de la mano de obra en los países capitalistas avanzados. Décadas de presión económica y militar, combinadas con la mala administración burocrática y las oportunidades revolucionarias que los estalinistas vendieron en todo el mundo, terminaron por debilitar fatalmente al estado obrero soviético, que fue destruido por la contrarrevolución capitalista en 1991-92.
En la secuela de esta catástrofe, la dirección del PCCh condujo un estudio interno para determinar cómo evitar la misma suerte, aferrándose siempre a su programa nacionalista y estalinista del “socialismo con características chinas”. Una de las conclusiones a las que llegó el régimen es que la Unión Soviética había utilizado una cantidad excesiva de recursos propios tratando de competir con los imperialistas militarmente o en otros sectores. De ese modo, decidieron que China, en cambio, expandiría y profundizaría sus lazos con el mercado capitalista mundial. Beijing es un socio tan “confiable” en el mercado mundial, que el economista en jefe en el Banco Mundial, una de las principales instituciones en la imposición de los dictados imperialistas, [era hasta 2012] Justin Yifu Lin, ¡uno de los principales economistas de China!
En su esfuerzo por “volverse global”, Beijing ha incrementado su apoyo a la intervención militar de las Naciones Unidas, una guarida de ladrones imperialistas y sus víctimas, en el Tercer Mundo. Esto representa un cambio en la política que adoptó el PCCh cuando China fue admitida en las Naciones Unidas hace 40 años. Como señala Stefan Stähle en “China’s Shifting Attitude Towards United Nations Peacekeeping Operations” [La actitud cambiante de China hacia las operaciones de paz de las Naciones Unidas] en la publicación académica China Quarterly (septiembre de 2008):
“Al principio, China rechazaba completamente la idea de las misiones de paz de las Naciones Unidas. Beijing consideraba que todas las intervenciones de la ONU estaban manipuladas por las superpotencias, en gran medida porque la propia China había sido el blanco de la primera operación dirigida por EE.UU. que autorizó la ONU, en 1951 [sic, debería ser 1950] durante la Guerra de Corea... Sin embargo, desde que en 1981 China empezó a abrirse al mundo, los diplomáticos chinos han votado a favor de todas las misiones que implicaban tareas tradicionales de pacificación o transiciones controladas”.
En palabras simples, esas “tareas tradicionales de pacificación” no quieren decir más que sangrienta represión e imposición de los dictados imperialistas. China, criminalmente, ha comprometido sus propias fuerzas policiacas y militares a esa clase de “pacificación”, desde Haití hasta Sudán. Como señaló Chris Alden en China in Africa (Zed Books, 2007): “La mayor parte de las fuerzas de paz chinas están, de hecho, ubicadas en África, lo que hace a China el mayor contribuyente entre los miembros permanentes del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas a las misiones de paz”. Como internacionalistas proletarios, exigimos que China ponga fin a su participación en las misiones militares de la ONU.
Dado que la economía de China sigue creciendo mientras que las de los países imperialistas permanecen estancadas en una depresión aparentemente sin fin —la demostración más reciente de las crisis intrínsecas al sistema de producción basado en las ganancias—, parecería que Beijing ha encontrado un modo de evitar las presiones que llevaron eventualmente al colapso de la Unión Soviética. Esa idea, sin embargo, se basa en nociones completamente falsas: la estabilidad del orden capitalista internacional y la benevolencia de los socios comerciales de China, que dominan el mercado mundial.
En la propia China, el sorprendente crecimiento económico sirve para exacerbar las tensiones sociales y de clase. Particularmente gracias a las “reformas de mercado”, ha sido creada una enorme división entre los funcionarios gubernamentales corruptos, los empresarios capitalistas y los pequeñoburgueses privilegiados, por un lado, y los cientos de millones de proletarios (en compañías privadas y estatales) y de campesinos pobres, por el otro. El año pasado, una oleada de huelgas en fábricas automotrices y otras empresas privadas fue un componente más de lo que el régimen del PCCh llama “incidentes masivos” —paros laborales, asambleas con listas de peticiones, manifestaciones contra la corrupción, etc.—. El número de estos incidentes alcanzó 180 mil en 2010, duplicándose desde 2006.
Tarde o temprano, el régimen estalinista llevará a China a la encrucijada, haciendo inminente la amenaza de la contrarrevolución. Al mismo tiempo, el antagonismo entre la burocracia y las masas trabajadoras chinas está preparando el camino para que una revolución política proletaria derroque al régimen estalinista parasitario. El proletariado chino necesita la dirección de un partido leninista-trotskista que combata a los apóstoles de la contrarrevolución “democrática”, incluidos los que empujan este programa en ropajes “socialistas” o incluso “trotskistas”, y que lleve a la clase obrera a romper con el nacionalismo estalinista. Dirigida por un partido así, una China de consejos obreros y campesinos promovería la revolución proletaria internacionalmente. Bajo el poder obrero, la capacidad industrial y tecnológica de Japón, EE.UU. y Europa Occidental sería canalizada para auxiliar el desarrollo completo de China como parte del orden socialista mundial.
La “no injerencia”: apoyo al dominio burgués
En respuesta a los cargos de “neocolonialismo” chino en África, muchos académicos y portavoces gubernamentales en China señalan la política de Beijing de “no injerencia” en los asuntos internos de otros países. Escribiendo en una publicación académica, Liu Naiya celebraba la ayuda de China hacia los países excoloniales como “un ‘regalo’ para el nacionalismo africano de parte de un país socialista. En otras palabras, es una inversión política racional: una gran demostración de la fraternidad amigable del comunismo internacional” (“Mutual Benefit: The Essence of Sino-African Relations—A Response to the Charge of ‘China’s Neocolonialism in Africa’” [Beneficio mutuo: La esencia de las relaciones sino-africanas. Una respuesta a la acusación de “neocolonialismo chino en África”], Xiya Feizhou [África y Asia Occidental], agosto de 2006).
Los voceros del PCCh gustan de señalar la ayuda y el apoyo diplomático que al inicio brindó China a algunos de los movimientos que lucharon por la independencia contra el dominio colonial. Aunque no hay duda que las inversiones y la ayuda chinas han impulsado el desarrollo de muchos países africanos, esto está muy lejos de ser internacionalismo proletario. Los acuerdos comerciales chinos están acompañados de una “condición política”: la promesa de Beijing de no hacer nada que pueda molestar a sus socios comerciales burgueses. De ese modo, los estalinistas chinos ayudan a apuntalar el orden capitalista que mantiene a las masas de obreros y campesinos africanos en la pobreza más abyecta. La disposición del PCCh a respaldar regímenes reaccionarios burgueses quedó de manifiesto ya desde la Conferencia de Solidaridad Afroasiática de 19551 en Bandung, Indonesia, donde Zhou Enlai expuso los “Cinco principios de la coexistencia pacífica”, que incluían la promesa de no presionar a otros países para que cambiaran sus sistemas económicos. Al mismo tiempo, el régimen de Mao mantenía una política de coexistencia pacífica con Japón, la principal potencia imperialista de Asia, lo que desnuda las supuestas pretensiones “antiimperialistas” de este programa de colaboración de clases.
Un argumento común a favor de la política de Beijing es la construcción del tren entre Tanzania y Zambia por parte de la China de Mao en la primera mitad de la década de 1970. Éste fue un acontecimiento significativo alcanzado gracias a los enormes sacrificios laborales de los obreros chinos. Pero al mismo tiempo, el PCCh apoyó políticamente al régimen de Nyerere en Tanzania, que reprimía las luchas sindicales elementales de los obreros empobrecidos.
De ese modo, los estalinistas chinos dejaban entrever su parentesco político con la burocracia del Kremlin. La ayuda soviética fue esencial en la construcción de la presa de Aswan en Egipto, terminada en 1970. Pero a esta ayuda se sumaron asesores soviéticos militares así como en otras áreas. De hecho, ¡Moscú le proporcionó al régimen bonapartista de Nasser en Egipto equipo militar más avanzado del que le dio a Vietnam del Norte en su heroica lucha contra el imperialismo estadounidense! Mientras tanto, el Partido Comunista de Sudán, alineado con los soviéticos, se subordinó al caudillo nacionalista burgués Nimeiry, traicionando una oportunidad revolucionaria que concluyó con una masacre de comunistas a principios de la década de 1970. Siguiendo el mismo programa de colaboración de clases, el Partido Comunista de Sudáfrica (PCS) ha estado sumergido por más de 80 años en una alianza con el Congreso Nacional Africano (CNA), que hoy en día implica ayudar a imponer los dictados del capitalismo del neoapartheid como parte del gobierno burgués dirigido por el CNA.
Los marxistas revolucionarios reconocemos que un estado obrero puede verse en la necesidad de establecer acuerdos comerciales y diplomáticos con estados capitalistas. Pero esto no debe confundirse con la tarea del partido comunista de dirigir la lucha por la revolución proletaria. En la época de Lenin, el estado obrero soviético firmó el tratado de Rapallo con la Alemania capitalista en 1922, un acuerdo que incluía cooperación militar. Al mismo tiempo, los bolcheviques eran la fuerza dirigente en la Internacional Comunista, luchando por forjar partidos comunistas que pudieran dirigir exitosamente a los obreros, entre ellos los alemanes, a la toma del poder.
Un régimen revolucionario también buscaría utilizar sus activos en el extranjero como un arma de la estrategia proletaria internacionalista. León Trotsky explicó lo anterior en referencia al Ferrocarril Oriental de China, que, aunque había sido construido originalmente por la Rusia zarista para apuntalar su explotación de China, estaba en manos soviéticas como resultado de la Revolución de Octubre. En 1929, dos años después de masacrar a decenas de miles de comunistas y otros combatientes obreros, el régimen de Chiang Kai-shek provocó un conflicto militar con la Unión Soviética, entonces bajo la burocracia estalinista, por el control del tren. En “Defensa de la república soviética y de la Oposición” (septiembre de 1929), Trotsky luchó contra aquéllos que consideraban “imperialista” la política soviética en este sentido. Escribió: “consideramos al Ferrocarril Oriental de China un arma de la revolución mundial, más específicamente de las revoluciones de Rusia y China... Mientras tengamos la posibilidad y las fuerzas suficientes, lo protegeremos del imperialismo para entregarlo a la revolución china victoriosa”.
Más adelante Trotsky explica que el carácter de esta “empresa socialista, su administración y sus condiciones de trabajo, tendrían que permitir un mejoramiento de la economía y el nivel cultural del país atrasado mediante el capital, la tecnología y la experiencia de los estados proletarios más ricos, en beneficio de ambas partes”. Proyectando el modo en que una dictadura proletaria en Gran Bretaña habría de lidiar con las concesiones de los antiguos gobernantes imperialistas en la India, escribió:
“El estado obrero no deberá abandonar las concesiones sino transformarlas en vehículos de la construcción económica de la India y de su futura reconstrucción socialista. Naturalmente, esta política, necesaria también para consolidar el socialismo en Inglaterra, sólo podría realizarse en acuerdo con la vanguardia del proletariado indio y presentándoles ventajas concretas a los campesinos indios”.
La traición antisoviética del PCCh
La perspectiva trazada por Trotsky está diametralmente opuesta al programa nacionalista y antirrevolucionario de los estalinistas chinos. Esto se vio claramente con la alianza criminal que el régimen de Mao forjó con el imperialismo estadounidense en contra de la Unión Soviética, difamada y acusada por los maoístas de ser “socialimperialista” y el “principal enemigo” de los pueblos del mundo.
Uno de los resultados de esta traición fue la devastación de Angola a lo largo de décadas de guerra. Después de obtener su independencia de Portugal en 1975, el país se sumió en una guerra civil entre tres fuerzas guerrilleras nacionalistas, el MPLA, la Unión Nacional por la Independencia Total de Angola (UNITA) y el Frente de Liberación Nacional de Angola (FLNA). Inicialmente, como marxistas, no apoyamos a ninguno de los bandos en conflicto, todos ellos movimientos nacionalistas pequeñoburgueses que aspiraban a consolidar un régimen burgués. Sin embargo, la situación cambió rápidamente.
Auxiliado por la Unión Soviética, el MPLA se hizo del control de la mayor parte de las áreas clave, incluida la capital Luanda, y declaró a Angola una “república popular”. En respuesta, EE.UU. forzó a la UNITA y al FLNA a unificarse y les proporcionó armas, mientras que Sudáfrica y Portugal sumaron centenares de sus propias tropas al esfuerzo por derrocar al MPLA. De ese modo, la guerra civil se transformó en una guerra a distancia entre el imperialismo estadounidense y el estado obrero degenerado soviético. Los marxistas teníamos un lado claro en este conflicto: a favor de la victoria militar del MPLA. La China de Mao, sin embargo, apoyó activamente al FLNA/UNITA financiado por la CIA, llegando incluso a mandar instructores militares para que entrenaran a los asesinos anticomunistas. En testimonio del papel de China, funcionarios estadounidenses señalaron que Washington había logrado ahorros en “el apoyo a los movimientos anticomunistas, porque estábamos contentos de dejarle a los chinos el trabajo en el terreno” (citado en Le Monde, 5 de diciembre de 1975). ¡He ahí la “no injerencia”!
Al tiempo que las tropas sudafricanas dirigían una guerra relámpago contra Luanda, el órgano oficial chino Peking Review (21 de noviembre de 1975) publicó una declaración política de alto nivel condenando la “expansión y la burda interferencia de la Unión Soviética”, ¡rehusándose a mencionar siquiera la invasión por parte de las fuerzas del apartheid! La ayuda soviética, combinada con la subsecuente intervención de las heroicas tropas cubanas, eventualmente logró revertir la situación e hizo retroceder a los títeres imperialistas y su avanzada sudafricana. Pero la guerra civil continuó. Los puentes bombardeados, los caminos rurales y los campos plagados de minas y el colapso casi total de la infraestructura incrementaron enormemente el profundo atraso preexistente del país.
Las masas angoleñas pagaron con sangre la traición de los estalinistas chinos, que posteriormente han sacado ventaja de la miseria de Angola y otros países en el África subsahariana a la que ellos mismos contribuyeron. De manera más importante, con su ayuda material a las fuerzas antisoviéticas respaldadas por el imperialismo, desde el sur de África hasta Afganistán en las décadas de 1970 y 1980, el PCCh contribuyó a la destrucción de la propia URSS, una derrota catastrófica para los obreros y oprimidos de todo el mundo, incluida China.
¡Por el internacionalismo proletario!
Al estar guiada por los intereses nacionales estrechos de la burocracia de Beijing, la inversión extranjera con frecuencia contrapone a las empresas y los administradores chinos con los obreros que emplean. Junto con las minas, las instalaciones petroleras y los proyectos de construcción financiados por China que brotan por toda África, ha salido evidencia de abusos laborales a través de prácticas discriminatorias de contratación, bajos salarios y acciones rompesindicatos abiertas. Un estudio citado por Deborah Brautigam en The Dragon’s Gift encontró que las compañías constructoras chinas en Namibia violaban las leyes del salario mínimo y los requisitos de entrenamiento basados en la “acción afirmativa”, rehusándose además a pagar seguro social y otras prestaciones. Los obreros chinos en África han emprendido sus propias luchas contra el maltrato. Según Brautigam, cuando unos 200 trabajadores chinos de la construcción se fueron a huelga en Guinea Ecuatorial en marzo de 2008, un choque con las fuerzas de seguridad locales dejó un saldo de dos trabajadores muertos.
Un hecho que tanto la prensa burguesa como la de la “izquierda” ignoran casi por completo es que detrás de muchos de los peores ataques en contra de obreros africanos se encuentran los empresarios privados chinos, que, con el beneplácito de Beijing, han logrado colgarse como sanguijuelas del programa de inversión chino. En 2010, dos supervisores chinos en la Collum Coal Mine en Zambia le dispararon a trece trabajadores durante una protesta salarial. El año siguiente, las autoridades de Zambia decidieron no levantar cargos, ocasionando una extendida furia entre los zambianos. La mina, descrita en la prensa como “de propiedad china”, no estaba en manos del estado, sino de un inversionista privado, y era administrada por sus cuatro hermanos menores.
Los marxistas apoyamos a los obreros en lucha por derechos sindicales y por salarios y prestaciones decentes, lo que incluye las luchas contra los administradores chinos. Al mismo tiempo, es necesario combatir a los demagogos nacionalistas y a los falsos dirigentes sindicales que ponen de pretexto los abusos contra los obreros para subirse al vagón anti-China de los imperialistas. Por ejemplo, la federación sindical COSATU en Sudáfrica, parte de la Alianza Tripartita con el CNA y el PCS, denuncia desde hace ya mucho tiempo que la ropa importada de China desplaza a los fabricantes locales.
Esta clase de proteccionismo promueve la mentira de que el proletariado sudafricano (mayoritariamente negro) tiene “intereses nacionales” comunes con la clase capitalista sudafricana (mayoritariamente blanca), y revela la bancarrota de las proclamaciones de solidaridad obrera internacional por parte de los burócratas de la COSATU. Finalmente, alimenta las fuerzas de la contrarrevolución en China, fortaleciendo la mano de los imperialistas, cuyo poderío económico y militar representa un obstáculo formidable a la revolución proletaria en Sudáfrica y otros países. La defensa de China y de los demás estados obreros deformados —Cuba, Corea del Norte, Vietnam y Laos— es de vital importancia para la lucha por un futuro socialista en África, un objetivo en el que la combativa y estratégicamente concentrada clase obrera sudafricana es clave. ¡No pueden obtenerse conquistas nuevas si no se defienden las ya obtenidas!
Los marxistas también deben combatir el chovinismo que permea a la burocracia estatal china y sus representantes en ultramar. Dado que Beijing determina los presupuestos y las fechas de entrega, las compañías chinas frecuentemente emplean a trabajadores de China en lugar de contratar localmente. En defensa de este tipo de prácticas, el gerente general de la China National Overseas Engineering Corporation, de propiedad estatal, declaró: “Los chinos pueden soportar condiciones de trabajo muy intensas. Ésta es una diferencia cultural. Los chinos trabajan hasta terminar y después descansan”. Los obreros zambianos, se quejaba, “son como los británicos”: “Tienen pausas para el té y un montón de días de descanso. Para nuestra compañía constructora esto implica costos mucho mayores” (citado en Chris Alden, China in Africa). Esta clase de comentarios dejan bien claro el nivel de desprecio que sienten los burócratas chinos tanto hacia los trabajadores africanos como hacia los chinos.
Después de heredar las operaciones en el extranjero de las empresas estatales chinas, un gobierno de consejos obreros y campesinos en China haría un esfuerzo especial para contratar y entrenar a los trabajadores locales, con derechos sindicales y salarios y prestaciones superiores a los estándares locales. Un gobierno así también se desharía de los elementos burgueses que han surgido en China como resultado de las “reformas de mercado” y que también han logrado llegar a África. Pero, sobre todo, seguiría el ejemplo del joven estado obrero soviético promoviendo la victoria del poder obrero en todo el planeta. Esa lucha requiere de la dirección de partidos leninistas de vanguardia, y, para lograr esa tarea, la LCI lucha por reforjar la IV Internacional, partido mundial de la revolución socialista.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/40/africa.html
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2016.06.04 20:56 ShaunaDorothy Sacudiendo las aguas del Mar de China Meridional El imperialismo estadounidense aprieta el cerco militar en torno a China ¡Por una defensa revolucionaria e internacionalista de China y Vietnam! (Septiembre de 2012)

https://archive.is/QnbZj
Espartaco No. 36 Septiembre de 2012
Concretando un giro militar estratégico del imperialismo estadounidense, el Secretario de la Defensa Leon Panetta anunció el pasado junio en Singapur que para 2020 el 60 por ciento de los buques de guerra estadounidenses, que actualmente están repartidos en los océanos Atlántico y Pacífico, estarán ubicados en la región del Pacífico asiático. El viaje de Panetta al sureste asiático estuvo precedido por otros de la Secretaria de Estado Clinton y el presidente Obama, quien declaró que el giro hacia el Pacífico es una “prioridad principal”.
Pese a que los voceros del gobierno de vez en cuando lo nieguen, el blanco principal del “pivote” estadounidense hacia el Pacífico es China, el país más poderoso que queda donde el dominio capitalista fue derrocado. El propio Pentágono lo ha dejado claro conforme va revelando poco a poco los detalles de su plan de batalla “diseñado para contrarrestar el desafío militar de China” (Financial Times, 31 de mayo). Conocido como “concepto” de combate Aire-Mar —eco de la doctrina de batalla Aire-Tierra de la década de 1970 adoptada en la Guerra Fría contra la Unión Soviética—, el plan busca “consolidar las alianzas estadounidenses y contrarrestar las armas y capacidades ‘antiacceso y de áreas denegadas’”, como la nueva generación de misiles antibuques que ha desarrollado China. Según el documento del Pentágono al que el artículo hace referencia, un ataque serio contra las defensas “antiacceso y de áreas denegadas” de China significaría “prepararse para un gran ataque preventivo sobre las bases militares de la China continental”.
