Que data do início de

EU SOU UM LIXO

2020.10.26 00:23 ArthBSN EU SOU UM LIXO

Outro dia eu tive uma briga com os meus pais por conta de um erro que eu cometi (e que poderia facilmente ter sido evitado se eu tivesse um pingo de responsabilidade).
No início tentei permanecer calmo e concordar com eles, pois estava ciente de que tudo aquilo era culpa minha. Porém, houve um momento em que fiquei muito estressado e acabei perdendo a cabeça, o que me fez tocar em um ponto em que não devia.
Disse ao meu pai que ele era um péssimo exemplo pra mim (o que é, por motivos pessoais, um assunto extremamente sensível para ele).
Desde então, meu pai está muito triste e chateado, e não nós falamos direito há 5 dias. Tentei pedir desculpas, mas não adiantou muito, até porque o que eu fiz foi imperdoável.
Daqui a 3 dias é meu aniversário, e normalmente eu fico muito animado, só que dessa vez eu não tô nem aí. Só uma data idiota pra lembrar do dia que o PIOR LIXO QUE JÁ EXISTIU chegou no mundo.
Eu é que sou um péssimo filho, não devia nem ter nascido.
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2020.10.19 05:02 nuterson Eu me sinto extremamente cansado.

Sei lá. Sou um jovem de 19 anos que passa por uma temida fase por muitos da minha idade - passar pelo vestibular e ingressar numa faculdade. No início do ano confesso que eu estava ansioso por um mundo novo que é o cursinho, pegar pesado nos estudos e conhecer novas pessoas, mas com a pandemia e as aulas a distância veio um desânimo enorme e uma sensação de vazio, impotência e insuficiência gigante. Parece que por mais que eu tente, não consigo estudar - me sinto desanimado, cansado, lento e desatento, os professores aceleram o ritmo para cumprir as datas e eu simplesmente não consigo acompanhar as aulas. Ou eu fico atrasado na matéria (em questão de estudos, geralmente consigo copiar) ou me sinto uma anta por não entender nada que foi explicado às pressas num slideshow. Não sei como vou passar no vestibular, mas eu realmente estou tentando e parece que o esforço está sendo pouco recompensado. Eu realmente gostaria de poder parar, respirar e me distrair um pouco, mas nesse mundo louco existe cobrança vindo de todos os lados e uma tara enorme pela produtividade e pelo sucesso que genuinamente me afeta de maneira negativa . Enfim, eu estou profundamente cansado e preciso aprender a conciliar os estudos com o descanso, mas o que mais me incomoda é saber que eu não consigo e me sinto extremamente insuficiente por isso.
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2020.10.18 19:40 AldoStillMyBoy Preciso de ajuda com um desafio

Oi galera do sub, beleza? To tentando resolver um desafio para uma vaga de estágio mas empaquei e gostaria da ajuda de vocês. O desafio é o seguinte: temos um controlador de faltas de funcionários de uma empresa e precisamos mostrar quais funcionários estão de férias ou doentes. Fiz uma funçãozinha que lê o arquivo com as faltas dos funcionários e vai criando uma array com o nome de quem aparece marcado como de férias. O problema é que qualquer funcionário que já tenha estado de férias ou doente vai para essa array, oque torna ela meio inútil. Vocês tem alguma sugestão de como fazer pra colocar somente os funcionários atualmente de férias ou doente? No arquivo com as faltas tem as datas de início e fim das folgas mas nunca mexi com datas. Pensei em um if comparando a end_date com o dia atual mas não sei se tem como fazer isso. Tem alguma função no ruby pra pegar a data atual? Alguma sugestão?
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2020.10.16 00:53 Liderk21 Primeiro emprego