Durante los últimos dos años, Washington ha tomado una serie de medidas concertadas con el fin de extender e intensificar la presión sobre China, desde retomar el envío de ayuda a las fuerzas especiales del indonesio Kopassus y normalizar relaciones con Myanmar (Birmania) hasta destacar infantes de marina a Darwin, Australia, y emprender operaciones conjuntas con otros estados clientes de Estados Unidos. Informando sobre una cumbre celebrada entre Japón y otros países insulares del Pacífico, a la que asistió una delegación estadounidense, el Yomiuri Shimbun (29 de mayo) escribió que la región “se ubica en el centro de una lucha de poder en la que participan Japón, Estados Unidos y Australia por un lado y China por el otro”.
Mientras aprietan el cerco en torno a China, Estados Unidos y sus aliados han llevado a cabo una serie de actos flagrantemente beligerantes. A mediados de abril, la India puso a prueba con éxito un misil balístico de largo alcance capaz de transportar ojivas nucleares y de permitirle “una cobertura completa de los blancos de China” (New York Times, 19 de abril). La hazaña fue muy aplaudida en los medios capitalistas de Estados Unidos, que lanzan interminables mentiras e hipocresía para condenar las pruebas nucleares de cualquier régimen que Washington considere maligno (Corea del Norte, Irán). Apenas tres días antes de las pruebas, Estados Unidos y su estado cliente filipino comenzaron ejercicios militares conjuntos en el Mar de China Meridional, mientras barcos pesqueros y de patrullaje marítimo chinos y un buque de guerra filipino se enfrentaban en el Arrecife Scarborough.
Al reducir las ocupaciones de Irak y Afganistán (mientras aumenta los bombardeos con drones y los asesinatos “dirigidos” en Paquistán y Yemen), el gobierno de Obama preparó el “pivote” en dirección al Pacífico asiático. Esto marca un retorno a la estrategia que adoptaron los gobernantes estadounidenses tras la destrucción contrarrevolucionaria del estado obrero degenerado de la Unión Soviética en 1991-92. La caída de la Unión Soviética hizo a un lado lo que hasta entonces había sido el principal blanco militar de los imperialistas y el único contrapeso real a su dominación del mundo, lo que permitió a Estados Unidos retirar fuerzas militares de Europa y desplegarlas en la Cuenca del Pacífico Occidental.
Si bien los ataques terroristas del 11 de septiembre distrajeron la atención estadounidense a Afganistán y otros blancos de la “guerra contra el terrorismo”, esa misma “guerra” espuria sirvió para ampliar y fortalecer el arco militar de los imperialistas en torno a China, cuyos líderes estalinistas endosaron la campaña “antiterrorista”. Estados Unidos estableció bases en Asia Central, mientras la India y Mongolia fueron atraídas hacia una cooperación más estrecha con Washington. Comenzando en 2002, cerca de mil infantes de marina y fuerzas especiales estadounidenses fueron enviados a la isla de Mindanao, al sur de las Filipinas, escenario de una prolongada insurgencia musulmana, donde siguen haciendo rondas hasta la fecha.
La Spartacist League, sección estadounidense de la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista), asume firmemente la defensa de los estados obreros burocráticamente deformados —China, Corea del Norte, Vietnam, Laos y Cuba— frente a los imperialistas y las fuerzas internas de la contrarrevolución. Así como los obreros deben defender sus sindicatos frente al ataque de sus explotadores aun cuando el apoyo al orden capitalista por parte de la dirección sindical obstruya la lucha obrera, también deben defender las revoluciones sociales desde China hasta Cuba frente a los imperialistas que buscan revivir el decadente sistema de ganancia capitalista al convertir de vuelta a esos países en campos para la más brutal explotación. Exigimos que todas las bases y tropas estadounidenses se retiren de Asia como parte de la lucha por movilizar a la clase obrera de EE.UU. contra sus “propios” gobernantes capitalistas y sus depredadoras aventuras militares, una lucha que sólo puede consumarse a través del derrocamiento revolucionario del orden mundial capitalista-imperialista.
Nuestra defensa militar de los estados obreros contra el enemigo de clase es incondicional, es decir, no depende de las medidas que lleven a cabo los regímenes estalinistas en el gobierno ni de las circunstancias particulares del conflicto. Al mismo tiempo, como organización trotskista, la LCI mantiene su oposición a esos regímenes, que minan a los estados obreros al suprimir políticamente a la clase obrera y al buscar complacer a los imperialistas, que no se detendrán ante nada para asegurar su dominio y sus ganancias.
Los avances militares de China
El acelerado giro del Pentágono hacia el este y el sureste asiáticos fue en gran medida impulsado por los importantes logros en capacidad de defensa que consiguió China durante el último periodo, un suceso afortunado que tuvo lugar principalmente mientras las fuerzas de Estados Unidos se encontraban empantanadas en Irak y Afganistán. Al reforzar su capacidad militar en la región costera frente a Taiwán y expandir su capacidad nuclear, China ha adquirido un mayor grado de protección ante las aventuras imperialistas.
En 1996, Estados Unidos envió dos grupos de portaviones a las aguas alrededor de Taiwán en respuesta a ejercicios militares chinos, coincidiendo con las campañas para la elección presidencial en Taiwán. Esa provocación por parte del gobierno de Clinton, el mayor despliegue naval estadounidense en el Pacífico desde la Guerra de Vietnam, recuerda la “diplomacia de cañonero” que durante el siglo XIX se usó para dividir y conquistar China. Ello también condujo a Beijing a aumentar el gasto militar, lo que siguió haciendo durante su boom económico de la última década.
Actualmente China posee o está desarrollando rápidamente proyectiles balísticos terrestres y misiles crucero, jets con misiles antibuques, submarinos convencionales y nucleares, radares de largo alcance, satélites espía y armas espaciales. Los analistas estadounidenses describen este arsenal como un potencial “factor que alteraría el resultado” y que “podría obligar a la marina estadounidense a retirar de las costas chinas sus portaviones y otras unidades de combate de superficie” (Aaron L. Friedberg, A Contest for Supremacy: China, America and the Struggle for Mastery in Asia [La contienda por la supremacía: China, Estados Unidos y la lucha por el dominio en Asia, 2011]). Los imperialistas de EE.UU. están decididos a contrarrestar este desarrollo como parte de su esfuerzo por conservar su posición como la fuerza militar abrumadoramente dominante del mundo.
Nuestra defensa militar de los estados obreros implica que apoyamos el que desarrollen armas nucleares y sistemas de entrega. Tras poner a prueba con éxito su bomba nuclear en 1964, China originalmente tenía misiles balísticos de combustible líquido que podían ser destruidos por ataques preventivos. Pero en años recientes ha desarrollado misiles balísticos intercontinentales de combustible sólido, capaces de atacar el territorio continental de Estados Unidos. Algunos de ellos no están en silos fijos, sino que son móviles, lo que los hace casi imposibles de eliminar. Se dice que China está por desplegar proyectiles que se lanzan de submarinos y que también podrían alcanzar territorio estadounidense. Así, la República Popular ha logrado establecer un elemento de disuasión crucial contra un ataque de Estados Unidos, el único poder estatal que ha usado una bomba atómica, incinerando a 200 mil civiles en Japón en 1945. El presidente Harry Truman y otros funcionarios estadounidenses consideraron usar contra China esa arma de destrucción masiva en su intento fallido de “hacer retroceder el comunismo” durante la Guerra de Corea, pero la posesión de armas nucleares de la URSS los disuadió. Para los años setenta, la Unión Soviética ya había alcanzado cierta paridad nuclear con los Estados Unidos, lo que no es ni remotamente el caso de la China actual.
Acomodación estalinista al imperialismo
Por impresionantes y necesarios que sean, los avances militares y económicos de China no pueden garantizar en última instancia la supervivencia del estado obrero en un mundo dominado por potencias imperialistas decididas a destruirlo. La Revolución de 1949 derrocó el dominio capitalista y liberó a los obreros y campesinos chinos de la subyugación imperialista y de la tiranía de la burguesía china. La colectivización de la economía sentó las bases de un tremendo salto en las condiciones de vida de las masas respecto a lo miserable de su existencia anterior y creó una base industrial significativa (originalmente con ayuda sustancial de la Unión Soviética), fundamento necesario para la defensa militar de la revolución.
Sin embargo, a diferencia de la Revolución de Octubre rusa de 1917, que creó un estado obrero basado en soviets (consejos) de obreros, campesinos y soldados, la Revolución de 1949 fue producto de una guerra de guerrillas basada en el campesinado y dirigida por el Partido Comunista Chino (PCCh) de Mao Zedong, que resultó en un estado obrero burocráticamente deformado desde su origen. El marco político del PCCh es el dogma profundamente antimarxista del “socialismo en un solo país” que Stalin proclamó a finales de 1924 como la consigna de la burocracia que le había usurpado el poder político al proletariado soviético. Revirtiendo el programa y los principios internacionalistas que guiaban a los bolcheviques bajo V.I. Lenin y León Trotsky, la burocracia estalinista renunció a la lucha por la revolución socialista mundial, para emprender en cambio la búsqueda utópica de la coexistencia pacífica con el imperialismo.
Abarcando una sexta parte de la superficie del planeta y con una abundante riqueza en minerales, la Unión Soviética avanzó años luz con respecto a la vieja sociedad de los zares, profundamente atrasada y empobrecida, hasta convertirse en una potencia industrial y militar superada sólo por Estados Unidos. Sin embargo, por sí misma no pudo superar el nivel económico de los países capitalistas avanzados y mucho menos alcanzar el socialismo: una sociedad de abundancia material basada en la colectivización y el desarrollo cualitativo de las avanzadas fuerzas productivas que hoy se concentran en los países imperialistas.
En La revolución traicionada (1936), su análisis clásico de la degeneración de la Unión Soviética bajo Stalin, Trotsky señaló tanto las ventajas de una economía planificada y colectivizada en la movilización de la industria para la defensa militar como las limitaciones que impone el aislamiento del estado obrero:
“Los éxitos económicos de la URSS le permiten afirmarse, progresar, armarse y, si esto es necesario, batirse en retirada, esperar y resistir. Pero en sí misma, la pregunta ¿quién triunfará?, no solamente en el sentido militar de la palabra, sino ante todo, en el sentido económico, se le plantea a la URSS a escala mundial. La intervención armada es peligrosa. La introducción de mercancías a bajo precio, viniendo tras los ejércitos capitalistas, sería infinitamente más peligrosa”.
La conclusión política de Trotsky era la necesidad de una defensa militar incondicional de la Unión Soviética y de una revolución política proletaria, que derrocara a la burocracia privilegiada y parasitaria y restaurara la democracia obrera y el internacionalismo proletario, planteando tajantemente la siguiente disyuntiva: “¿Devorará el burócrata al estado obrero, o la clase obrera lo limpiará de burócratas?” Esta pregunta se plantea hoy con la misma urgencia para China y los demás estados obreros deformados que quedan.
Incluso durante su mayor auge, la producción total de la Unión Soviética nunca pasó de ser un tercio de la estadounidense. Finalmente, tras décadas de presión imperialista y mal gobierno burocrático, el estado obrero soviético sucumbió a la contrarrevolución capitalista en 1991-92. Ésa fue una derrota histórica para los trabajadores del mundo, que infundió nueva vida al decadente sistema capitalista y dejó al imperialismo estadounidense como el incuestionable gigante militar del mundo. Hoy, China sigue muy por debajo del nivel económico que alcanzó la antigua Unión Soviética, llevando en particular el lastre de su enorme provincia rural.
Buscando su propia variante de “socialismo en un solo país”, los estalinistas de Beijing creen poder evitar la suerte de sus contrapartes de Moscú en parte si impulsan una mayor integración a la economía mundial, desarrollándose continuamente en lo militar y lo económico, mientras mantienen un control político férreo sobre la combativa clase obrera. Durante los primeros cinco años de la crisis capitalista mundial, China experimentó un crecimiento masivo, debido principalmente a la industria y los bancos estatales. Pero, a largo plazo, el “socialismo con características chinas” del régimen actual no logrará superar la herencia histórica del atraso chino, ni resolverá el problema de la escasez, como tampoco lo hizo la autarquía “igualitaria” de Mao Zedong.
La estrategia del PCCh se basa en ilusiones respecto a las relaciones pacíficas con los imperialistas y la estabilidad del mercado mundial: una fantasía que el propio funcionamiento de ese mercado refuta, por no hablar de la actual recesión profunda. Beijing cree que su enorme inversión en bonos del tesoro estadounidense contendrá la beligerancia de Estados Unidos; pero al convertirse en el principal prestamista de ese país, el gobierno chino contribuye directamente al astronómico gasto militar de Washington, que supera al de los siguientes catorce países con mayor gasto juntos. Las principales fuerzas de esa máquina militar están apuntadas hoy contra China.
Junto con el cerco militar de China y el fomento de fuerzas contrarrevolucionarias internas, los imperialistas están aumentando la presión económica, desde el proteccionismo antichino que impulsan tanto los políticos demócratas y republicanos como la dirigencia sindical, hasta los pactos comerciales con aliados estadounidenses de la región Asia-Pacífico. Mientras Beijing intenta disipar la hostilidad con sus vecinos fortaleciendo sus lazos económicos, Estados Unidos está impulsando el tratado comercial del Acuerdo de Asociación Transpacífico con Australia, Vietnam y otros seis países, que siguió al recientemente firmado Tratado de Libre Comercio con Corea del Sur. El restablecimiento de las relaciones diplomáticas plenas de Estados Unidos con Myanmar también es una cuña dirigida contra China, que tiene proyectos hidroeléctricos y de ductos en ese país.
¿Qué está en juego en el Mar de China Meridional?
En el documento que anuncia el giro de Estados Unidos a la región del Pacífico asiático, Hillary Clinton declaró el compromiso de los imperialistas de “asegurar la transparencia en la actividad militar de los principales actores de la zona” (léase China), contrarrestar los supuestos “esfuerzos de proliferación” de Corea del Norte y “defender la libertad de navegación por el Mar de China Meridional” (“America’s Pacific Century” [El siglo del Pacífico estadounidense], Foreign Policy, noviembre de 2011). Clinton detalla los pasos que Estados Unidos ha dado para reforzar sus alianzas en la región, incluyendo con Filipinas, donde los buques de guerra estadounidenses aumentarán sus “visitas” en el próximo periodo. En respuesta a las maquinaciones estadounidenses, el general Ma Xiaotian, jefe adjunto del estado mayor del Ejército de Liberación Popular (ELP) chino, advirtió tajantemente: “La cuestión de China Meridional no es asunto de Estados Unidos”.
Oficialmente, Estados Unidos niega cualquier intención de entablar una guerra por disputas territoriales en el Mar de China Meridional, afirmando que todos los interesados deben acatar las leyes internacionales. Estados Unidos, cabe señalar, nunca se ha molestado en firmar el tratado internacional respecto a disputas marítimas, suponiendo que su abrumador poderío militar y sus alianzas regionales están por encima de semejantes formalidades.
El Mar de China Meridional es un paso marítimo de importancia estratégica por el que circula la mitad del tonelaje de tráfico mercante mundial, incluyendo el 80 por ciento de las importaciones de crudo tanto de China como de Japón. Ya sea enteramente o en parte, la propiedad de los arrecifes y bancos de arena del Mar de China Meridional está en disputa entre los estados obreros de China y Vietnam y los capitalistas Malasia, Brunei, Filipinas y Taiwán. Actualmente China controla las Paracels, que están cerca de la franja costera del sureste, y buena parte de las más distantes Spratlys. El Mar de China Meridional siempre ha ofrecido una zona rica para la pesca, que actualmente provee el diez por ciento de la pesca mundial anual. También se cree que sus aguas esconden grandes yacimientos inexplorados de petróleo y gas natural. China calcula que la cantidad de petróleo llega a un 80 por ciento de las reservas demostradas de Arabia Saudita.
El Mar de China Meridional se conecta con el Océano Índico mediante el Estrecho de Malaca, que pasa entre Indonesia y Malasia y que sería un potencial cuello de botella para las importaciones chinas de petróleo y hierro. Dejando ver las intenciones imperialistas de dominar este crucial pasaje, en su artículo de Foreign Policy, Hillary Clinton alabó la expansión de la alianza de Estados Unidos con Australia “de una asociación del Pacífico a una Indo-Pacífica”.
En cualquier conflicto militar entre China o Vietnam y Estados Unidos, Filipinas o cualquier otro país capitalista, el deber del proletariado internacionalmente es asumir la defensa de los estados obreros. El grueso de la izquierda estadounidense —desde la International Socialist Organization [Organización Socialista Internacional] y los diversos remanentes maoístas hasta el ultraestalinista Progressive Labor Party [Partido Laboral Progresista]— declara a China capitalista o incluso imperialista, o irremediablemente en vías de serlo. Estos grupos guardan silencio respecto a las maquinaciones estadounidenses o bien, como en el caso del estrafalario Socialist Workers Party [Partido Obrero Socialista] de Jack Barnes, hacen eco de los propagandistas burgueses describiendo el conflicto como si tuviera lugar entre “potencias rivales” que se ven sacudidas por la “cada vez más profunda crisis del capitalismo mundial” (Militant, 30 de abril).
Por su parte, el Workers World Party (WWP, Partido Mundo Obrero) protesta contra la creciente beligerancia estadounidense, señalando con razón que “Washington y Wall Street no estarán satisfechos hasta haber recolonizado completamente China” (“U.S. Remains Hostile to China” [EE.UU. sigue siendo hostil a China], Workers World, 31 de mayo). Pero su defensa de China parte de su apoyo a un sector de la burocracia estalinista (representada, según el WWP, por el depuesto líder partidista de Chongking, Bo Xilai) supuestamente comprometida con la defensa de la propiedad estatal contra quienes quieren hacerle más concesiones al capital internacional. Esta posición llevó al WWP a apoyar la sangrienta represión del levantamiento de la Plaza Tiananmen en 1989, una revolución política incipiente.
Lo que Trotsky observó en La revolución traicionada respecto al régimen de Stalin es igualmente certero respecto al actual PCCh: la burocracia privilegiada y parasitaria “no proporciona ninguna garantía moral en la orientación socialista de su política. Continúa defendiendo la propiedad nacionalizada por miedo al proletariado”. La burocracia china ciertamente tiene muchas razones para temerle a la clase obrera, tanto de las empresas privadas como de las estatales, como se ha visto en las repetidas olas de huelgas y protestas a gran escala que los obreros han realizado en defensa de sus medios de subsistencia, para no hablar del descontento de los campesinos enfurecidos por la corrupción oficial.
Oponerse a las maniobras imperialistas en el este y el sureste asiáticos es fundamental para una perspectiva revolucionaria. Los altercados nacionalistas por la propiedad de las rocas e islotes deshabitados del Mar de China Meridional son algo totalmente distinto. Como marxistas revolucionarios, no tomamos lado en esas disputas territoriales y condenamos en particular las criminales riñas respecto a los derechos de exploración y pesca que han hecho que se enfrenten los regímenes estalinistas de Beijing y Hanoi. Estas riñas han llevado ya a choques militares francos en 1988 y 2011, así como a acciones policiacas menores, como la del Golfo de Tonkín de 2005, cuando la marina del ELP mató a tiros a nueve pescadores vietnamitas. Bajo un gobierno de consejos obreros y campesinos, China y Vietnam cooperarían para desarrollar los recursos naturales del área defendiéndose mutuamente del imperialismo.
Defender a China frente al imperialismo incluye oponerse a la ayuda militar que Estados Unidos le da a Taiwán, donde gobierna la clase burguesa que huyó de la Revolución de 1949. El 18 de mayo, el congreso estadounidense aprobó la venta de 66 aviones de combate F-16 a Taiwán. Apenas unas horas después, el Departamento de Defensa rindió ante el congreso su informe anual sobre China, donde señalaba que “el ELP sigue desarrollando la capacidad” para disuadir a Taiwán de declarar su independencia, negarle a Estados Unidos una intervención efectiva en la crisis del Estrecho de Taiwán y derrotar a las fuerzas taiwanesas en caso de un conflicto militar. Desde 1950, cuando, con el estallido de la Guerra de Corea, Estados Unidos mandó a su VII Flota a las aguas que separan Taiwán de la China continental, Washington ha considerado a la isla su “portaviones inhundible”, es decir, como un puñal apuntando al corazón de la China continental.
El imperialismo japonés también ha comprometido sus fuerzas para apoyar al Taiwán capitalista en un conflicto militar con China. Después de que Estados Unidos y Japón emitieran en febrero de 2005 una declaración que afirmaba que Taiwán era “una preocupación de seguridad mutua”, las secciones estadounidense y japonesa de la LCI escribimos en una declaración conjunta: “Desde la antigüedad Taiwán ha sido parte de China, y los trotskistas estaremos del lado de China en caso de cualquier conflicto con el imperialismo respecto a Taiwán” (WV No. 844, 18 de marzo de 2005). Al oponernos a la política del PCCh de “un país, dos sistemas” de reunificarse con Taiwán manteniendo ahí la propiedad capitalista, llamamos a la reunificación revolucionaria de China mediante una revolución política contra el régimen estalinista en el continente, una revolución socialista en Taiwán que derroque a la burguesía y la expropiación de los capitalistas de Hong Kong.
China, al igual que Corea del Norte, está directamente amenazada por la alianza militar reforzada de Estados Unidos y Japón. Japón, por ejemplo, ha sido clave para permitir a Estados Unidos instalar un sistema de defensa contra misiles que amenaza a los dos estados obreros. La SL/U.S. y el Grupo Espartaquista de Japón llaman a aplastar la alianza contrarrevolucionaria de Estados Unidos y Japón mediante la revolución obrera en ambos lados del Pacífico.
Frenesí antichino en Filipinas
La más álgida de las disputas recientes del Mar de China Meridional comenzó en abril, cuando Filipinas envió una fragata (proporcionada por Estados Unidos) para abordar barcos pesqueros chinos, que supuestamente llevaban corales “ilegalmente cosechados”. Entonces China envió a la zona dos naves de vigilancia marítima. Durante el auge mismo de la tensión, a finales de abril, Estados Unidos y Filipinas llevaron a cabo unos ejercicios militares previamente planeados, que incluían aproximadamente a 4 mil 500 infantes de marina, cerca de las Islas Palawán y del Arrecife Scarborough. Tanto China como Filipinas empezaron a retirar sus embarcaciones al comenzar la temporada de tifones.
El gobierno de Benigno Aquino en Manila ha intentado lanzar una cruzada nacionalista antichina respecto al Arrecife Scarborough —que en Filipinas llaman Panatag y en China Huangyan— y ha utilizado el incidente para obtener más ayuda de sus patrones en Washington. Filipinas ha llamado a Vietnam y otros países miembros de la Asociación de Naciones del Sureste Asiático (ASEAN) a hacer a un lado sus disputas respecto al Mar de China Meridional y unirse contra China. Bajo la predecesora de Aquino, Gloria Arroyo, Filipinas abandonó un acuerdo para emprender un proyecto de desarrollo conjunto con China y Vietnam cuando las noticias del pacto detonaron un escándalo nacionalista antichino.
El pasado noviembre, Hillary Clinton se comprometió a que Estados Unidos reforzaría la capacidad naval de Filipinas sobre la base del Tratado de Defensa Mutua firmado en 1951, dos años después del derrocamiento del capitalismo en China. Japón, que envió tres buques de guerra a Filipinas en una “visita de buena voluntad” en mayo, aceptó entrenar y equipar a la guardia costera filipina, mientras Corea del Sur le ayudará a modernizar su ejército. En abril, el gobierno de Obama aprobó triplicar las ventas militares a Filipinas con respecto al año anterior. Esto es un peligro inminente para los obreros, campesinos y musulmanes moros que han sufrido una represión brutal a manos de las fuerzas armadas filipinas.
En una visita en junio a la Casa Blanca, Aquino hizo una petición directa por mayor presencia militar estadounidense en su antigua colonia para contrarrestar las “intenciones” de China, y obtuvo el compromiso de Estados Unidos de ayudarle a construir instalaciones especiales y a entrenar personal para monitorear los movimientos marítimos en el Mar de China Meridional. Además de nuevas maniobras conjuntas, Manila ya dio el visto bueno a que Estados Unidos vuelva a usar las gigantescas bases aéreas y navales de Clark y la Bahía de Súbic, que habían sido clausuradas a principios de los años 90.
Diversas organizaciones “socialistas” han ayudado a la campaña antichina espoleando la histeria nacionalista en torno al Arrecife Scarborough. La poca asistencia a las manifestaciones en Manila demostró que las masas no están tragándose el intento de Aquino de desviar la atención de su insoportable miseria social y económica a una cruzada contra China. Pero no ha sido por falta de esfuerzo del socialdemócrata AKBAYAN. Contando entre sus líderes al principal asesor político de Aquino y a otros funcionarios de gobierno, AKBAYAN organizó el 11 de marzo una marcha al consulado chino como parte del “día de acción global contra la intimidación china en el Mar Occidental de Filipinas”. El año pasado, Walden Bello, un académico consentido de la izquierda reformista internacional, se unió a otro legislador de AKBAYAN para proponer que el territorio marítimo en disputa fuera rebautizado Mar Occidental de Filipinas, el nombre que ahora usan los voceros del gobierno.
En cuanto al Partido Comunista de Filipinas (PCF), su declaración del 21 de abril exige que Estados Unidos detenga su “intervencionismo en Filipinas y el Pacífico asiático”, demandando al mismo tiempo que la “capitalista” China “se haga a un lado” y retire sus buques patrulla, afirmando la “soberanía nacional y la integridad territorial” de Filipinas sobre las áreas en disputa. Detrás de las pretensiones combativas del maoísta PCF hay un programa de colaboración de clases que ata la suerte de los profundamente empobrecidos obreros y campesinos a la de una inexistente ala “progresista” de la burguesía nacional. Así, lo que impulsa la guerra de guerrillas rural del PCF es la esperanza de que las negociaciones de paz lleven a un gobierno burgués de coalición que supuestamente extenderá la democracia y llevará a cabo la reforma agraria y la industrialización.
Bajo cualquier forma de dominio capitalista, Filipinas seguirá siendo una sociedad profundamente empobrecida bajo la bota de los imperialistas y el puño opresivo de la Iglesia Católica. La clase obrera filipina debe ser arrancada de la colaboración de clases nacionalista y conquistada a la perspectiva trotskista de la revolución permanente: la toma del poder por el proletariado a la cabeza de todos los pobres de la ciudad y el campo y la extensión internacional de la revolución socialista, incluyendo de manera crucial a los centros imperialistas.
Traiciones estalinistas chinas y vietnamitas
Algo particularmente peligroso para el proletariado mundial es el intento por parte del imperialismo estadounidense de aprovechar las disputas en el Mar de China Meridional para asegurarse el apoyo de Vietnam contra China. Estados Unidos sufrió una resonante derrota a manos de los obreros y campesinos vietnamitas, simbolizada por la aterrorizada huida en helicóptero de los agentes estadounidenses y sus títeres locales de Saigón en abril de 1975. Con la derrota militar de Estados Unidos y sus secuaces capitalistas asesinos de Vietnam del Sur, el país se reunificó como un estado obrero burocráticamente deformado, una victoria de los obreros del mundo. 20 años después, Estados Unidos normalizó sus relaciones con Vietnam. Y, conforme Hanoi impulsaba su propio programa de “reformas de mercado”, Estados Unidos empezó a estrechar lazos militares con Vietnam, marcados por las repetidas visitas de buques de guerra estadounidenses. El régimen vietnamita recientemente ha declarado su intención de permitirle a los navíos estadounidenses y de otros países el acceso a la Bahía de Cam Ranh, un fondeadero de aguas profundas para las rutas marítimas del Mar de China Meridional que fue una de las principales bases de Estados Unidos durante la Guerra de Vietnam.
Hace dos años, Vietnam usó su presidencia del consorcio ASEAN, que no incluye a China, para poner en el orden del día el tema del Mar de China Meridional, lo que llevó a la declaración de Hillary Clinton de julio de 2010 en el Foro Regional de la ASEAN de que la libertad de navegación en el área es de “interés nacional” para Estados Unidos. Meses después, un diplomático vietnamita dijo al Grupo Internacional de Crisis, un organismo imperialista consultivo, que antes de la declaración de Clinton los chinos no tomaban a Vietnam muy en serio, pero “ahora nos escuchan”.
A finales de junio, el gobierno vietnamita declaró su soberanía y jurisdicción sobre las islas Paracels y Spratlys, lo que llevó a China a responder elevando el estatus administrativo que le concede a esas islas. Con Vietnam patrullando por aire las Spratlys, China recién ha enviado al área patrullas “listas para el combate”. La insistencia de Beijing de que China tiene derecho a poseer esas islas y casi todo el Mar de China Meridional se basa en alegatos que se remontan al siglo XV, si no es que antes. En el Atlantic (junio de 2012), el analista militar estadounidense Robert Kaplan reporta que un funcionario vietnamita respondió a esos alegatos afirmando que, cuando China ocupó Vietnam hace seis siglos, no ocupó las Paracels ni las Spratlys. “Si ese grupo de islas pertenecía a China —preguntó el funcionario—, ¿por qué los emperadores Ming no lo incluían en sus mapas?”
El nacionalismo grotesco y retrógrada de ambos regímenes estalinistas no puede sino minar la defensa de las conquistas sociales de las revoluciones que derrocaron el dominio capitalista. De hecho, cuando en el verano de 2011 el gobierno vietnamita impulsaba protestas semanales antichinas en Hanoi, los emigrados anticomunistas vietnamitas en Seattle, París y otras ciudades se unieron a la campaña organizando sus propias manifestaciones. Hanoi puso fin a las protestas en agosto, temiendo que éstas obstaculizaran sus intentos de negociación con Beijing.
La antipatía nacionalista vietnamita con respecto a China, rasgo central de la conciencia popular basada en siglos de opresión a manos de los gobernantes dinásticos chinos, se ha visto reforzada por las repetidas traiciones de los estalinistas del PCCh a los obreros y campesinos vietnamitas, producto de la alianza antisoviética que entabló Mao con Estados Unidos. A finales de los años 50 y durante los 60, el antagonismo de los regímenes estalinistas de Moscú y Beijing —marcado, por ejemplo, por la negativa del Kremlin a ayudar a China en su guerra fronteriza de 1959 con la India— se convirtió en una escisión hecha y derecha. En poco tiempo, Mao ya estaba proclamando que el “socialimperialismo soviético” era un peligro aun mayor que el imperialismo estadounidense, encajando bien con la meta estratégica estadounidense de destruir al estado obrero degenerado soviético. La frontera sino-soviética llegó a ser una de las más militarizadas del mundo.
Mientras la mayor parte de la Nueva Izquierda se entusiasmaba con la catastrófica “Revolución Cultural” de Mao, la Spartacist League advirtió previsoramente que la línea antisoviética de la burocracia del PCCh significaba que “no puede descartarse el peligro de una alianza imperialista con China contra los rusos” (“Chinese Menshevism” [Menchevismo chino], Spartacist [Edición en inglés] No. 15-16, abril-mayo de 1970). El artículo concluía:
“El trotskismo...es hoy la única tendencia que defiende la unidad comunista contra el imperialismo. Las camarillas que dirigen la Unión Soviética y China, cada una comprometida con la política estalinista básica del ‘socialismo en un solo país’ (el propio), deben ser derrocadas por la revolución política y sus medidas contrarrevolucionarias deben ser remplazadas por un compromiso firme con el internacionalismo revolucionario y proletario”.
La alianza quedó sellada en 1972 con la visita de Richard Nixon a China, donde se reunió con Mao mientras las bombas estadounidenses llovían sobre los heroicos vietnamitas. En 1979, apenas cuatro años después de la victoria de la Revolución Vietnamita, China invadió Vietnam y sufrió una contundente derrota a manos de sus combatientes fogueados en la batalla. El cobarde ataque de China, en el que actuó como peón de los derrotados imperialistas estadounidenses, vino como secuela de la visita del líder chino Deng Xiaoping a Estados Unidos, parte de su campaña para atraer a China inversión capitalista extranjera. Su régimen procedió a darle apoyo material a los reaccionarios degolladores muyajedín que combatían a las fuerzas del Ejército Soviético en Afganistán, una de las muchas formas en que el PCCh contribuyó, desde tiempos de Mao, a la caída del estado obrero soviético. Ahora se ha cerrado el ciclo de traiciones estalinistas con el reacercamiento de Vietnam al imperialismo estadounidense, que hoy, como antes, es el principal enemigo de los trabajadores del planeta.
¡Reforjar la IV Internacional!
La LCI, que luchó hasta el final por la defensa de la Unión Soviética ante la contrarrevolución capitalista, es la única en sostener el programa trotskista de defensa de los estados obreros deformados que quedan, como parte de nuestra lucha por nuevas revoluciones de Octubre. Como Trotsky dejó en claro en “La URSS en guerra” (septiembre de 1939), para la IV Internacional, que se había fundado un año antes, la cuestión de derrocar a la burocracia soviética “está subordinada a la cuestión de preservar la propiedad estatal de los medios de producción en la URSS” y la preservación de esa propiedad estatal “está subordinada para nosotros a la cuestión de la revolución proletaria mundial”.
La destrucción de la Unión Soviética hizo retroceder la conciencia proletaria, si bien de manera desigual, en todo el mundo, lo que resultó en un nivel históricamente bajo de identificación con el comunismo como programa para liberar a la humanidad de las carencias, la opresión y la guerra. Sin embargo, el funcionamiento mismo del sistema capitalista siembra las semillas de la lucha social y de clase, que ya se anuncia en las luchas de los obreros de Grecia y otras partes contra los dictados de austeridad de los banqueros y sus gobiernos.
Lo que hay que hacer es forjar partidos proletarios de vanguardia como secciones de una IV Internacional reforjada, partido mundial de la revolución socialista. Como sección estadounidense de la LCI, la Spartacist League tiene la misión de construir un partido obrero revolucionario en las entrañas del monstruo imperialista. Cuando los obreros se apoderen de la riqueza industrial que hoy se le exprime a la clase obrera para la ganancia de los patrones, comenzaremos a construir una economía socialista planificada a escala mundial. Entonces, algunos crímenes históricos podrán enmendarse y algunas deudas podrán cobrarse finalmente ―como las decenas de miles de millones de dólares que Estados Unidos le debe a los vietnamitas y a los demás países que han sido dañados por los tanques y bombas estadounidenses―, y la maquinaria de guerra que los imperialistas usan para defender sus ganancias mediante la sangre y el terror será destruida de una vez y para siempre.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/36/china.html
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2016.05.21 16:41 ShaunaDorothy ¡Forjar un partido leninista-trotskista! Se derrumba el régimen del PRI - ¡Romper con todos los partidos burgueses: PRI, PAN, PRD! - ¡Ninguna ilusión en el PRD nacionalista burgués, enemigo de explotados y oprimidos! (2000) (1 - 2)

https://archive.is/NR7fx
¡Forjar un partido leninista-trotskista! Se derrumba el régimen del PRI ¡Romper con todos los partidos burgueses: PRI, PAN, PRD! ¡Ninguna ilusión en el PRD nacionalista burgués, enemigo de explotados y oprimidos!
Reproducido de Espartaco No. 14, otoño-invierno de 2000.
Tras la victoria electoral de Vicente Fox Quesada del PAN, el próximo 1° de diciembre terminarán siete décadas de dominio del PRI (Partido Revolucionario Institucional). Después de su derrota electoral en la presidencia, el PRI ha perdido también una miríada de gobiernos municipales y gubernaturas, y se enfrenta ahora a una desbandada. Grupos internos del PRI exigen la expulsión de Zedillo, mientras que el Comité Ejecutivo Nacional (CEN) anterior, casi en su totalidad, ha sido reemplazado. Los conflictos internos del PRI fueron externados de manera sangrienta por la trifulca en Chimalhuacán, Estado de México, entre dos fracciones priístas, Antorcha Popular y el grupo de “La Loba”, dejando un saldo de varios muertos, en una lucha por el control del municipio. El Ejército y la Armada se ven envueltos en distintos escándalos relacionados con el narcotráfico, mientras que varios ex funcionarios priístas enfrentan procesos penales o se encuentran prófugos. A su vez, el burgués nacionalista PRD quedó muy atrás en los resultados electorales, perdiendo algunos de sus bastiones más importantes. A duras penas consiguió conservar la jefatura de gobierno en la Ciudad de México. Ante su derrota, el PRD trata ahora de posar como una “oposición firme” al derechista y clerical PAN.
En reuniones con empresarios canadienses, Fox anunció sus planes de “apertura completa”; es decir, privatización de las industrias petroquímica y eléctrica, con perspectivas a formar un mercado común norteamericano al estilo de la Unión Europea. El imperialismo estadounidense está lejos de sentirse contento con la idea de un mercado común bajo esos términos. Y Fox encontrará muchos problemas al tratar de introducir sus planes proimperialistas en México. Según el periódico burgués perredista La Jornada (18 de agosto), 75 millones (es decir, cerca del 75 por ciento de la población) de mexicanos viven en la pobreza. Tras la ruptura de la huelga de la UNAM, que pola- rizó profundamente a la sociedad mexicana durante casi diez meses, la burguesía enfrenta aún el problema representado por la persistencia de la guerrilla campesina del EZLN y continuas manifestaciones de descontento entre la clase obrera, los campesinos, los maestros, los estudiantes y otros. La reciente huelga de VW —declarada inexistente por la Junta de Conciliación y Arbitraje—, la huelga de sobrecargos de aviación, requisada por el gobierno, la huelga de los azucareros del año pasado, la huelga en la compañía automotriz DINA, así como otras recientes y emplazamientos a huelga diversos, como el del STUNAM en demanda del 50 por ciento de aumento salarial, muestran que existe mucha efervescencia y ánimo de lucha en la clase obrera. Los trabajadores reconocen que han habido cambios importantes en la estructura política en México y tienen grandes expectativas de finalmente satisfacer las necesidades diarias para ellos y sus familias. Pero cualquier ilusión en que la elección del PAN es una indicación de las “convicciones democráticas” de la burguesía es una ilusión mortal. En este país no puede existir ninguna democracia burguesa estable. La debilidad de la propia burguesía mexicana, subordinada al imperialismo y tratando de controlar al proletariado, le impide darse ese lujo, propio de las burguesías de los países desarrollados.
Los espartaquistas guiamos nuestra lucha por la revolución socialista en México mediante la perspectiva trotskista de la revolución permanente. Los países de desarrollo capitalista atrasado, como México, se caracterizan por un desarrollo desigual y combinado, en donde las formas más modernas de explotación capitalista coexisten con los métodos de producción más primitivos. La burguesía nacional es simplemente demasiado débil y subordinada al imperialismo como para resolver tareas democráticas elementales, como la solución del problema agrario, los derechos de la mujer, la educación gratuita, la emancipación nacional, etc. En contraste, el imperia-lismo ha creado un poderoso y joven proletariado, cuyos números y cohesión han crecido junto con la inversión imperialista. El capitalismo genera así a su propio sepulturero. Corresponde al proletariado satisfacer esas demandas democráticas mediante la instauración de su propio régimen de clase proletario a través de una revolución socialista, arrastrando tras de sí a las masas de pobres y oprimidos del campo y la ciudad, luchando por extender la revolución internacionalmente, especialmente al poderoso proletariado multirracial estadounidense.
Muchos de quienes votaron por el PAN lo hicieron con tal de sacar al PRI de la presidencia, y no por devoción a la política derechista y reaccionaria de este partido, principal vocero del llamado “neoliberalismo”. La burguesía y sus medios de comunicación tratan de pintar la llegada del PAN al poder como la consolidación de la “democracia” en México. En realidad, el triunfo del PAN presagia ataques frontales contra los trabajadores, las mujeres y las minorías. Un acalorado debate a nivel nacional ha hecho erupción sobre los ataques del PAN en torno al aborto. Así, desde Baja California —con el caso de Paulina, la adolescente que fue obligada por el gobierno panista y la iglesia a dar a luz a un niño producto de una violación— hasta Guanajuato —con las reformas que penalizaban el aborto en casos de violación, finalmente vetada por el gobernador ante la presión de la opinión pública—, la política reaccionaria y misógina del PAN se está haciendo sentir. Mientras tanto, tratando de aprovechar la situación para recuperar los adeptos que ha perdido, el PRD ha adoptado una pose de “amigo” de las mujeres, mediante la introducción de la llamada “Ley Robles”, que acepta como casos de aborto legal cuando haya malformación del producto y peligro para la mujer. La tímida y patética oposición del PRD al PAN y a la iglesia ni siquiera empieza a dirigirse a las necesidades de las mujeres en el México de hoy. Reconociendo la estrechez de las mismas, defendemos estas leyes contra los ataques de los reaccionarios. Pero, a pesar de su ocasional retórica “populista”, el PRD es un partido burgués, sostén del sistema de explotación capitalista y dominio imperialista. Los espartaquistas luchamos por: ¡Aborto gratuito para quien lo solicite! ¡Plenos derechos democráticos para los homosexuales!
La opresión de la mujer tiene raíz en el sistema de explotación capitalista y, por tanto, darle fin no es una tarea separada de la lucha por la emancipación proletaria. La lucha por la emancipación de la mujer tiene un carácter estratégico para la revolución socialista en México, donde la inversión imperialista ha integrado a cada vez mayores números de mujeres al proceso productivo como proletarias, sobre todo en las maquiladoras del norte del país. Ganándolas al programa de la revolución socialista, estas mujeres proletarias serán combatientes de vanguardia por la emancipación social de todos los trabajadores y oprimidos en México. ¡Liberación de la mujer mediante la revolución socialista! (ver artículo “¡Aborto libre y gratuito!” en este mismo número).
El proletariado mexicano debe pasar de ser una clase en sí; es decir, una definida simplemente por su relación con los medios de producción, a una clase para sí: consciente de que debe tomar el poder y crear una sociedad socialista donde quienes trabajan gobiernen. El instrumento indispensable para forjar esta conciencia en la clase obrera es un partido leninista-trotskista. El principal obstáculo en México a la adquisición de la conciencia revolucionaria en el proletariado es la ideología del nacionalismo burgués impulsada desde la Revolución Mexicana, que pretende borrar la división fundamental de la sociedad en clases con intereses antagónicos, presentando a explotadores y explotados como simples “mexicanos” oprimidos por el imperialismo yanqui. El Grupo Espartaquista de México, sección de la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista), se ha fijado el objetivo de forjar un partido revolucionario internacionalista capaz de dirigir a la clase obrera al poder.
¡Romper el grillete corporativista
sobre los sindicatos!
En México la principal central obrera, la Confederación de Trabajadores de México (CTM) ha permanecido atada directamente al estado capitalista a través del partido que estuvo en el poder por más de 71 años, el PRI, el partido oficial gobernante que ha apuntalado su dominio con la mitología de la Revolución Mexicana, tratando de aparentar ser el partido que representa al pueblo mexicano y sus intereses.
El corporativismo es la organización de la sociedad dentro de corporaciones o “sectores” sociales. En México, los sindicatos de la CTM son parte orgánica de un partido político burgués, el cual, además, fue durante décadas el partido gobernante de un estado esencialmente unipartidista. Desde el tiempo en que surgieron estuvieron intrínsecamente subordinados al partido gobernante de la burguesía. Nos oponemos al corporativismo como una de las formas más abiertas de subordinación del proletariado a la burguesía. El corporativismo mexicano atañe a todos los sindicatos, no sólo a la CTM y demás sindicatos priístas. Las mismas leyes del Artículo 123 se aplican a todos los sindicatos, como hemos visto muy concretamente en el caso de la huelga reciente en Volkswagen, declarada “inexistente” por la Junta de Conciliación y Arbitraje. Aquí vemos que al final el estado regula la vida de todos los sindicatos, no sólo los de la CTM. A pesar del resquebrajamiento del corporativismo priísta, no ha existido por parte del proletariado una lucha abierta al control de la clase capitalista. Esto se debe a la hegemonía del nacionalismo burgués en la clase obrera, apuntalado por las burocracias sindicales, los lugartenientes del capital en el movimiento obrero. Como explicamos en Espartaco núm. 10: “Pero en la ausencia de un partido revolucionario luchando por la independencia política de la clase obrera, los trabajadores y sus organizaciones continuarán siendo juguetes para las ambiciones parlamentarias de los políticos burgueses nacionalistas. Mientras Cárdenas busca generar una cara más ‘populista’ y ‘nacionalista’ para el régimen de la austeridad burguesa, puede contar con el apoyo de los sindicatos ‘independientes’.”
Los burócratas sindicales de la CTM dirigen típicamente con el puño de acero de la represión. Los sindicatos llamados “independientes” son, de hecho, más democráticos, y nosotros los marxistas ciertamente no somos indiferentes a eso. Sin embargo, estos líderes de los sindicatos “independientes” atan a los trabajadores a la burguesía mexicana a través de otros medios, mediante la ideología del nacionalismo e ilusiones en la reforma “democrática” del estado capitalista. Los revolucionarios buscamos intervenir en los sindicatos para remplazar a las direcciones burocráticas y nacionalistas con una dirección opuesta a todos los partidos de la burguesía.
En su folleto “Los sindicatos en la época de la decadencia imperialista” (1940), Trotsky explica:
“Como en los países atrasados el papel principal no lo juega el capitalismo nacional sino el extranjero, la burguesía nacional ocupa, en cuanto a su ubicación social, una posición muy inferior a la que corresponde al desarrollo de la industria. Como el capital extranjero no importa obreros sino proletariza a la población nativa, el proletariado nacional comienza muy rápidamente a jugar el rol más importante en la vida nacional. Bajo tales condiciones, en la medida en que el gobierno nacional intenta ofrecer alguna resistencia al capital extranjero, se ve obligado en mayor o menor grado a apoyarse en el proletariado. En cambio los gobiernos de países atrasados que consideran inevitable o más provechoso marchar mano a mano con el capital extranjero destruyen las organizaciones obreras e implantan un régimen más o menos totalitario. De modo que la debilidad de la burguesía nacional, la ausencia de una tradición de gobierno comunal propio, la presión del capitalismo extranjero y el crecimiento relativamente rápido del proletariado corta de raíz toda posibilidad de un régimen democrático estable. El gobierno de los países atrasados, o sea coloniales o semicoloniales, asume en general un carácter bonapartista o semibonapartista. Difieren entre sí en que algunos tratan de orientarse hacia la democracia, buscando el apoyo de obreros y campesinos, mientras que otros implantan una cerrada dictadura policíaco-militar. Esto determina también la suerte de los sindicatos: o están bajo el patrocinio especial del estado o sujetos a una cruel persecución. Este tutelaje del estado está determinado por dos grandes tareas que éste debe encarar: en primer lugar atraer a la clase obrera, para así ganar un punto de apoyo para la resistencia a las pretensiones excesivas del imperialismo, y al mismo tiempo disciplinar a los mismos obreros poniéndolos bajo el control de una burocracia.”
En parte, Trotsky escribió lo anterior basado directamente en el caso de México en ese tiempo. Muchos mexicanos miran con nostalgia las reformas realizadas bajo Cárdenas. Lo que es importante entender, sin embargo, es precisamente la continuidad del estado mexicano actual con el periodo de Cárdenas. En su folleto, Trotsky está describiendo la estructuración social en México bajo Cárdenas. Durante cincuenta años nada cambió esencialmente en la forma en que los sindicatos y el estado mexicanos están organizados y cómo funcionan.
Trotsky explica que el hecho de que el papel principal en los países coloniales y semicoloniales lo desempeña no el capitalismo nativo, sino el imperialista, no niega sino que, al contrario, refuerza la necesidad de los lazos directos con el estado. Esta es la base social más importante del carácter bonapartista y semibonapartista de los gobiernos de las colonias y los países atrasados en general. Trotsky enfatiza:
“¿Significa esto que en la era del imperialismo la existencia de sindicatos independientes es, en general, imposible? Sería básicamente erróneo plantear así esta cuestión. Lo que es imposible es la existencia de sindicatos reformistas independientes o semiindependientes. Es muy posible la existencia de sindicatos revolucionarios que no sólo no sean agentes de la política imperialista sino que se planteen como tarea directamente el derrocamiento del capitalismo dominante. En la era de la decadencia imperialista los sindicatos solamente pueden ser independientes en la medida en que sean conscientes de ser, en la práctica, los organismos de la revolución proletaria.
“En realidad, la independencia de clase de los sindicatos, en cuanto a sus relaciones con el estado burgués solamente puede garantizarla, en las condiciones actuales una dirección de la Cuarta Internacional.”
Revolución permanente
vs. nacionalismo cardenista
Ante el fin del dominio del PRI, México está pasando por cambios políticos importantes. Para los marxistas revolucionarios, es necesario obtener las lecciones del pasado para comprender el presente y poder dirigir las luchas del proletariado a la victoria.
La Revolución Mexicana de 1910-20 fue una confirmación por la negativa de la teoría de Trotsky de la revolución permanente. Las relaciones políticas y sociales en el país estaban insuficientemente maduras para poner al proletariado en el poder como el dirigente de las masas populares. Por tanto, la Revolución Mexicana produjo sólo resultados muy parciales dirigidos enteramente en contra de las masas obreras. Los constitucionalistas, los burgueses triunfantes que emergieron de la revolución fueron incapaces de realizar los propósitos de una revolución nacional democrática. Tenían que enfrentar no sólo la oposición de las alas recalcitrantes de la burguesía y la iglesia católica, sino al reto constante del proletariado en las ciudades y el campesinado empobrecido en el campo, zigzagueando continuamente en cuanto a su política respecto al imperialismo estadounidense. Hacia el final de la Revolución Mexicana, el capital estadounidense había, de hecho, fortalecido su grillete económico sobre el país a expensas de sus rivales imperialistas.
Tanto para alcanzar la victoria en la guerra civil contra Villa y Zapata, como para consolidar su dominio en la secuela de la revolución, los constitucionalistas tuvieron que apoyarse en el proletariado para obtener un apoyo político y militar —al mismo tiempo subordinando políticamente a la clase obrera a su dominio—. La primera federación obrera mexicana post-revolucionaria, la Confederación Regional de Obreros de México (CROM) ilustra este punto.
La convención de fundación de la CROM fue convocada y financiada bajo los auspicios del gobierno para minar a la Casa del Obrero Mundial. Mientras que el programa de la CROM aprobado en dicha convención se oponía a cualquier cooperación con el gobierno (¡!), bajo la dirección de Luis Morones, la CROM rápidamente se convirtió en un aliado servil del gobierno —dependiente de los subsidios del gobierno a manera de “coutas”—.
Poco después de haber fundado la CROM, en 1919 Morones y sus secuaces lanzaron el Partido Laborista Mexicano (PLM), para apoyar la candidatura presidencial del general constitucionalista Alvaro Obregón. Pero aun antes de que el PLM fuese proclamado, la CROM había negociado con Obregón un acuerdo para que éste creara una secretaría del trabajo dirigida por “una persona cercanamente identificada con los intereses de los trabajadores” y que a la CROM se le otorgaría un estatus y acceso especiales para recibir apoyo y facilidades estatales. Durante la competencia electoral de 1920 la CROM dio apoyo militar a Obregón en su lucha exitosa para eliminar a su rival, el presidente Venustiano Carranza, quien huyó de la Ciudad de México y poco después fue ejecutado por tropas leales a Obregón.
Una vez en el poder, Obregón no cumplió su promesa de una secretaría del trabajo. No obstante, dejó muchos departamentos gubernamentales bajo el control de la CROM y el PLM, y permitió que los jefes de estos departamentos recaudaran “contribuciones espontáneas” de sus empleados para beneficio directo del PLM y la CROM, incluyendo especialmente a sus dirigentes. Al mismo tiempo, Obregón presurosamente creó el Partido Nacional Agrarista (PNA) como un contrapeso del PLM.
En 1924 hizo erupción un nuevo enfrentamiento armado dirigido por Adolfo De la Huerta, antiguo aliado de Obregón, cuando éste decidió designar a Plutarco Elías Calles como su sucesor, quien era considerado por hacendados y jerarcas católicos un “radical”. Obregón había perdido popularidad en el ejército debido a cortes en el presupuesto militar.
Los obregonistas ganaron una victoria sobre De la Huerta debido al apoyo estadounidense —los obregonistas recibieron armas, mientras que las fuerzas de De la Huerta fueron sujetas a un bloqueo—. Además, Obregón tenía el apoyo de milicias campesinas organizadas en el Partido Nacional Agrarista y obreros armados de la CROM. Junto con regimientos del ejército leales al régimen, aplastaron la revuelta a un costo de 7 mil muertos.
Similarmente, Calles movilizó a los campesinos agraristas para ayudar a aplastar a las guerrillas fundamentalistas católicas de la Cristiada, al tiempo que usaba su control sobre la CROM de Luis Morones como base de apoyo contra fracciones burguesas rebeldes y contra toda disidencia obrera. Durante el régimen de Calles, la CROM acordó un “pacto social” con el estado: a cambio de curules, puestos en el gobierno y la aprobación del gobierno en campañas de organización sindical, la CROM asistió en la persecución de izquierdistas y disidentes y la ruptura de huelgas, como la de ferrocarrileros en 1926.
Calles buscó exitosamente enfrentar entre sí a sectores de la clase obrera cuando, en 1928, la dirigencia de la CROM, desacreditada por su tan cínicamente abierta colaboración de clases, buscó mejorar su reputación ante los ojos de la clase obrera, renegando de su “pacto social” con el gobierno; el gobierno respondió cortando los fondos de la CROM y apoyando —durante un periodo muy efímero— a grupos obreros disidentes. Los conflictos desembocaron en enfrentamientos armados entre la CROM y los grupos obreros disidentes. Calles, a través de su títere Emilio Portes Gil, atacó a los últimos. Con la Cristiada sofocada, cualquier amenaza de su mentor, antiguo jefe y rival Obregón eliminada, y las relaciones con el imperialismo estadounidense estabilizadas, Calles necesitó muy poco a la muy comprometida CROM/PLM. Entonces buscó marginarla y eliminarla de una posición influyente en el gobierno.
En 1929, Calles fundó el Partido Nacional Revolucionario (PNR) reclamando ser el partido “de la Revolución”, disciplinando y coptando en él a la mayor parte de las fracciones rivales burguesas. Se dio inicio a la breve época conocida como el “maximato”, en la que los presidentes sucesivos no eran sino marionetas de Calles.
La depresión mundial de finales de los años 20 representó una catástrofe a nivel internacional en los países capitalistas (la economía colectiva planificada del estado obrero degenerado soviético no fue afectada). Las economías de países que se encontraban subordinados al imperialismo fueron golpeadas de manera particularmente fuerte, y tal fue el caso de México bajo el yugo del imperialismo estadounidense. El número de desempleados en México se triplicó entre 1929 y 1933, mientras que el salario mínimo no alcanzaba a cubrir más que un tercio de las necesidades básicas de las familias obreras.
El nuevo “Plan Sexenal” de 1933 reflejaba la preocupación de la burguesía ante un alza en las luchas de la clase obrera, poniendo énfasis en la reducción de la dependencia económica de México ante los EE.UU., con una perspectiva de reformas sociales que tenían como meta aminorar el descontento obrero. Fue así como se designó al General Lázaro Cárdenas, uno de los voceros de las reformas sociales, como sucesor del “Jefe Máximo” Calles.
Muchos obreros y pobres de la ciudad y del campo ven en Lázaro Cárdenas a una figura “progresista” y “antiimperialista”; sectores de la burguesía “populista” invocan su nombre ante los obreros. En realidad, el “legado” de Cárdenas consistió en la consolidación del régimen burgués mexicano. Fue Cárdenas quien retomó al PNR de Calles y lo transformó de una máquina de poder personal en un instrumento capaz de organizar a las fuerzas políticas de México en una estructura corporativista.
Cárdenas no era ningún socialista ni antiimperialista; de hecho, al final de su gobierno, en 1940, la economía mexicana dependía de los EE.UU. más que nunca antes en la historia. Su intención fue modernizar al país para beneficio de la burguesía mexicana, y nunca poner en cuestión el dominio de ésta. Para ello, ante la debilidad de la burguesía nativa, requirió —como sus predecesores Obregón y Calles— el apoyo de la clase obrera contra las fracciones burguesas opuestas a las reformas nacionalistas y contra las pretensiones excesivas de los imperialistas. Desde la Revolución Mexicana, la burguesía ha empleado el nacionalismo, el anticlericalismo oportunista y un matiz socialista en su retórica populista como ariete ideológico para consolidar su poder contra las fracciones en competencia y justificar su represión contra luchas obreras y sublevaciones campesinas (ver el artículo “Un análisis marxista de la Revolución Mexicana de 1910” en Espartaco, núm. 12, primavera-verano de 1999); Cárdenas fue simplemente su mejor exponente.
Cárdenas buscó minar a Calles y a sus otros rivales ganando apoyo en el seno del PNR y el ejército. También buscó reparar las relaciones del estado con la iglesia, nominando como secretario de agricultura a un general católico, Saturnino Cedillo —quien más tarde encabezaría una sublevación rápidamente aplastada, financiada por el imperialismo británico—. Incluso la famosa “educación socialista”, instituida en la Constitución dos meses antes de que Cárdenas llegara al poder, no tenía otro objetivo que elevar la educación de los pobres y trabajadores para hacerlos más aptos para el trabajo asalariado eficiente y más productivos para la burguesía. Buscó ganar para sí el respaldo de los obreros, tomando su lado en luchas importantes para ganar su confianza y poniéndolos bajo el control de una férrea burocracia —la burocracia cetemista—. Un ejemplo ilustrativo de esto fue un conflicto estallado en Monterrey en febrero de 1936, donde el sindicato de la Vidriera Monterrey estalló una huelga en demanda de un nuevo contrato colectivo. Los patrones de inmediato lanzaron una campaña anticomunista contra los obreros. Cárdenas mismo viajó a Monterrey, donde otorgó su respaldo a los obreros y dio un ultimátum a los patrones: si estaban cansados por la lucha social, podían entregar sus fábricas a los obreros o al gobierno.
Cárdenas hizo numerosos llamamientos a que los trabajadores se organizaran en una central única —bajo su influencia—, con la perspectiva de coptar a esa central en su proyecto de partido de “sectores”: militar, obrero, popular y campesino. Esta es una ilustración del bonapartismo corporativista. Al mismo tiempo, se opuso a que las centrales obreras organizaran a campesinos, tratando de organizar a estos últimos directamente como un contrapeso a los obreros. Fue así como en 1938 surgió el antecesor del PRI, el Partido de la Revolución Mexicana (PRM), fundado por el antiguo Partido Nacional Revolucionario (PNR), la CTM y los demás “sectores” campesino, militar y “popular”.
Al final de la Depresión, las inversiones petroleras imperialistas se estaban concentrando en Venezuela, por lo que aún seguía habiendo despidos masivos en México. En 1935, los obreros de Tampico se fueron a huelga general tres veces en solidaridad con los petroleros. Y las huelgas continuaron hasta 1940, cuando Cárdenas desató la fuerza del estado para reprimir a los huelguistas de la antigua refinería de Azcapotzalco. Fue en ese contexto que Cárdenas expropió el petróleo. La expropiación de los ferrrocarriles se dio en un contexto similar. En mayo de 1936, 45 mil obreros ferrocarrileros se fueron a huelga. La huelga fue declarada ilegal por la Junta de Conciliación y Arbitraje, y fue suspendida ante la amenaza de intervención por parte del ejército. Por todo el país hubo una ola de mítines en protesta contra el gobierno y en solidaridad con los obreros. Al mes siguiente, la recién fundada CTM organizó un paro nacional de 24 horas como protesta a la represión contra la huelga ferrocarrilera. Se paralizó la economía: no hubo transportes ni energía eléctrica. Un año después, Cárdenas expropió los ferrocarriles.
En agosto de 1936 estalló una huelga de peones agrícolas en la Comarca Lagunera, con la participación de más de 20 mil trabajadores, entre los cuales el Partido Comunista tenía cierta influencia. Para octubre de ese año, el gobierno de Cárdenas emitió un decreto expropiando y repartiendo las tierras de dicha comarca e instituyendo las bases para la reforma agraria. Para consolidar el dominio burgués nacional, era necesario disciplinar al movimiento obrero. Pero, en la medida en que la burguesía mexicana buscaba frenar un poco las exigencias imperialistas, necesitaba el apoyo de los obreros. La hipocresía “socialista” de Cárdenas tenía ese objetivo: detener cualquier posibilidad de un movimiento obrero independiente y coptar a la clase obrera para sus objetivos burgueses. Cárdenas era un “hombre fuerte” bonapartista burgués y no ningún tipo de socialista reformista.
Los espartaquistas defendemos la industria nacionalizada contra las privatizaciones. Las nacionalizaciones fueron un golpe al imperialismo, y estamos por el derecho de los países coloniales y semicoloniales a explotar sus propios recursos naturales. En “México y el imperialismo británico” (1938), Trotsky explica:
“Los magnates del petróleo no son capitalistas de masas, no son burgueses corrientes. Habiéndose apoderado de las mayores riquezas naturales de un país extranjero, sostenidos por sus billones y apoyados por las fuerzas militares y diplomáticas de sus metrópolis, hacen lo posible por establecer en el país subyugado un régimen de feudalismo imperialista, sometiendo la legislación, la jurisprudencia y la administración. Bajo estas condiciones, la expropiación es el único medio efectivo para salvaguardar la independencia nacional y las condiciones elementales de la democracia.
“Qué dirección tome el posterior desarrollo económico de México depende, decisivamente, de factores de carácter internacional. Pero esto es cuestión del futuro.”
En efecto, en la época imperialista, la emancipación de México, como la de todos los países subordinados a los imperialistas, debe ligarse a la perspectiva de la revolución proletaria en los países industrializados. Trotsky escribió “Las expropiaciones mexicanas del petróleo: un desafío al Partido Laborista británico” (23 de abril de 1938), en donde desenmascara a la dirigencia reformista del Partido Laborista británico, luchando por que el proletariado británico defendiera las expropiaciones mexicanas contra los ataques de la burguesía imperialista.
La burguesía mexicana está subordinada al imperialismo estadounidense, pero no es un mero títere; Cárdenas tomó ventaja de las rivalidades interimperialistas para maniobrar y llevar a cabo acuerdos económicos lucrativos para México. Por ejemplo, hizo enfurecer al imperialismo estadounidense por la venta de petróleo a los nazis. Por otro lado, apaciguó al proletariado mexicano y le retorció las narices al imperialismo estadounidense al dar asilo político en México al fundador y dirigente de la IV Internacional, co-dirigente con Lenin del Partido Bolchevique y organizador de la Revolución Rusa de 1917, León Trotsky.
La postura nacionalista de izquierda del cardenismo fue, necesariamente, muy breve —apenas lo necesario para descarrilar el descontento obrero—. Incluso la “educación socialista” —a la que muchos estudiantes y maestros miran con nostalgia— fue echada para atrás apenas 5 años más tarde. Esto lo explica, fundamentalmente, la imposibilidad de un régimen democrático burgués estable en los países de desarrollo capitalista atrasado. No existe, en la época de la decadencia imperialista, ningún ala “progresista” de la burguesía. En realidad, la única forma de lucha genuinamente antiimperialista, la única forma de deshacerse del yugo imperialista, es mediante la revolución socialista mundial, que requiere indispensablemente la hermandad revolucionaria de los proletarios del mundo.
En el caso de México, la lucha contra las privatizaciones y la embestida burguesa al servicio de los imperialistas debe ligarse a la lucha por la unidad revolucionaria con el poderoso proletariado multirracial estadounidense. Las luchas del proletariado mexicano y estadounidense estan política y económicamente ligadas, y más estrechamente desde la entrada en vigor del TLC y la rapiña del “libre comercio” contra México por el imperialismo estadounidense. El GEM lucha por ganar al proletariado mexicano a una perspectiva revolucionaria internacional conjunta con las luchas de sus hermanos y hermanas de clase del poderoso proletariado estadounidense, mediante el combate contra el nacionalismo que encadena al proletariado a su burguesía. Correspondientemente, nuestros camaradas en la Spartacist League/U.S. luchan por que los trabajadores estadounidenses rompan con el nacionalismo reaccionario y el racismo contra negros e inmigrantes, que domina al movimiento obrero y sirve para atar a los trabajadores a la clase dominante.
http://www.icl-fi.org/espanol/oldsite/CORPOR14.HTM
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2015.10.09 12:33 antoniogisbert Los "buenos chicos terroristas" de EEUU en Siria

Nadie esperaba en Occidente que la aviación militar rusa atacara el sistema de abastecimiento, de comunicaciones, los depósitos de armamento y las infraestructuras terroristas justo el pasado 30 de septiembre, cuando Putin autorizó las acciones militares en Siria.
La histeria de los globalizadores de Washington y sus lacayos de la OTAN, Arabia Saudita, Catar y Turquía no se dejó esperar. Ante el asombro del mundo que aplaude las acciones rusas, todos ellos acusaron inmediatamente a Rusia de propiciar un nuevo derramamiento de sangre en el Medio Oriente y traer más violencia a Siria. The Wall Street Journal por encargo de Washington acusó a Rusia de bombardear a "Our Good Guys Terrorists" ("Nuestros Buenos Chicos Terroristas"). Así mismo, el Departamento de Estado expresó su preocupación por el destino de sus "terroristas moderados" en Siria, entrenados y armados por la CIA, Mossad y el Pentágono. Para el presidente Barack Obama estos "moderate folks" son simples "rancheros, farmacéuticos, doctores o posiblemente reporteros de radio sin experiencia en guerra"… y que "Rusia está haciendo el Estado Islámico más fuerte al decapitar las fuerzas moderadas".
Lo curioso fue cuando un día antes de la destrucción del hospital de los Médicos Sin Fronteras (MSF) en Kunduz (Afganistán) por los aviones norteamericanos, el Departamento de Estado advirtió al Kremlin que los ataques de los aviones rusos producirían muchas víctimas civiles. Todo resultó al revés. Durante el bombardeo norteamericano que duró 30 minutos el único hospital en Kunduz, cuyas coordenadas sabía perfectamente el Pentágono, fue destruido. Murieron durante el ataque 12 médicos y diez pacientes, entre ellos tres niños. Los dirigentes del MSF ya acusaron al gobierno norteamericano por este "crimen de guerra" ante las Naciones Unidas.
Con una simple excusa Washington puso fin al incidente concentrando todos sus esfuerzos en encontrar una posibilidad para proteger a sus alumnos pertenecientes a las supuestas "fuerzas de terroristas moderados" sirias. Muchos periodistas e investigadores independientes trataron en vano de encontrar a estos miembros de la "oposición moderada" en Siria. El periodista irlandés Patrick Cockburn, autor del libro "The Rise of Islamic State", afirmó durante una reciente entrevista con The Real News Network que los "moderados rebeldes sirios" a los que se refiere el presidente Obama permanentemente, "en realidad no existen, nadie los puede encontrar en el mapa. La mayor fuerza militar en Siria es el Ejército Sirio y la mayor fuerza de oposición es el Estado Islámico" y otros grupos yihadistas como Jabhat al-Nusra y al Qaeda.
La idea de Washington de que los "moderados rebeldes" sirios entrenados por EEUU, Arabia Saudita, Israel, Turquía y Catar serán capaces de luchar contra el feroz EI y el ejército sirio bien armado creyendo en su victoria es un cuento de hadas creado por la fantasía de los halcones iluminados norteamericanos y que es prácticamente imposible de aceptar usando una simple lógica. Actualmente el término de los "moderados rebeldes" incluye a los yihadistas de al-Qaeda y a los terroristas al-Nusra, ambas organizaciones ligadas estrechamente al Estado Islámico.
Los otros "moderados" entrenados por EEUU incluyen al Frente Islámico que es una organización salafista compuesta por 11 brigadas siendo la más grande y de mayor fuerza Ahrar al-Sham que está luchando contra el Gobierno de Asad en coordinación con al Qaeda quienes pasaron de ser los "demonios del 11 de setiembre a chicos moderados" para los propios norteamericanos que los acusaron de ser autores de la caída de las Torres Gemelas en Nueva York. El Movimiento Hazm, también considerado por Washington entre "los moderados" es otra ramificación junto con sus 12 brigadas como un aliado incondicional de al Qaeda. Lo mismo sucede con la Legión de Sham y sus 19 grupos. En realidad los "terroristas moderados" no existen ni en Siria ni en Irak. Lo confirmó también el famoso periodista Pepe Escobar especialista en el Medio Oriente al afirmar hace poco que "los que conocen realmente lo que está pasando en Siria e Irak, saben perfectamente que la oposición moderada no existe allí". Lo que sí existe y domina la situación es el poderoso y sangriento Estado Islámico: el moderno Frankenstein norteamericano decapitador y asesino en masa, destructor de la cultura y la historia a su paso por cada pueblo que pasa y por órdenes de los globalizadores tal como sucedió recientemente en Palmira. Ellos fueron formados con el propósito especial de fortalecer el dominio estadounidense en el Medio Oriente y proteger a Israel del chiismo de Irán.
El periódico paquistaní 'The Express Tribune', auspiciado por 'The New York Times' reveló el 28 de enero pasado que el Estado Islámico fue la creación de la CIA-Mossad-MI6 (Inteligencia Militar, sección 6 parte del Servicio Secreto de Inteligencia) de los cuales recibe las finanzas y el apoyo militar. El líder del Estado Islámico Abu al-Bagdadi es un mujahidín entrenado por la MOSSAD, siendo su nombre real Eliot Shimon- hijo de padres judíos. En las 1,7 millones de páginas de información revelada por Edward Snowden se afirma que el Estado Islámico fue formado como "una organización terrorista capaz de afectar con sus acciones a todo el mundo" usando la estrategia llamada Hornet's Nest (Avispero) designada a proteger, usando el Estado Islámico, a Israel. Su idea consiste que la única solución para lograr este objetivo es "crear un enemigo cerca de las fronteras de Israel".
Según sus creadores y auspiciadores, el Estado Islámico también es un instrumento de los globalizadores tanto neoliberales como neoconservadores para desestabilizar países, hacer crecer la fobia anti islámica, aumentar las ganancias del complejo industrial — militar, justificar la guerra "permanente preventiva" y crear las condiciones para la expansión de Israel y fortalecer la hegemonía norteamericana. No hay que olvidar que durante los últimos 40 años, Washington trató de terminar primero, con el poder de Hafez Asad (el padre del actual presidente) y actualmente con el Gobierno de Bashar Asad debido a la amistad de ambos líderes con la Unión Soviética y ahora con Rusia.
Lo que aspiran EEUU y sus satélites es balcanizar a Siria e Irak y crear un califato sunita en la región bajo el dominio norteamericano. El memorándum de la Agencia de Inteligencia Militar estadounidense (DIA) 14-L-0552/DIA/287 indicaba que "hay una posibilidad de establecer un principado salafista declarado o no declarado en el este de Siria (Hasaka y Der Zor) y esto es lo que EEUU y sus aliados quieren, que haya oposición para abolir el Gobierno de Siria considerado el bastión estratégico para el chiismo en Siria…son pasos necesarios para unificar el yihad de los sunitas iraquíes y sirios con el resto de los sunitas en el mundo la árabe".
Así es la estrategia norteamericana. Al invadir Irak destruyeron todas las organizaciones sunitas para llevar al poder a los chiitas, después empezaron a comprar a los líderes sunitas y apoyaron su lucha contra los chiitas. Ahora están utilizando a los sunitas del Estado Islámico, de al Qaeda, al Nusra y sus grupos afiliados en la lucha contra los alawitas y chiitas en Siria. A los globalizadores no les interesa el sufrimiento del pueblo sirio que ya perdió 250.000 de sus ciudadanos durante estos cuatro años de la guerra y que la mitad de los 22 millones de habitantes de Siria están desplazados (siete millones) o refugiados (cuatro millones). Para lograr el dominio total de la región están proyectando unos 20 años de lucha entre 20 millones de sunitas y 100 millones de chiitas en todo el Medio Oriente, abarcando posteriormente a Rusia y la Unión Europea.
La intervención de la aviación militar rusa en Siria está haciendo fracasar sus planes. Están tratando de "presentar a Rusia como un país agresor y a Putin como un nuevo Hitler, distorsionando la información y convirtiendo la verdad en la mentira y viceversa. A la vez están ocultando el hecho de que durante un año la aviación militar de EEUU y sus aliados realizaron, según los datos del Pentágono, 6.000 ataques contra las posiciones del Estado Islámico sin afectar ni siquiera en términos mínimos su expansión en Siria e Irak. Pero sorpresivamente y a pesar de la sofisticada información de inteligencia que poseen ni el Pentágono, ni la CIA, MOSSAD, ni MI6 vieron a 700 camiones cargados de armamento que entraron el 18 de setiembre pasado a Raqqa, la capital de facto del EI.
Recientemente el primer ministro libanés Tammam Salam declaró que "no hay seriedad en la guerra de EEUU contra el Estado Islámico. Su objetivo en realidad no consiste en la eliminación del EI, sino en el reforzamiento de su presencia". El analista del 'think tank' conservador Brookings Institute, Tony Cartalucci, señaló que "el objetivo es dividir, destruir, ocupar esa nación soberana distante miles de millas de las costas de EEUU". Para el director de la publicación 'Global Research', Michael Chossudovsky, "el EI no es el blanco de los ataques, sino al revés. Los ataques aéreos norteamericanos están destinados a destruir la infraestructura de Irak y Siria. Lo mismo sucedió en Irak, Afganistán, Libia y antes en Yugoslavia".
Frente a esta hipocresía no le quedaba otro camino al presidente sirio Bashar al-Asad que solicitar la intervención rusa para tratar de prevenir el aumento del derramamiento de sangre en su país. Ha sido su única esperanza invocando la historia cuando en 1946 Moscú ayudó a consolidar la independencia de Siria y en 1950 ambos países firmaron un Tratado de no Agresión. Desde aquel entonces primero, la URSS y posteriormente, Rusia, inclusive durante la perestroika, siempre mantuvieron la amistad, recibiendo los militares sirios adiestramiento en Rusia.
Tampoco faltaron los rusos ahora dando su apoyo militar a Siria. Resulta, según la prensa norteamericana, que en una semana de ataques aéreos contra el EI, al Nusra, al Qaeda y sus ramificaciones, los rusos hicieron más daño a estas organizaciones terroristas que los aviones militares del Pentágono durante un año. Lo gracioso es que los yihadistas sorprendidos, expresaron su indignación y el descontento por la actuación rusa en estos siete días mientras guardaron silencio durante un año sobre los supuestos bombardeos norteamericanos contra sus posiciones.
La misma indignación expresaron EEUU, Alemania, Francia, el resto de los países miembros de la OTAN, Turquía, Catar, etc. Todos ellos pronosticaron un fracaso rotundo a Rusia en Siria. Arabia Saudita llamó inclusive a un yihad sunita (guerra santa) contra Rusia en su propio territorio apelando a los sunitas rusos que son la mayoría de la población musulmana en este país y anunció su disposición de desatar una violenta ola terrorista contra los rusos en todo el mundo e intervenir militarmente en Siria.
Por supuesto, todas estas declaraciones son pura retórica de su actual rey Salman bin Abdulaziz quien ha perdido todo contacto con la realidad. La economía de Arabia Saudita está acercándose a la crisis debido a la caída del precio de petróleo, los miles de millones de dólares que Arabia Saudita gastó en el Estado Islámico y su intervención militar en Yemen que agravó la situación en aquel país. Teniendo en cuenta el llamado de Arabia Saudita a sus seguidores a iniciar una ola terrorista a nivel mundial, es prácticamente imposible comprender la actitud de las Naciones Unidas que en estos días nombró a Arabia Saudita ¡Defensora de Derechos Humanos!
Parece que el mundo está de cabeza y el único país que está actuando con lógica es Rusia al oponerse decididamente a la política de caos impuesta por EEUU en el Medio Oriente. Al intervenir en Siria, el presidente ruso Vladimir Putin mostró el verdadero carácter de su pueblo y su sabiduría en el ajedrez al intervenir en el actual enfrentamiento geopolítico y económico con EEUU y sus peones de la OTAN, Catar y Arabia Saudita, mientras Barack Obama prefiere jugar damas. Por algo cada país tiene su gusto y sus costumbres. Así son las cosas. Lo más importante es que la paz retorne al sufrido pueblo de siria.
Dijo alguna vez Friedrich Nietzsche, "una alianza es más sólida si los aliados, más bien que conocerse mutuamente, creen los unos en los otros". La mayoría de los sirios creen en los rusos y el pueblo ruso está de acuerdo con su gobernante. En estas condiciones la lógica de la paz debe triunfar.
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2015.09.20 10:39 jason-molina Felipe Gonzalez : La historia de un traidor.

Ahora que estamos asistiendo estupefactos a ciertas declaraciones de Felipe Gonzalez convendria repasar unas cuantas cosas de su pasado que apenas han salido a la luz, y que dan una idea del tipo de personaje ante el que nos encontramos. La trayectoria politica de Felipe Gonzalez es una inmensa farsa que arranca incluso antes de la llamada ''transicion Española''.
Una de las mayores estafas corresponde a la ''creacion'' del PSOE, puesto que aunque todos sabemos que fue fundado por Pablo Iglesias en 1879, este partido permanecio practicamente desaparecido en toda la dictadura, esa desaparicion quedo aun mas patente en el Tardofranquismo ( ultimos años de la dictadura franquista) , donde la sociedad civil se echo literalmente a la calle para acabar con el fascista dictador. Hay estaban el PCE, que llevo el peso de la lucha en la dictadura junto con CCOO, hasta su legalizacion y posterior firma de los pactos de la Moncloa, la CNT y otros grupos mas pequeños como la LCR, uno de cuyos dirigentes mas importantes, Jaime Pastor, esta integrado actualmente dentro de Izquierda Anticapitalista, la ORT, PT. LC,MC.FRAP,etc......Pero el PSOE estaba totalmente desaparecido, ocupado en formar una sopa de siglas que desemboco en junio de 1975 en la plataforma de convergencia democratica que ha su vez degenero en otra sopa todavia con mas trozos y que se llamo ironicamente la Platajunta, Todos ellos proyectos continuistas de reforma y no de ruptura con la unica intencion de ocupar las poltronas y las migajas que quedaran a repartir tras la muerte del dictador.
La situacion politica de la epoca estaba polarizada entre el Regimen Fascista de Franco, y una izquierda combativa y aun sin domesticar con el PCE a la cabeza, la CNT y numerosos grupos de ''ultraizquierda''. Por eso las elites dominantes advierten que es necesario reflotar a un partido socialdemocrata al uso y amansado : el PSOE, desaparecido practicamente en la lucha antifranquista, pero que aun conservaba sus estructuras.
En Octubre de 1974 el PSOE celebra el congreso de Suresnes, en las que el Partido Socialista, trato su renovacion y del cual Felipe Gonzalez salio designado como secretario general con una mision clara : cumplir al pie de la letra el guión redactado por el Departamento de Estado norteamericano, con la complicidad de Willy Brandt, guión cuyo cumplimiento debía garantizar la CIA, y cuya finalidad última consistía en asentar la Corona y eliminar cualquier tipo de movilización popular.
El congreso de Suresnes fue una operacion para darle el poder a Felipe Gonzalez dentro del PSOE, y que significo el resurgimento del partido pero todo bajo el control de la policia franquista, avalada por la CIA Norteamericana, para romper con lo poco que quedaba de ''socialista'' y de obrero en el partido.
https://javierdelcampom.wordpress.com/2014/07/06/felipe-gonzalez-el-hombre-de-la-cia-que-llego-a-presidente-del-gobierno/
http://larepublica.es/2014/01/14/la-cia-apadrino-al-socialista-felipe-gonzalez-en-el-psoe-y-es-ahora-asesor-de-capriles/
https://cazadebunkers.wordpress.com/2015/06/15/felipe-gonzalez-fue-un-agente-de-la-cia-con-el-cometido-de-crear-una-falsa-izquierda-en-espana-para-detener-el-avance-popula
En las primeras elecciones democraticas de 1977 el PSOE recibe 2.000 millones de la CIA a traves de Saddam Hussein, entonces fervoroso aliado occidental, y que disponia de gran cantidad de dinero negro en el mercado internacional, incluso en aquella epoca el dinar Iraqui se equiparaba al dolar, el dinero fue ingresado en la cuenta que el PSOE tenia en el entonces llamado Banco de Alicante.
Willy Brandt tambien contribuyo economicamente
http://www.teinteresa.es/mundo/Willy-Brandt-padrino-Felipe-Gonzalez_0_1046896754.html
Y por supuesto del mafioso presidente Venezolano Carlos Andrez Perez, que ocupo el gobierno de Venezuela en los periodos 1974-79 y 1989-93 y con el que Felipe Gonzalez mantenia una gran amistad y todo tipo de negocios sucios incluido el narcotrafico.
https://cazadebunkers.wordpress.com/2015/04/18/venezuela-filtra-al-mundo-los-vinculos-de-felipe-gonzalez-con-el-narcotrafico/
http://espiaenelcongreso.com/2014/12/10/felipe-gonzalez-se-va-colombia-nacionalizado-con-sus-amigos-narcopoliticos-una-comision-de-19-millones/
En las elecciones generales de 1979, El PSOE las gana por mas de un millon de votos, pero ante las presiones de los poderes facticos, renuncio a la victoria con un subterraneo acuerdo denominado ''pacto de caballeros''. En la sede del PSOE, sita entonces en la calle de Bravo Murillo hubo una llamada de Martin Villa en representacion de la UCD para concertar una reunion de urgencia con cuatro personas de la ejecutiva del PSOE, en la sede de Banesto en la calle Alcala para preparar y ejecutar el pucherazo.
Otra farsa que nos colaron fue la del golpe del 23F. Casi todo lo que Jordi Evole mostraba en el documental 'Operacion Palace' eran ciertas y se acercaban bastante a lo que realmente paso.
El 23F fue un autogolpe ejecutado para realzar y consolidar al Rey y a la Corona, con la complicidad del PSOE, que tuvo a Enrique Mujica como su interlocutor mas destacado, y tambien al PCE de Carillo. Por eso en los medios siempre nos han contado, que el rey salvó la democracia de nuestro país el dia del golpe en su famosa aparicion televisiva.
La situacion politica a principios de los 80, era desoladora para los intereses de la mafia franquista que habia salido imdemne manteniendo todos sus privilegios tras los acuerdos de la transicion, sin embargo en ese momento ningun partido de la derecha representaba una alternativa fuerte, con una incipiente y minuscula AP, y una UCD en total descomposicion no tenian ningun referente politico de verdadero peso. Por eso tenian, entre otras cosas, que reforzar al Monarca.
Al dia siguiente del golpe una multitudinaria manifestacion recorria las calles de Madrid en apoyo del Jefe de Estado, la Constitucion y la Monarquia. El objetivo estaba cumplido.
Por eso el mismo Juan Carlos 1º declaro no hace mucho su comprension con los golpista a los que en el fondo estaba agradecido.
http://politica.elpais.com/politica/2012/02/05/actualidad/1328458508_813146.html
El rey abdicado, fue bien recompensado, por la mafia internacional por ser el valedor de sus intereses, amasando una increible fortuna durante su reinado producto de todo tipo de comisiones y dadivas corruptas.
http://www.economiadigital.es/es/notices/2014/06/el_rey_abdica_con_una_fortuna_personal_de_1.600_millones_55314.php
Cuando todo el mundo sabe que cuando llego a la Zarzuela no tenia practicamente un duro, de todo esto se ha hecho eco hasta el mismo ''New York Times''.
http://www.nytimes.com/2012/09/29/world/europe/juan-carlos-i-seeks-redemption-for-spain-and-monarchy.html?_r=1
Y por eso hay un pacto soterrado de PP y PSOE para no desclasificar los documentos secretos del 23-F hasta 2031.
http://vozpopuli.com/actualidad/41240-pacto-soterrado-de-pp-y-psoe-para-no-desclasificar-documentos-secretos-del-23-f-hasta-2031S
Sin embargo el señor X como tambien se le llama a Felipe Gonzalez no fue el creador de los GAL. Estos ya estaban creados cuando el PSOE llego al poder en 1982, los verdaderos creadores de los GAL fueron las fuerzas y cuerpos de seguridad del estado en la epoca de la UCD con Rodolfo Martin Villa a la cabeza y sus crimenes arrancan en 1975 con el Batallon Vasco Español la Triple A ( Alianza apostolica anticomunista ) Comandos Antimarxistas etc... los cuales asesinaron entre 1976 y 1983 a mas de 40 personas. La estructura del terrorismo de estado ya estaba creada cuando el PSOE llego al poder, lo que hizo el PSOE fue mantenerla y participar en ella sobre todo en lo que mejor se le da : Robar, fondos reservados incluidos.
El PSOE en las elecciones de 1982 consiguio la victoria mas holgada de toda la democracia, consiguiendo 202 diputados, pero en vez de hacer una verdadera politica socialista y obrera se dedico unica y exclusivamente a ROBAR, con multiples casos de corrupcion es los que se vieron envueltos.
Desde PODEMOS estamos continuamente denunciando la farsa y la estafa del Regimen del 78, por eso sus principales valedores se ponen tan nerviosos, puesto que todas estas cosas las haremos emerger a la luz, aparte de que se les acabara el chollo, y muchos de ellos acabaran en el lugar en el que tenian que estar desde hace mucho tiempo : EN LA CARCEL.
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2015.09.12 00:56 Thirdworldtrash Algunos discursos de Allende

1) “YO NO SOY EL PRESIDENTE DE TODOS LOS CHILENOS” “Yo soy Presidente de la Unidad Popular. Pero no soy el Presidente de todos los chilenos. No soy el hipócrita que lo dice, no. Yo no soy el Presidente de todos los chilenos” (Salvador Allende, Discurso de Valparaíso, El Siglo, 7 de febrero de 1972)
2) LA VERDAD NO, LA REVOLUCION SÍ “La objetividad no debería existir en el periodismo”, porque “el deber supremo del periodista de izquierda no es servir a la verdad, sino a la revolución”. (Salvador Allende, Discurso en el Primer Congreso Nacional de Periodistas de Izquierda. El Mercurio, 9 de abril de 1971).
3) DEL TRAJE BURGUÉS A LA METRALLA DEL GUERRILLERO
“Lo he dicho aún antes de nuestra victoria, la lucha revolucionaria puede ser el foco guerrillero, puede ser la lucha insurreccional urbana, puede ser la guerrilla del pueblo (sic), la insurgencia como el cauce electoral; depende del contenido que se le de. Entonces, frente a algunos países no hay otra posibilidad que la lucha armada. (Debray:) Personalmente he visto, he sentido tu victoria, como un aliento para seguir luchando, sea como sea. (Allende:) Evidente, los has interpretado bien”. (Salvador Allende, en entrevista a Regis Debray, en Punto Final, 16 de marzo de 1971)
“La lucha por el poder es el objetivo estratégico que el Partido Socialista ha de desarrollar en esta generación. La vía violenta es la única posible para asegurar el triunfo de la revolución y su mantención en el poder. La vía electoral sólo debe usarse como un medio de agitación y de propaganda, subordinada al camino de las armas. El PS debe adecuar su organización a esta nueva estrategia y organizar de inmediato sus milicias”. (Salvador Allende, Clodomiro Almeida y Aniceto Rodríguez, máximos dirigentes del PS chileno, in El Mercurio, 28 de febrero de 1967).
“Nuestra vía o nuestro camino tiene particularidades muy específicas, pero se rige a su vez por las leyes generales de toda revolución que tiene un objetivo socialista, leyes éstas que han sido desentrañadas por el marxismo leninismo”. (Salvador Allende, discurso en la IX Conferencia Nacional de las Juventudes Comunistas, en diario El Siglo, 19 de junio de 1971)
4) HOY LE TOCA A CHILE, AYER A RUSIA Y A CUBA
“Las circunstancias de Rusia en el año 17 y de Chile en el presente son muy distintas. Sin embargo, el desafío histórico es semejante. La Rusia del año 17 tomó las decisiones que más afectaron a la historia contemporánea. (....) Como Rusia entonces, Chile se encuentra ante la necesidad de iniciar una manera nueva de construir la sociedad socialista. Chile es hoy la primera nación de la tierra llamada a conformar el segundo modelo de transición a la sociedad socialista” (Salvador Allende, Primer Mensaje al Congreso Pleno, 21 de mayo de 1971. Folleto publicado por la consejería de difusión de la Presidencia de la República, Santiago de Chile, 1971)
5) LA ESTRATEGIA DE ALLENDE: DESDE DENTRO DE LA DEMOCRACIA BURGUESA ENCONTRAR LOS CAMINOS PARA TRANSFORMAR RADICALMENTE SUS ESTRUCTURAS.
“Hemos llegado al Gobierno y avanzamos a la conquista del poder. La victoria alcanzada en las urnas implica, una gran responsabilidad, y yo quiero que se entienda muy bien, muy claramente. Desde luego, que se sepa, que se aprecie, que se medite lo que significa que un pueblo por vez primera en la historia, dentro de los cauces legales y de las leyes, de la democracia burguesa haya alcanzado el Gobierno para transformar la sociedad e ir abriendo camino a las profundas transformaciones estructurales que conduzcan al socialismo." (Discurso pronunciado en la Plaza Bulnes de Santiago el 1º de mayo de 1971, Día Internacional del Trabajo. Folleto publicado por la Consejería de Difusión de la Presidencia de la República, Santiago de Chile, 1971)
“Algunos han pretendido que el segundo camino hacia el socialismo excluye la dictadura del proletariado y han buscado amparo en las palabras presidenciales. Ésta ha sido una vieja pretensión que en los hechos ha sido infecunda.” Y en relación a táctica a seguir: “la intimidación consiste en la acción de amenazar –directa o indirectamente- al adversario con un mal futuro posible, a fin de provocar una conducta determinada de su parte. Como alguien dijo, ha habido revoluciones que fracasaron porque tuvieron miedo de infundir miedo en sus enemigos. El miedo desarma: hay momentos en que el poder revolucionario puede legítimamente utilizar la intimidación”. (José Antonio Viera-Gallo Q., Subsecretario de Justicia de Allende, in “El segundo camino hacia el socialismo”, en CEREN Nº 15, número especial sobre Revolución y Legalidad, Universidad Católica de Chile, 1972, p. 160)
6) UNA REVOLUCION INTEGRAL, Y NO SOLO POLITICA, PARA PENETRAR EN LA CONCIENCIA DE LAS MASAS.
“Una revolución simplemente política puede consumarse en pocas semanas. Una revolución social y económica exige años. Los indispensables para penetrar en la conciencia de las masas. Para organizar las nuevas estructuras, hacerlas operantes y ajustarlas a las otras. Imaginar que se pueden saltar las fases intermedias es utópico. No es posible destruir una estructura social y económica, una institución social preexistente, sin antes haber desarrollado mínimamente la de reemplazo”. (Primer Mensaje al Congreso Pleno, 21 de mayo de 1971. Folleto publicado por la consejería de difusión de la Presidencia de la República, Santiago de Chile, 1971)
7) ALLENDE NOTIFICA ENTRE LINEAS AL CONGRESO NACIONAL: SI NO SE ACEPTAN LAS TRANSFORMACIONES SOCIALISTAS VENDRA LA FRACTURA VIOLENTA DE LA JURIDICIDAD.
“Nuestro sistema legal debe ser modificado. De ahí la gran responsabilidad de las cámaras en la hora presente: contribuir a que no se bloquee la transformación de nuestro sistema jurídico. Del realismo del Congreso depende, en gran medida, que a la legalidad capitalista suceda la legalidad socialista conforme a las transformaciones socioeconómicas que estamos implantando, sin que una fractura violenta de la juridicidad abra las puertas a arbitrariedades y excesos que, responsablemente, queremos evitar”. (Idem)
8) EL ASEDIO A LA CONTINUIDAD INSTITUCIONAL Y AL ESTADO DE DERECHO
“Si la violencia, interna o externa, la violencia en cualquiera de sus formas, física, económica, social o política, Llegara a amenazar nuestro normal desarrollo y las conquistas de los trabajadores, correrían el más serio peligro la continuidad institucional, el Estado de derecho, las libertades políticas y el pluralismo. El combate por la emancipación social o por la libre determinación de nuestro pueblo adoptaría obligatoriamente manifestaciones distintas de lo que con legítimo orgullo y realismo histórico, denominamos la vía chilena hacia el socialismo. La resuelta actitud del Gobierno, la energía revolucionaria del pueblo, la firmeza democrática de las Fuerzas Armadas y de Carabineros, velarán porque Chile avance con seguridad por el camino de su liberación”. (Idem)
*9) NADA QUEDARÁ SIN TOCAR, TODO DEBE SER MODIFICADO. *
“Todo un sistema normativo debe ser modificado y un conjunto de medidas administrativas ser puesto en práctica para ordenar las nuevas necesidades. El sistema bancario, el financiero, el régimen laboral, el de seguridad social, la administración regional, provincial, municipal y comercial, los sistemas de salud y educacionales, la legislación agraria e industrial, el sistema de planificación, la misma estructura administrativa del Estado, la propia Constitución Política, no corresponden ya a la exigencia que los cambios instaurados están planteando." (Salvador Allende, Segundo Mensaje al Congreso Pleno, 21 de mayo de 1972. Folleto publicado por la consejería de difusión de la Presidencia de la República, Santiago de Chile, 1972)
10) UNA TRANSFORMACIÓN TOTAL
“El Programa de la Unidad Popular y, por consiguiente, el Gobierno, están plenamente de acuerdo con la afirmación del Informe de que la transformación total del sistema actual exige un salto cualitativo. Efectivamente, y precisamente esa dimensión es la que dará a nuestra política su significado revolucionario." (Salvador Allende, Informe leído el 18 de marzo al Pleno del PS, en Algarrobo; publicado como folleto por el Departamento de Educación Política del PS, abril de 1972)
11) UNA TRANSFORMACIÓN RADICAL: NUEVA MORAL Y NUEVA PATRIA.
“Si la victoria no era fácil, difícil será consolidar nuestro triunfo y construir la nueva sociedad, la nueva convivencia social, la nueva moral y la nueva patria. Pero yo sé que ustedes, que hicieron posible que el pueblo (sic) sea Gobierno, tendrán la responsabilidad histórica de realizar lo que Chile anhela”. (Salvador Allende, Discurso de la Victoria, 5 de septiembre de 1970)
12) LA LUCHA DE CLASES, PREMISA DE LAS POLITICAS PUBLICAS
“El Gobierno Popular inspira su política en una premisa artificialmente negada por algunos: la existencia de clases y de sectores sociales con intereses antagónicos y excluyentes, y la existencia de un nivel político desigual en el seno de una misma clase o sector”. (Salvador Allende, Discurso de la Victoria, 5 de septiembre de 1970; La nación, 6 de septiembre de 1973)
13) El PODER LEGISLATIVO NO SIRVE .....
“El Congreso es la barricada desde donde han actuado para maniatar al gobierno Popular e impedir que cumpla su programa...” (Salvador Allende, Discurso ante el pueblo de Santiago el 22 de junio de 1973, publicado en El Siglo, 23 de junio de 1973)
14) EL PODER JUDICIAL TAMPOCO ....
“El Poder Judicial tiene que darse cuenta él que no puede ser un factor negativo. Que las leyes de un siglo atrás no pueden aplicarse ahora, así, implacablemente ..., que los jueces tienen que entender que las mareas de la historia no se detienen a través de códigos caducos y leyes dictadas para otra realidad. (idem)
15) LA CONSTRUCCIÓN SOCIALISTA EXIGE QUE EL CHILENO ACEPTE EL DESABASTECIMIENTO
"Los jóvenes tienen que darse cuanta que en ningún país revolucionario del mundo, en condiciones muy diferentes a las nuestras, donde el poder estuvo, desde el comienzo, en las manos de los gobernantes revolucionarios, se ha podido construir el socialismo, sino después de largos años de esfuerzo y sacrificio. Las generaciones que construyen la nueva sociedad tienen que entender que la construcción socialista obliga a un sacrificio que a veces tiene que ser heroico. Tienen que darse cuenta, en el terreno de las cosas que golpean muchas veces a la gente. Como por ejemplo el problema de los abastecimientos”. (Salvador Allende, Discurso a los estudiantes de la Universidad de Concepción, 4 de mayo de 1972, en Discursos. Salvador Allende, La Habana, 1975)
16) LA MUJER CHILENA DESCONFÍA DE LA UNIDAD POPULAR: HAY QUE CONCIENTIZARLA.
“En el caso concreto de Chile, me inquieta profundamente el hecho de que la mujer no haya entendido que ella será la beneficiada en forma más extraordinaria por el proceso de cambios revolucionarios de Chile. Una nueva moral, una nueva relación en el trato humano entre el hombre y la mujer, una concepción de respeto a la compañera. ..... Sin embargo, la mujer no los mira con esa claridad; teme a la Revolución. Es gran tarea, es una enorme tarea la de atraerla conscientemente". (Salvador Allende, Discurso a los estudiantes de la Universidad de Concepción, 4 de mayo de 1972, en Discursos. Salvador Allende, La Habana, 1975)
17) “COMO PRESIDENTE DE LA REPUBLICA YO LES DIGO A ESOS DESQUICIADOS....”
“Con la responsabilidad que tengo, como Presidente de la República, yo les digo a esos desquiciados que moderen su actitud, y le digo al pueblo de Chile que si he invitado a Fidel Castro es porque el pueblo de Chile quiere a Cuba, quiere a su revolución, sabe que es hermano en la esperanza y en el dolor (Salvador Allende, Discurso pronunciado en el Estadio Nacional de Santiago el 4 de noviembre de 1971, en Salvador Allende. Su pensamiento político, Santiago de Chile, 1972)
18) ORGANIZACIONES DEL “PODER POPULAR” PARALELO AL PODER DEL ESTADO PARA EL CONTROL DE LA POBLACION
“Necesitamos un mayor control en la distribución de los productos. Oíganlo bien, aquellos que creen que yo a veces vacilo: hay que fortalecer al poder popular (...). Hay que fortalecer los cordones industriales, pero no como fuerza paralela al Gobierno, sino como fuerza popular junto a las fuerzas del Gobierno.” (Salvador Allende, Discurso en el 40 aniversario del PS; publicado en el Boletín del Comité Central. Partido Socialista Nº 34-35, abril – mayo 1973)
«Los Comités de la Unidad Popular deben prepararse para la defensa de la región geográfica en la que les corresponde actuar. Deben plantearse, por lo tanto, tareas de tipo militar. La directiva del comité, sin que lo sepan necesariamente todos sus miembros, deberían hacer un fichaje de todos los instrumentos técnicos de que se dispone. Deberían destacar un grupo dentro del comité, el más decidido y de mayor iniciativa, para las tareas directamente militares. El resto del comité debería desempeñar una tarea de vigilancia constante del sector en que les corresponde actuar». («Tareas de los Comités de la Unidad Popular», Punto Final N" 115, 13 de octubre de 1970)
19) CONTRA LOS OPOSITORES: PRIMERO LA LEY, DESPUÉS LA VIOLENCIA REVOLUCIONARIA
“Y he dicho allí y lo he dicho en Chile, que nosotros –que no queremos la violencia- a la contrarrevolución y a la violencia reaccionaria (sic) responderemos utilizando primero la ley, después utilizaremos la violencia revolucionaria”. (Salvador Allende, Discurso en la Plaza de la Revolución de La Habana, pronunciado el 13 de diciembre de 1972, publicado en Boletín del Comité Central. Partido Socialista, Nº 30, enero de 1973).
20) CONTRA LOS OPOSITORES: UTILIZAREMOS LAS FUERZAS ARMADAS Y LAS “FUERZAS DE REFUERZO”...
“Nunca hubo un acto nuestro en que destruyéramos un vidrio (sic), abolláramos un automóvil (sic) o nos lanzáramos contra un edificio (sic). Pero que lo sepan. Que lo entiendan una vez por todas: si desatan la violencia contrarrevolucionaria, utilizaremos las fuerzas que tiene el Estado y las fuerzas de refuerzo del pueblo: ¡utilizaremos la fuerza revolucionaria!” (Salvador Allende, Discurso en Santiago el 22 de junio de 1973, publicado en El Siglo, 23 de junio de 1973)
*21) CONTRA LOS OBREROS: QUE NO ESTIREN LA CUERDA, QUE NO NOS AMENACEN CON HUELGAS. *
"Que no alteren las cosas, que no estiren la cuerda, que no nos amenacen con huelgas, porque si van a huelga les vamos a aplicar la Ley de Seguridad Interior del Estado. Y yo apelo a los supervisores que no están en ese predicamento, apelo a los obreros y empleados del cobre, apelo a mis compañeros del metal rojo. Ellos tienen que estar vigilantes, ellos tienen que estar en pie de guerra. Si los supervisores van a la huelga, no se pararán las minas; las minas seguirán trabajando. Yo sé que éste es el único lenguaje que cabe, o sea, el de un compañero de ustedes que ejerce la tarea de Presidente de la República." (Salvador Allende, Intervención del 7 de febrero de 1970 en el Consultivo Nacional de la Confederación de Trabajadores del Cobre)
22) APLASTAR A LOS OPOSITORES POR LA FUERZA
“¡Como Presidente de la República, como militante del Partido Socialista y de la lucha social, combatiré implacablemente al fascismo(sic), penetraremos en sus madrigueras, aplastaremos su insolencia, defenderemos Chile, compañeros!”. “Será con la unidad combativa del pueblo (sic), con la decisión de las Fuerzas Armadas y de Orden –que tienen que acatar por mandato histórico de la Constitución y de la ley- que levantaremos una barrera infranqueable a las turbias maniobras de los fascistas (sic) y los reaccionarios (sic) que los apoyan” (Salvador Allende, Discurso ante el pueblo de Santiago el 22 de junio de 1973, publicado en El Siglo, 23 de junio de 1973)
23) LA REVOLUCION ALLENDISTA: TAMBIÉN CON EL MACHETE EN LA MANO
“Cuando América sienta el llamado de la Historia, entonces hablaremos el lenguaje común y entonces estará presente en la plenitud de sus derechos el pueblo revolucionario que con el machete en la mano desbrozó la maleza imperialista para levantar la caña fresca y dulce de la amistad latinoamericana. ¡Viva Cuba Revolucionaria! ¡Vivan los jefes y el pueblo revolucionario! ¡Gracias, compañero y amigo, comandante de la esperanza latinoamericana, Fidel Castro! (Salvador Allende, Discurso en la Plaza de la Revolución de La Habana, pronunciado el 13 de diciembre de 1972, publicado en Boletín del Comité Central. Partido Socialista, Nº 30, enero de 1973).
24) FIDEL NOS ENSEÑO QUE LA REVOLUCION MARXISTA ES SACRIFICIO. EL DEBER DE ENTREGARSE A ELLA PLENAMENTE
“Ya hace cerca de un año el pueblo de Cuba estuvo en Chile en la persona del comandante Fidel Castro y de una delegación que visitara nuestra patria. Allá (en Chile) Fidel, como era lógico imaginarse, recibió el embate insolente de los pro imperialistas (sic) y los profascistas (sic)..... (Pero) hizo entender a muchos que la revolución es sacrificio, generosidad, renunciamiento; que los revolucionarios tienen que sentir la necesidad de entregarse plenamente para afianzar la independencia de su patria.... Por eso la presencia de Fidel significó fortalecer la fe revolucionaria del pueblo chileno y la fe revolucionaria de los pueblos latinoamericanos” (Discurso en la Plaza de la Revolución de La Habana, pronunciado el 13 de diciembre de 1972, publicado en Boletín del Comité Central. Partido Socialista, Nº 30, enero de 1973).
25) CUBA, EL EJEMPLO SEÑERO QUE DEBE SEGUIR CHILE. FIDEL CASTRO: SÍNTESIS DEL PUEBLO
“Vine, por vez primera, en enero de 1959 y prácticamente todos los años, hasta 1968, concurrí a Cuba para estar junto a su pueblo y ver cómo se afianzaba su conciencia revolucionaria, cómo los conductores de la revolución y cómo Fidel Castro daban el ejemplo de una voluntad creadora para derrotar al imperialismo (sic) y hablar el lenguaje de solidaridad (sic) a través del mundo”. “Creo que tengo derecho, y me honro al hacerlo, a decir que fui amigo del comandante Ernesto Che Guevara. (Aplausos.) Y guardo un ejemplar de su libro Guerra de guerrillas, que me dedicara fraternalmente. Y con su espíritu amplio, me decía allí con su letra dibujada por la fraternidad: “A Salvador Allende, que por otros medios busca lo mismo. Afectuosamente, Che”. (Aplausos.) Aquí, en Cuba, apareció el hombre, síntesis del pueblo (sic): ¡Fidel Castro! (Aplausos.) Cuba enseña a América Latina y al mundo su clara concepción del internacionalismo proletario. Y porque hay esa nueva moral, porque hay esa nueva conciencia, porque está aquí latiendo la voluntad revolucionaria ejemplar de un pueblo”. (Salvador Allende, Discurso en la Plaza de la Revolución de La Habana, pronunciado el 13 de diciembre de 1972, publicado en Boletín del Comité Central. Partido Socialista, Nº 30, enero de 1973).
26) LA EDUCACIÓN CONSISTE EN “BEBER LA DOCTRINA REVOLUCIONARIA”
“Necesitamos que la gente se capacite y que beba la doctrina revolucionaria, porque sin ella –como decía hace un instante- no hay acción revolucionaria. Pero que la adapte a la realidad, que la coloque frente a los hechos diarios de la vida. Cuesta muy poco leerse el Manifiesto Comunista. Es más duro leerse El Capital y entenderlo. Pero, ni basta leer El Capital –y son pocos los que lo han leído- ni basta haberse leído unos cuantos libros para pensar que se tiene el bagaje suficiente para poder orientar y definir una táctica o una estrategia”
27) NO HAY VUELTA ATRÁS, CON ELECCIONES O CONTRA ELLAS.
“¡Nada ni nadie podrá impedir que este proceso se convierta en una revolución! No hemos sometido a plebiscito la revolución chilena. Las revoluciones no se hacen por votaciones”. (Carlos Altamirano, Secretario General del Partido Socialista chileno, Discurso a la Juventud Socialista, 9 de febrero de 1973)
“La Unidad Popular no tiene por objetivo buscar combinaciones para enfrentar mancomunados los próximos eventos electorales, aunque debe comprender la obligación de actuar también unidos en tales combates... Su objetivo no es otro que abrir paso a la revolución chilena y tiene vigencia, por lo tanto, haya o no elecciones de por medio y fuera y dentro del marco de las lides electorales”. (Luis Corvalán, en declaraciones a El Mercurio, 6 de agosto de 1969)
“No podemos caer en la ingenuidad de creer que podemos construir el socialismo a través de las actuales instituciones y de las veinte mil leyes que existen. Sostener que la actual correlación de fuerzas puede dar lugar a un largo desarrollo, estable y tranquilo, no es solo una ingenuidad sino que es una posición reformista y aventurera... Para los revolucionarios la solución no está en esconder o negar el objetivo de la toma del poder y del socialismo, sino en educar y preparar a las masas para lograrlo; si la revolución implica un tránsito violento en cualquier etapa, lo correcto no es negar la revolución a nombre del “menor costo”, sino enfrentar la violencia organizadamente, que es la única forma en que el pueblo (sic) sufre menos y el costo social es menor”. (Pleno Nacional del Partido Socialista, marzo de1972)
“Que nadie se equivoque. La clase obrera (sic) y el pueblo (sic) no permitirán la vuelta atrás. En cualquier circunstancia pelearán, con la firme decisión de aplastar todo intento sedicioso. Los fascistas (sic) ya están notificados. No pasarán. Los que vengan por lana saldrán trasquilados». (Luis Corvalán, Secretario General del Partido Comunista chileno, Discurso en los 50 años del PC en Chile, citado en Farías, Víctor; «La Izquierda Chilena»..., Centro de Estudios Públicos, Santiago, Chile, 2000, tomo III, p. 1. 777.
“Camaradas, el compañero Víctor Díaz dijo: “compañero Allende, dele para adelante”. Yo le voy a echar para adelante; no le voy a poner el pie al freno, camaradas. Pero que lo sepan de una vez por todas, Sobre todo los militantes de la Unidad Popular: aquí hay un Gobierno y un Presidente, y si yo le echo para adelante, es porque tengo los pantalones bien amarrados y no acepto... (Y perdón, Señor cardenal Silva Henríquez, por esta expresión, pero yo sé que usted me entiende y la comparte.).... (Salvador Allende, Discurso pronunciado en la Plaza Bulnes de Santiago el 1º de mayo de 1971, Día Internacional del Trabajo. Folleto publicado por la Consejería de Difusión de la Presidencia de la República, Santiago de Chile, 1971)
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2015.09.08 16:13 vidorreta La sanidad después de las elecciones autonómicas y municipales

LA SANIDAD DESPUES DE LAS ELECCIONES AUTONOMICAS Y MUNICIPALES Federación de Asociaciones para la Defensa de la Sanidad Pública 13 de julio de 2015 Las elecciones del 24 de mayo han supuesto importantes cambios en los gobiernos de muchas CCAA y ayuntamientos, cuyas características generales han sido la necesidad de acuerdos para la constitución de los gobiernos, acabando con las mayorías absolutas que se han convertido en excepcionales, y a su vez un giro en la mayoría de los casos hacia gobiernos progresistas y/o de izquierdas.
¿Qué repercusiones tendrán estos cambios para la Sanidad?. Por supuesto aún resulta un poco pronto para saberlo con certeza, pero es evidente que el mayor impacto lo tendrán los cambios autonómicos porque la Sanidad es una competencia transferida a las CCAA y se ha producido cambios en los gobiernos de 7 de ellas (Aragón, Baleares, Cantabria, Castilla la Mancha, Extremadura, Navarra y Valencia) y todos ellos en el mismo sentido, es decir hacia gobiernos progresistas y con acuerdos de gobierno o de investidura que incluyen aspectos sanitarios muy relevantes.
Estos acuerdos contienen en general cuatro cuestiones bastante positivas:
Una, garantizar la atención sanitaria a las personas excluidas por el RDL 16/2012, es decir inmigrantes irregulares y los españoles que hayan tenido estancias en el extranjero superiores a 90 días y no tengan cobertura en otro país. Asimismo comprometerse con el acceso de todas las personas a las prestaciones farmacéuticas, de manera que no haya personas que no retiran los medicamentos prescritos por motivos económicos (en el País Vasco ya hay un sistema en funcionamiento).
Dos, paralizar las privatizaciones y recuperar lo privatizado, la paralización es relativamente fácil porque se trata de dejar la utilización sistemática de los centros privados cuando existe una alternativa en el sistema sanitario público, la recuperación es mas compleja y va a ser la verdadera prueba de fuego de los acuerdos de investidura, el caso de Alcañiz en Aragón es el que plantea menos problemas, simplemente hay que decidir no realizar la adjudicación del concurso, mas complicado es el caso de Toledo y Valdecilla donde se adjudico el concurso, y mas aún los de los centros sanitarios de Baleares y Valencia que llevan años en funcionamiento (si bien conviene recordar que en esta última el contrato de Alzira acaba en 2018). Se trata pues de una cuestión que va a poner en evidencia la voluntad política real del cambio en el modelo sanitario. Complementariamente varias CCAA han anunciado la elaboración de legislación que blinde el papel de la provisión sanitaria pública, y por supuesto habrá que ver en que términos se produce esta nueva regulación.
Tres, aumentar los recursos de la Sanidad Pública, recuperando personal, servicios y prestaciones, lo que supone un esfuerzo económico para recuperar los presupuestos y las inversiones en la Sanidad Pública de los tremendos recortes que se han sufrido desde 2009, entre otras cosas porque es imprescindible para poder asumir las derivaciones que ahora se hacen al sector privado y la utilización intensiva de los recursos públicos. Aquí el margen de maniobra esta limitado por el actual modelo de financiación autonómica, y por el techo de gasto que el Gobierno impone a las CCAA, aunque es obvio que hay muchas opciones en las distintas CCAA (por ejemplo en Valencia el gasto sanitario público es el 40,2% del gasto total de la Comunidad cuando el promedio de las CCAA esta en el 46,1%, y la que mayor porcentaje dedica se sitúa en el 58,8%), pero también es obvio que las CCAA no gobernadas por el PP, que ahora son mayoría, podrían presionar para mejorar la financiación y conseguir una financiación finalista para la Sanidad.
Y cuatro, establecer mecanismos de participación y control de ciudadanos y profesionales sobre el funcionamiento y la gestión del sistema sanitario público, algo que viene siendo prometiendo desde la Ley General de Sanidad (1986) y sobre lo que prácticamente no se han realizado avances significativos.
Lógicamente cada una de las CCAA tiene sus peculiaridades y muchos aspectos concretos en los que se han comprometidos cambios importantes que deben tenerse en cuenta. Así en aquellas en las cuales gobierna el PP en coalición con Ciudadanos, deberían hacerse propuestas iguales a las de las gobernadas por partidos progresistas y de izquierdas, por parte de los grupos políticos progresistas en la oposición, ya que Ciudadanos se ha comprometido en su programa con la sanidad pública.
El papel de los ayuntamientos es mas reducido, primero porque la nueva legislación sobre Administraciones locales ha limitado mucho sus competencias y su capacidad de actuación en los temas sociales y sanitarios, y además porque con excepción de las grandes ciudades, su presupuesto es pequeño, a veces tienen grandes deudas, y su margen de maniobra es escaso.
En todo caso es evidente que se pueden hacer muchas cosas, algunas muy importantes, porque la situación de proximidad de las administraciones locales facilita su actuación, y solo a titulo de ejemplo pueden identificar de manera participativa los principales problemas y necesidades de salud y las consecuencias de los recortes sobre la salud de las ciudadanía especialmente sobre los grupos más vulnerables, favorecer la atención sanitaria de las personas excluidas, ayudar a que se siga teniendo acceso a medicamentos necesarios, luchar contra las privatizaciones, canalizar y favorecer las reivindicaciones sanitarias, etc. Sobre ello hay un amplia experiencia y muy positiva en toda la geografía del país.
Obviamente el nuevo panorama supone cambios muy favorables para la Sanidad Pública, también en aquellas CCAA donde continúan los gobiernos conservadores porque van a ver limitada sus actuaciones por la ausencia de mayorías absolutas (por ejemplo en Madrid hay un compromiso del nuevo gobierno de no realizar mas privatizaciones que ya veremos en que queda). Aun así hay muchos aspectos de la política sanitaria que no se pueden solventar en las CCAA y para los que es necesario un cambio en el gobierno central.
El marco general
La sanidad pública española se ha enfrentado a un proceso sistemático de recortes, deterioro, desmantelamiento y privatización que ha producido un daño tremendo a nuestro sistema sanitario público y que supone un riesgo real de llegar a una situación de casi imposible retorno.
El triunfo del Partido Popular en 2011 ha supuesto la generalización de las políticas que este partido venia aplicando sistemáticamente allí donde gobernaba: Recorte de recursos públicos y potenciación de los conciertos con el sector privado, endeudamiento inasumible a medio y largo plazo al recurrir al sector privado para la financiación y gestión de los nuevos centros, cesión de la asistencia de grupos de población a empresas multinacionales, eliminación de áreas sanitarias como espacios para la planificación y asignación de los recursos para favorecer la creación de mercados, marginación de la Atención Primaria, potenciación de la privatización y utilización excesiva y no justificada de la alta tecnología, abandono de los servicios de salud pública, deterioro de las condiciones laborales de los profesionales y de la políticas de personal incentivadora, potenciación de la competencia frente a la colaboración e integración de los recursos, fragmentación del sistema en múltiples servicios independientes trasformando el Consejo Interterritorial en un órgano de confrontación partidista en detrimento de su función integradora del sistema, o la eliminación de los servicios de salud pública.
El resumen de todo ello es que nos enfrentamos –lamentablemente como parte de una estrategia global- a un proceso consciente y deliberado de suprimir el Estado del Bienestar y más en concreto de su principal pilar, la Sanidad Pública. Todas estas estrategias y algunas otras convergen en la dirección de privatizar la asistencia sanitaria por la puerta trasera intentando sortear la previsible oposición que originaria un ataque mas frontal. Es preciso decir muy claro que se trata de desintegrar y deteriorar la Sanidad Pública utilizando la crisis como una coartada para convertir la atención sanitaria en un objeto de consumo.
Frente a estos riesgos que supondrán el fin del Sistema Nacional de Salud establecido por la Ley General de Sanidad, los partidos progresistas tendrían que aparecer ante los ciudadanos como la única garantía política frente a la privatización y la oportunidad para su mejora
LA POLÍTICA SANITARIA DE LOS PARTIDOS PROGRESISTAS DEBERÍA BASAR SU OFERTA A LOS CIUDADANOS EN DOCE ESTRATEGIAS:
1.- Derogar el RD Ley 16/2012 garantizando el derecho a la salud de todas las personas, eliminando la fragmentación de la cartera de servicios y los copagos.
2.- Recuperar las dotaciones de personal e infraestructuras que existía previamente a los recortes, incrementando la dotación de personal de los servicios sanitarios y volviendo a poner en funcionamiento las camas, quirófanos, puntos de atención continuada y consultas cerradas.
3.- Garantizar sostenibilidad de la Sanidad Pública mejorando su financiación (un punto más de PIB para equipararnos a los países europeos) y el carácter finalista de los fondos destinados a sanidad frente a las políticas neoliberales de recorte, financiación privada, medicalización de la vida y el uso intensivo no justificado de los recursos sanitarios.
4.- Profundizar en la integralidad del sistema frente a la fragmentación del mismo en 17 sistemas de salud autonómicos independientes enfrentados entre sí por relaciones de competencia.
6.- Incrementar la racionalidad y la eficiencia del sistema y de los centros sanitarios
7.- Mejorar la formación del personal sanitario. - Incorporar a la universidad la Atención Familiar y Comunitaria creando cátedras y departamentos de esta asignatura en todas las facultades. - Formación postgraduada a cargo del los servicios de salud con prepuestos suficiente - Los hospitales públicos no podrán ser utilizados por las Universidades Privadas.
8.- Estrategia I+D+I con recursos públicos independientes de las multinacionales farmacéuticas y tecnológicas.
9 .- Promover la economía de escala en todos los ámbitos:
Además de las compras farmacéuticas, extenderlo a las vacunas, fungibles, tecnología y también a las políticas de comunicación y a las campañas sanitarias dando unidad a las ahora descoordinadas y caras que promueven las CCAA.
10.- Incrementar la transparencia del sistema sanitario
o Publicitar las listas de espera aplicado criterios y estándares homogéneos en todas las Comunidades Autónomas que incluyan los criterios de priorización, posición de los pacientes en las mismas y la eliminación de las listas ocultas de pacientes (listas estructurales) o Establecer un Sistema de Información Sanitaria (de gestión pública ) con indicadores homogéneos en todos los servicios de salud autonómicos que permitan conocer la situación de salud , a nivel global y en cada CCAA, evaluar las actuaciones de los diferentes servicios y detectar y corregir las situaciones de desigualdad) o Desarrollar los órganos de participación y control social del sistema actualizando la LGS, para garantizar la calidad de los procesos asistenciales y su adecuación a las necesidades reales de los ciudadanos. o Establecer auditorias sobre las externalizaciones, financiación público privada, y gastos de las Consejerías de Sanidad de las CCAA, y garantizar a transparencia de los gastos sanitarios
11.- Garantizar y consolidar derechos ciudadanos en el ámbito de la salud
o Salud sexual y reproductiva: COF de orientación integral, acceso a anticonceptivos, Interrupción voluntaria del embarazo en la red pública o Derecho a cuidados paliativos y a una muerte digna y sin dolor
12.- Oposición a la aprobación del Tratado de Libre Comercio entre Estados Unidos y la Unión Europea, al tratado de libre comercio entre Canadá y la UE (CETA) y el Acuerdo sobre el Comercio de Servicios (TISA)
Invitamos a los partidos progresistas a sumarse a estas propuestas, y a participar con la FADSP y con otras organizaciones afines en un gran movimiento ciudadano que anime la participación electoral. Porque pensamos que los ciudadanos sí saben valorar en su justa medida las conquistas sociales y los beneficios de un Estado basado en la justicia social, y porque tenemos confianza en el efecto movilizador de las propuestas que promueven una sociedad más equitativa basada en la educación y la sanidad públicas y en la protección al desempleado, al pensionista y a las personas con dependencia.
Desde la FADSP entendemos que las próximas elecciones son una oportunidad difícilmente repetible para recuperar un sistema sanitario público universal, de calidad, sin barreras económicas en el acceso, y basado en la atención primaria y las políticas de salud. Es necesario que las organizaciones políticas y sociales sean conscientes de la importancia del momento actual. Por suerte noviembre no esta tan lejos y todo parece indicar que es bastante probable que se consiga propiciar alternativas por una Sanidad Pública universal y de calidad y un gobierno que incluya este objetivo entre sus actuaciones más urgentes
Federación de Asociaciones para la Defensa de la Sanidad Pública 13 de julio de 2015
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2015.07.27 22:56 Paralucia DEBATE 2--- ¿Por qué Occidente no derrota al Estado Islámico de una vez?

Aqui cuelgo otro texto PARA DEBATE por la misma razón HAY QUE IR PENSANDO EN LO QUE NOS RODEA (aviso: no se copian los enlaces)
(Fue Publicado CON ESE TITULO el pasado 22 julio, 2015. El que quiera puede buscar donde )
"Hace poco alguien me preguntó por qué los países occidentales no derrotaban al Estados Islámico. Escribí en enero “La fórmula para derrotar al Estado Islámico ya se inventó”, tomando como ejemplo la campaña contra los talibán emprendida por un puñado de agentes de la CIA y equipos A del 5th Special Forces Group en el norte de Afganistán en octubre de 2001. Se trataría de desplegar a fuerzas especiales con equipos de comunicación y desginadores láser acompañando a las fuerzas locales para concentrar los ataques de la aviación aliada en los “centros de gravedad” del Estado Islámico. Sin embargo, se acumulan las misiones de bombardeo y el gasto de dinero en una campaña que no parece muy resolutiva, a excepción del avance kurdo en el norte de Siria. Creo que hay unas cuantas razones de por qué no se derrota al Estado Islámico.
  1. Estados Unidos no se quieren implicar a fondo.
Después de Afganistán e Iraq, la opinión pública estadounidense no aceptaría otra invasión de “un país musulmán al que vamos a llevar la democracia y el desarrollo”. Tras el ataque perpetrado por las fuerzas del régimen sirio con armas químicas en el barrio de Goutha en 2013, me llamó la atención las voces en la derecha estadounidense que se posicionaron en contra de una posible intervención. Con un presidente republicano quizás hubiera sido diferente, pero entre las voces críticas se incluían muchos veteranos de guerra. Se ha convertido en el nuevo sentido común. Nada de invasiones sin un plan claro de salida.
ByO7SDIIYAAmmKF Hoy hay en Iraq tropas españolas formando otra vez al ejército iraquí, fuerzas especiales canadienses y aviones estadounidenses. Pero que Washington vuelva a enviar un número elevado de tropas allí sería reconocer que la retirada en 2011 fue precipitada, un error o inútil. El coste político sería enorme en Washington.
  1. Falta un aliado local vendible a la opinión pública.
En el caso de Afganistán, Estados Unidos contó con la Alianza del Norte, una coalición de señores de la guerra que había liderado el carismático Shah Massud. En el caso de Iraq, tenemos por un lado a un ejército en descomposición y por otro lado un montón de milicias chiíes financiadas y armadas por Irán.
Kata'ib_Hezbollah_in_IraqEl caso de Siria es aún más complicado. En el norte del país tenemos las milicias kurdas del YPG, aliadas del PKK. Recordemos que en las milicias del YPG se alistaron dos españoles del partido Reconstrucción Comunista. Y que el PKK forma parte de la lista de grupos terroristas que elabora el Departamento de Estado estadounidense y es considerado también un grupo terrorista por parte del Consejo de Europa.
En el resto del país tenemos a los rebeldes del Ejército Sirio Libre, una coalición de grupos militarmente cada vez menos importantes en el desarrollo de la guerra. Hartos de esperar un apoyo que nunca se materializó, la mayoría de grupos se pasó a las filas islamistas que sí reciben dinero y armamento de las petromonarquías árabes.
CKcwaKRUwAA6ilwSólo recientemente Estados Unidos decidió instruir directamente a fuerzas sirias. Lanzó un programa con un presupuesto de 500 millones de dólares. El propósito era encontrar sirios sin simpatías y vínculos con grupos yihadistas. El primer año, tras gastar 36 millones de dólares y entrevistar a 7.000 sirios, formaron a 60.
  1. Derrotar al Estado Islámico es sólo poner fin a una de las muchas guerras en curso en Siria.
En Siria hay ahora mismo varias guerras civiles en curso. El régimen de Assad lucha por su supervivencia contra todos, pero ha establecido en ocasiones pactos de no agresión con el Estado Islámico y en ocasiones ha sido informado por Estados Unidos de operaciones de bombardeo contra el Estado Islámico. Los kurdos del norte del país se mantuvieron al margen de la guerra civil hasta que el Estado Islámico llegó a sus dominios. Existen tres grandes coaliciones de grupos rebeldes: Jahbat Al Nusra (afiliada a Al Qaeda), Frente Islámico (financiado por Arabia Saudita) y Ejército Sirio Libre. En ocasiones han luchado entre sí, en ocasiones se han unido para luchar coordinadamente contra las fuerzas de Assad o el Estado Islámico. Y por el último el Estado Islámico, que lucha contra todos, aspira a consolidar el Califato. Su poder creció en torno a Aleppo apuñalando por la espalda a otros grupos que luchaban contra Assad.
Mañana mismo podría colapsar el Califato en Siria o el régimen de Assad, pero el vacío dejado sería ocupado por radicales islamistas aliados de Al Qaeda o de inspiración wahabí que lucharían por el poder. Por tanto, intervenir militarmente en Siria sería sólo la fase I de una campaña que nos obligaría a decidir sobre el futuro del país. ¿Aceptamos la supervivencia del régimen con tal de derrotar al Estado Islámico? ¿Fracturamos el país según las líneas de frente para asegurar a kurdos, alawitas, drusos y sunníes la hegemonía en los cuatro países nacientes? "
Y AHORA ESTE OTRO TEXTO
"Las decapitaciones y el mal Publicado el 18 noviembre, 2014
El Emirato Islámico publicó un vídeo el pasado domingo día 16 en el que aparentemente aparecía decapitado el ciudadano estadounidense Peter Edward Kassig, secuestrado desde el año pasado. Queda ahora todavía otra ciudadana estadounidense en manos del Emirato Islámico. Al parecer el presidente Obama habría ordenado revisar la política respecto a rehenes estadounidenses. No se trata de la primera decapitación de rehenes occidentales y parece que la prensa ha decidido darle un perfil bajo a la noticia para no hacerle el juego a lo que es una pieza de propaganda.
Ahora el Emirato Islámico es ya de sobra conocido por el público pero me gustaría recordar que cuando de forma aperentemente súbita el entonces llamado Estado Islámico de Iraq y el Levante (ISIS en inglés) se apoderó de un gran espacio en Iraq surgieron teorías conspiranoicas sobre su origen. Que si la CIA. Que si el Mossad. Evidentemente, la expansión de ISIS no pilló por sorpresa a quienes estábamos prestando atención al conflicto de Siria. Pero parece que la gente que no es capaz de procesar la realidad por culpa de sus prejuicios ideológicos necesita reiventarla a través de las teorías conspiranoicas.
Cuando aparecieron los primeros vídeos de rehenes occidentales decapitados por el Emirato Islámico circularon teorías de que los vídeos eran falsos y que todo era un montaje creado en Estados Unidos para predisponer a la opinión pública a favor de una supuesta invasión de Siria (por el petróleo, por supuesto). Alguno vio la necesidad entonces de explicar “por qué los rehenes decapitados por el Estado Islámico muestran tanta calma en los vídeos”. Tengo la sensación de que a más de uno le cuesta aceptar la existencia ahí fuera de un mal absoluto que tiene a Occidente por enemigo. Supongo que quisieran seguir encerrados en su burbuja donde Estados Unidos e Israel representan el Mal y el resto son luchadores por la libertad.
El fenómeno de las decapitaciones no es nuevo. Recordemos el caso del periodista David Pearl, asesinado en Pakistán en 2002. Dos años después, el grupo que más tarde se convertiría en el Emirato Islámico de Iraq decapitó a Nicholas Berg en Iraq. Por aquel entonces, en España el Comité de Solidaridad con la Causa Árabe apoyaba moralmente a la insurgencia armada contra la ocupación estadounidense. Vemos que siempre hay un occidental fascinado por el buen salvaje dispuesto a expresar su apoyo a los personajes más siniestros.
Recuerdo las teorías conspirativas sobre el vídeo donde decapitaban Nicholas Berg porque empleaban teorías tan peregrinas como que el vídeo había sido rodado en Estados Unidos porque la víctima llevaba un mono naranja como los presos de Guantánamo y se veía una silla de jardín de plástico blanco. Como si los monos naranjas no existieran fuera de Guantánamos y las sillas de jardín de plástico banco no existieran fuera de Occidente. Son argumentos que ahora nos resultan bastante estúpidos. Como aquella teoría de que las imágenes de la entrada de los rebeldes libios en el centro de Trípoli habían sido grabadas en un estudio. Pero supongo que esos bulos circulan porque tienen un público que necesita creer que ahí fuera no hay chiflados que pretenden imponer sus ideas medievales por la fuerza y que todo es un mal sueño producto de la propaganda de Washington. Vivir la vida con ojos adultos cuesta.
Para seguir leyendo: “Although the Disbelievers Dislike It – The Hidden Message” “Cuando el asesinato es el mensaje: El Caso Berg” (PDF)
Actualización: Corregido el enlace al artículo “Cuando el asesinato es el mensaje”
BUENO PUES ESTOS SON LOS TEXTOS
AQUI ¿ALGUIEN PIENSA ALGO SOBRE ESTO?
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2015.04.06 07:57 josema3 CONSECUENCIAS DE LA "REVOLUCIÓN VERDE" AGRÍCOLA DE LOS AÑOS 60 DEL SIGLO XX

Las compañías petroleras también controlan nuestra comida. Fueron las responsables del cambio de producción que sufrió el planeta al pasar a una agricultura a gran escala basada en el petróleo.
En un principio, la mayoría pensó que la “revolución verde” de los años 60 y 70 del siglo XX era algo bastante positivo.
Sin embargo, se basó en la plantación de enormes campos con un solo cultivo, usando grandes cantidades de fertilizantes, herbicidas y pesticidas cuyos componentes básicos eran derivados del petróleo.
La “revolución verde” fue una idea del Departamento de Ciencias Naturales de la Fundación Rockefeller junto con importantes empresas agrícolas.
La agricultura basada en el petróleo proporcionaba un enorme volumen de nuevos beneficios para la industria del petróleo pero nunca cumplió con las promesas de acabar con el hambre y promover la salud.
Inicialmente, “la revolución verde” aumentó la productividad porque cada trozo de terreno se utilizaba para la producción inmediata aunque los verdaderos costes los estamos viendo ahora.
Los contribuyentes pagan miles de millones en subsidios a las grandes empresas agroindustriales. Las pequeñas plantaciones familiares han desaparecido, la biodiversidad se ha destruido.
Los químicos tóxicos envenenan a los trabajadores de las plantaciones y contaminan la tierra, el agua y nuestro suministro de comida, poniendo en peligro la salud de todos nosotros.
Hoy en día, aproximadamente una de cada siete personas de todo el mundo no tiene lo suficiente para comer.
Las grandes empresas que nos han introducido las sustancias químicas en la agricultura industrial, hablaban de tres instrumentos para consolidar la cadena alimenticia:
Primero, la ingeniería genética como un método de control; segundo, patentar las semillas y la vida como una medida de control: Declarar las semillas como propiedad privada, calificar de delincuentes a los agricultores que guarden semillas como si esto fuera un delito contra la propiedad intelectual.
Y tercero, los llamados tratados de libre comercio que privarían a los ciudadanos de a pie y a los agricultores del derecho a guardar semillas.
El último paso que se ha dado ha sido el del diseño de una tecnología de exterminación para crear semillas estériles para aumentar todavía más la dependencia que tiene la humanidad de un puñado de compañías.
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2014.08.07 17:40 Epikoinos Inclusión de las MTC (Medicinas Tradicionales Complementarias) en el Servicio Nacional de Salud, según recomendaciones de la OMS (Organización Mundial de la Salud) programa 2014-2023.

La estrategia de la OMS(Organización Mundial de la Salud) para el periodo 2014-2023 examina la contribución que la MTC (Medicina Tradicional Complementaria) puede efectuar en favor de la salud, en particular en lo relativo a la prestación de servicios de salud, y establece medidas prioritarias hasta 2023. http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/95008/1/9789243506098_spa.pdf
La estrategia de la OMS para el periodo 2014-2023 es una respuesta eficaz y dinámica a la resolución de la Asamblea Mundial de la Salud sobre medicina tradicional.
WHA62.13. Medicina tradicional. En: 62ª Asamblea Mundial de la Salud, Ginebra, 18- 22 de mayo de 2009. Resoluciones y decisiones, anexos. Ginebra, Organización Mundial de la Salud, 2009 ^(WHA62/2009/REC/1; http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA62-REC1/WHA62_REC1-sp-P1.pdf, visitado el 3 de septiembre de 2013:19–21.)
La OMS alienta a los Estados Miembros a considerar la MTC como una parte importante del sistema de salud y se basa en la labor iniciada con la Declaración de Beijing, adoptada en 2008 por el Congreso de la OMS sobre Medicina Tradicional.
Esta nueva estrategia es un documento importante para los Estados Miembros, las partes interesadas en la MTC y la OMS en lo concerniente a la integración de la MTC en los sistemas de salud de los países.
La estrategia pone de relieve los progresos de investigación y desarrollo en materia de MTC y reconoce la experiencia adquirida durante la aplicación de la estrategia de la OMS sobre medicina tradicional 2002-2005 y las estrategias farmacéuticas de la OMS.
^(Estrategia de la OMS sobre medicina tradicional 2002-2005 , el primer documento de estrategia preparado por la OMS en esa esfera; Secciones sobre medicina tradicional de la estrategia farmacéutica 2004-2007 de la OMS ; y Componentes de medicina tradicional de la estrategia farmacéutica de la OMS 2008-2013)
Cobertura sanitaria universal e integración de la MTC (Medicina Tradicional Complementaria)
En la 65ª Asamblea Mundial de la Salud (mayo 2012), la Dra. Margaret Chan, Directora General de la OMS, declaró que “la cobertura sanitaria universal representa la mejor manera de consolidar los adelantos logrados en la década precedente. Es la mayor expresión de equidad, el fundamento de la labor de la OMS a medida que seguimos adelante”
^(Organización Mundial de la Salud. 65ª Asamblea Mundial de la Salud, 2012: Alocución de la Dra. Margaret Chan, Directora General, a la 65.a Asamblea Mundial de la Salud ^(A65/3, 21 de mayo de 2012).).
El logro de la cobertura sanitaria universal se estableció como uno de los objetivos generales del Duodécimo Programa General de Trabajo de la OMS, 2014-2019
^(Organización Mundial de la Salud. 132.a reunión del Consejo Ejecutivo de la OMS: Proyecto de Duodécimo Programa General de Trabajo. EB132/26, 21 de diciembre de 2012. http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB132/B132_26-en.pdf).
La finalidad de la cobertura sanitaria universal consiste en asegurar que todas las personas puedan acceder a servicios sanitarios de promoción, prevención, rehabilitación y curativos de calidad suficiente para garantizar su eficacia y, al mismo tiempo, evitar que esas personas deban afrontar vicisitudes financieras derivadas del pago de los servicios. La cobertura sanitaria universal está estrechamente relacionada con la consecución “del grado máximo de salud que se pueda lograr”, según se manifiesta en la Constitución de la OMS y en el concepto de salud para todos.
El camino hacia la cobertura sanitaria universal debe superar los obstáculos a los que se enfrentan las personas para acceder a servicios de atención de salud, en particular la fragmentación de esos servicios y la falta de focalización en el paciente.
La MTC de calidad podría efectuar una contribución positiva para alcanzar la cobertura sanitaria universal. Desde el decenio de 1990, compañías de seguro públicas y privadas de muchos países cubren algunas prestaciones de MTC. No obstante, en muchos países europeos aún no se ha establecido debidamente la reglamentación ni el registro de la MTC.
En esos países, el número de médicos interesados en MTC va en aumento, un fenómeno que puede reforzar las probabilidades de reembolso. Por ejemplo, numerosos médicos franceses son especialistas en acupuntura y homeopatía, servicios cuyos costos reembolsa el seguro social cuando los prestan o prescriben médicos.
Desde 1997, la Mutualité Socialiste Tournai-Ath de Bélgica reembolsa parcialmente determinados tratamientos complementarios/alternativos, incluidos los medicamentos homeopáticos. En Finlandia, los tratamientos de acupuntura y otros de carácter complementario/alternativo pueden ser cubiertos por la institución de seguro social (Kela) a condición de que los dispense un médico alopático. En Alemania, los planes de seguros públicos y privados ofrecen el mismo tipo de cobertura para algunos tratamientos complementarios/alternativos.
En vista de que la MTC puede mejorar la salud de las personas, su adecuada integración en los sistemas nacionales de salud ofrecerá a los usuarios posibilidades de elección más amplias cuando deseen recurrir a esos servicios. Si bien la integración puede ser sumamente apropiada para tratar enfermedades crónicas o promover la salud, en determinadas circunstancias podría contribuir también al tratamiento de enfermedades agudas.
La Dra. Margaret Chan, Directora General de la OMS, también se refirió a la integración adecuada en los siguientes términos: *“No tiene por qué haber conflicto entre la medicina tradicional y la medicina occidental. En el marco de la atención primaria, ambas pueden combinarse de forma armoniosa y beneficiosa, en un sistema que aproveche lo mejor de cada una y compense también las deficiencias de cada una. Ahora bien, esto no es algo que vaya a ocurrir espontáneamente: es preciso tomar deliberadamente decisiones normativas. Pero es posible hacerlo”
* Chan M., Alocución ante el Congreso de la OMS sobre medicina tradicional, Beijing, noviembre de 2008. Ginebra, Organización Mundial de la Salud, 2008. ^(http://www.who.int/dg/speeches/2008/20081107/en/index.html#
RESUMEN ESTRATEGIA DE LA OMS para el periodo 2014-2023: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/95008/1/9789243506098_spa.pdf
La Medicina Tradicional Complementaria (MTC) es una parte importante y con frecuencia subestimada de los servicios de salud. En algunos países, la medicina tradicional o medicina no convencional suele denominarse medicina complementaria. Históricamente, la medicina tradicional se ha utilizado para mantener la salud, y prevenir y tratar enfermedades, en particular enfermedades crónicas.
La estrategia de la OMS sobre medicina tradicional 2014-2023 se desarrolló en respuesta a la resolución de la Asamblea Mundial de la Salud sobre medicina tradicional
WHA62.13 WHA62.13. Medicina tradicional. En: 62ª Asamblea Mundial de la Salud, Ginebra, 18- 22 de mayo de 2009. Resoluciones y decisiones, anexos. Ginebra, Organización Mundial de la Salud, 2009 ^(WHA62/2009/REC/1; http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA62-REC1/WHA62_REC1-sp-P1.pdf, visitado el 3 de septiembre de 2013:19–21.).
Los objetivos de la estrategia consisten en prestar apoyo a los Estados Miembros a fin de que:
--Aprovechen la contribución potencial de la MTC a la salud, el bienestar y la atención de salud centrada en las personas, y
--Promuevan la utilización segura y eficaz de la MTC a través de la reglamentación y la investigación, así como mediante la incorporación de productos, profesionales y prácticas en los sistemas de salud, según proceda.
La estrategia tiene la finalidad de ayudar a los Estados Miembros a desarrollar políticas dinámicas y aplicar planes de acción que refuercen el papel de la medicina tradicional en el mantenimiento de la salud de las personas. La estrategia se orienta a profundizar la estrategia de la OMS sobre medicina tradicional 2002-2005, en cuyo marco se examinó la situación de la medicina tradicional en el mundo y en los Estados Miembros, y se establecieron cuatro objetivos básicos, a saber:
--Política: cuando sea posible, integrar la medicina tradicional en los sistemas nacionales de salud mediante el desarrollo y la aplicación de políticas y programas nacionales sobre medicina tradicional;
--Seguridad, eficacia y calidad: promover la seguridad, eficacia y calidad de la medicina tradicional mediante la ampliación de la base de conocimientos y la prestación de asesoramiento sobre normas reglamentarias y de garantía de la calidad;
--Acceso: mejorar la disponibilidad y asequibilidad de la medicina tradicional, y especialmente el acceso de las personas pobres;
--Uso racional: promover el uso terapéutico racional de la medicina tradicional entre los profesionales y los usuarios.
Ello exigirá que los Estados Miembros determinen sus respectivas situaciones nacionales en relación con la MTC, y ulteriormente desarrollen y apliquen políticas, reglamentos y directrices que reflejen esas situaciones. Los Estados Miembros pueden afrontar esos problemas mediante la organización de actividades en los tres sectores estratégicos siguientes:
  1. construcción de la base de conocimientos que permitirá gestionar activamente la MTC por medio de políticas nacionales apropiadas que tengan en cuenta y reconozcan el papel y las posibilidades de la MTC;
  2. Fortalecimiento de la garantía de calidad, la seguridad, el uso adecuado y la eficacia de la MTC mediante la reglamentación de los productos, las prácticas y los profesionales, así como la formación y capacitación, el desarrollo de aptitudes, los servicios y los tratamientos;
  3. fomento de la cobertura sanitaria universal a través de la integración de la MTC en la prestación de servicios de salud y la autoatención de salud, aprovechando sus posibilidades para contribuir a mejorar los servicios y los resultados sanitarios y asegurando que los usuarios puedan tomar decisiones con conocimiento de causa en lo que concierne al cuidado de su propia salud.
En Suiza, la tasa media de utilización de la MTC desde 1990 (personas que han recurrido a la MTC) es del 49%
Frass, M. et al. Use and Acceptance of Complementary and Alternative Medicine Among the General Population and Medical Personnel: A Systematic Review. The Ochsner Journal, 2012, 12(1: 45-56.).
En 1998, el Departamento Federal de Asuntos Internos decidió que entre 1999 y 2005 el seguro médico obligatorio (KLV) cubriría cinco terapias complementarias, a saber, medicina antroposófica, homeopatía, terapia neural, fitoterapia y medicina tradicional china (más precisamente la terapia herbaria tradicional china, siempre que el servicio fuera prestado por un médico habilitado para ejercer la medicina complementaria y alternativa. Mientras tanto, el Gobierno de Suiza estableció un programa de evaluación de la medicina complementaria y alternativa (PEK), que estaba desempeñando un papel creciente en el sistema sanitario del país, con el fin de determinar su función y eficacia. Según los resultados de esa evaluación, los profesionales de medicina complementaria y alternativa se diferencian de los médicos convencionales por el carácter, la ubicación y los recursos técnicos de sus prácticas.
En 2009, más del 67% de los votantes del país apoyó la introducción de un nuevo artículo constitucional relativo a la medicina complementaria y alternativa, a raíz de lo cual algunas terapias complementarias se han reintroducido en el programa básico de seguro médico disponible para todos los ciudadanos suizos
.El artículo constitucional sobre medicina complementaria y alternativa probablemente acelerará el establecimiento de enseñanzas obligatorias para los estudiantes de medicina, la normalización de la capacitación, y la habilitación para practicar terapias complementarias, tanto para profesionales médicos como no médicos, así como la disponibilidad de productos de medicina complementaria y alternativa en Suiza
European Committee for Homeopathy ^(ECH. Report on Swiss Report on the Complementary Medicine Evaluation Programme PEK. European Committee for Homeopathy ECH, 2005. http://www.portalhomeopatia.com.bdocumentos/Report%20on%20PEK%20study.pdf, visitado el 31 de julio de 2013.). ^
OBJETIVO ESTRATEGICO 3: Promover la cobertura sanitaria universal por medio de la apropiada integración de los servicios de MTC en la prestación de servicios de salud y la autoatención de salud
Se reconoce, cada vez más, que la MTC segura y eficaz puede contribuir a mejorar la salud de nuestras poblaciones. Uno de los interrogantes más importantes planteados acerca de la MTC en los últimos años consiste en determinar cómo podría contribuir a la cobertura sanitaria universal mediante el mejoramiento de la prestación de servicios en el sistema de salud, especialmente en el marco de la atención primaria de salud; en ese contexto, el acceso de los pacientes a los servicios de salud y una mayor conciencia respecto de la promoción de la salud y la prevención de enfermedades son cuestiones esenciales.
La cobertura de seguro para productos, prácticas y profesionales de MTC varía ampliamente, desde la plena inclusión en los planes de seguro, hasta su exclusión total, que obliga a los usuarios a pagar de su bolsillo todos los servicios y productos de MTC. Al mismo tiempo, cada vez más datos confirman que la inclusión de la MTC en los planes de cobertura sanitaria universal permite aliviar la presión sobre el sistema y reducir los gastos. Esto explica por qué es importante que los Estados Miembros consideren la manera de integrar más ampliamente la MTC en sus sistemas de salud y planes de cobertura sanitaria universal.
Para que la MTC desarrolle plenamente sus posibilidades se deberá informar a las personas acerca de los posibles riesgos y beneficios que supone complementar con la MTC su acceso a la medicina convencional. La comunidad de MTC deberá mejorar y ampliar la información que ofrece a los usuarios sobre productos, prácticas y profesionales, a fin de permitir que estos tomen decisiones fundamentadas. Los Estados Miembros deberían alentar la cooperación y el intercambio de información entre profesionales de la medicina convencional y de la MTC. La información de fácil comprensión es esencial para la utilización segura y adecuada de la MTC en el marco de la autoatención de salud. Para ello, se alentará a los pacientes a que informen a sus profesionales sanitarios habituales acerca de su uso de productos de MTC.
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