Eu sinceramente não sei muito bem por onde começar, mas cerca de um mês atrás participei de um processo seletivo para o cargo de jovem aprendiz, o qual fui selecionado, estava tudo bem até ai, eis que começa o período da entrega de documentos até o dia de hoje.
Na entrega de documentos foi tudo ok, nada parecia estar errado, mesmo já sendo bem evidente o quão desorganizada parece ser a empresa, algo que ficou extremamente evidente no dia em que fui ao escritório para assinar meu contrato, sério, não tem nada de brincadeira, me pediram para estar lá às 9h e como sempre eu tenho o hábito de chegar mais cedo fiquei lá um tempo esperando, porém chegou o horário e solicitam que eu e outros candidatos que também estavam lá para assinar o contrato aguardem no andar debaixo, e é nessa hora que vem o desagrado, foram pouco mais de *4 HORAS* até me chamarem, sim eu cheguei lá às 9h e só fui assinar meu contrato às 13h, e mesmo diante desse caos pouco me foi informado sobre data de início ou algo parecido.
Final do mês para o início de outubro, recebo um email com datas referentes ao curso de jovem aprendiz, o que afirmo ser claramente inútil e não serve para absolutamente nada, voltando ao email, nele constava que no dia 15/10 iria iniciar a capacitação semanal, o que e partes fazia sentido, visto que no dia da assinatura do contrato me foi dito que os 10 primeiros dias seriam o curso, e as datas batiam para que no dia 15 já fosse o início da ocupação presencial. Mas o ocorrido foi completamente diferente, já sem ter qualquer informação e apenas com essas datas do email fui a empresa na manhã de hoje, fiquei cerca de 40min aguardando alguém me atender, oq no final não ocorreu já que eu tive de ir atrás da pessoa responsável em outro andar, e nesse meu encontro com a responsável a única coisa que me foi dita era que eu deveria aguardar o contato da empresa.
O que pode parecer certo, entretanto, nisso cito outra questão ridícula da empresa já faz cerca de UM MÊS que a minha CARTEIRA DE TRABALHO ESTÁ EM POSSE DELES E SIMPLESMENTE NÃO HÁ UM CONTATO PARA QUE ME INFORMEM ALGUMA COISA.
É isso precisava manifestar minha indignação e ao que tudo indica que será uma péssima primeira experiência no mercado de trabalho, confesso que me segurei um pouco hoje para não olhar para a responsável e pedir minha carteira, mesmo que sem a assinatura, pois nisso acabo perdendo outras oportunidades que poderiam ser bem melhores para mim além de que provavelmente são também lugares mais organizados.
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2020.10.09 18:13 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 2/365

Uma espécie de diário aberto: Antes de quase me afogar na 'escuridão', escrevi um livro para o meu primeiro filho; e agora curado, comecei a escrever o segundo livro para o meu segundo Príncipe, dando continuidade à história inicial.
De notar que esse segundo texto é um tanto comprido (1,98 metros de altura do autor se justificam aqui).
Antes de escrever mais para essa série motivada pela minha vitória na luta contra a depressão, quero agradecer à todas as pessoas que partilharam comigo um pouco do seu tempo para ler e comentar, além de todos os "prémios" que a minha primeira publicação recebeu (e continua a receber) e todas as pessoas que também começaram a seguir-me lá no meu humilde canal de Youtube.
Olá (quem leu a primeira publicação dessa "série" entende esse 'olá').
Pois bem; há quase que exatamente 5 anos atrás, quando as coisas ainda não estavam tão más para a minha existência, decidi escrever um livro para o meu primeiro - e possível na altura, único - filho. É para mim a história mais bonita que já escrevi e o primeiro livro infantil também, e a ideia na data era imprimir todas as páginas em folhas A4 em duas duplicatas e fazer eu mesmo as capas para os livros à mão.
- Além de ter escrito o livro, porquê é que não publiquei com uma editora (ainda)?
Bem, além de querer que 100% dos direitos da obra fossem para o meu pequeno Príncipe e não querer que a mesma tenha nenhum vínculo com uma editora, é como já disse, queria fazer somente duas cópias de forma manual e oferecer a primeira (a que considero 'original') para o meu filho (na altura só tinha e queria ter um, mas surgiu o segundo e amo 'pacas' os dois), e a segunda ficaria guardada como cópia física de segurança. A história basicamente é sobre eu e ele, e a nossa imaginação fértil, mas acabei por quase eliminar o manuscrito (juntamente com todos os outros textos meus) quando cheguei ao ponto em que se não tomasse uma decisão, não estaria vivo hoje.
Foi uma questão de mudança de último segundo a existência desse manuscrito e há alguns dias atrás voltei a lê-lo e decidi que além de publicar a história de forma totalmente independente por e para eles (agora os meus Príncipes são dois, lembra?), farei as duas cópias de forma manual como era planeado no início e guardarei para quando ambos forem adultos receberem como prenda de maioridade. Também sou motivado a não fazê-lo agora ou antes da maioridade (os livros físicos e entregar para eles) pelo facto que a minha ex-esposa destruiria os livros se eu entregasse para ela guardá-los (lembra-se da relação afetiva que tive e quase me matou? Pois bem, eu fui casado por 7 anos com ela), visto que ambos os Príncipes são muito novos ainda.
Para colocar em perspetiva: O divórcio e os meses que se seguiram ao divórcio foram um autêntico inferno, com ela a fazer de tudo para me afastar dos Príncipes (mentindo inclusive para a justiça ao dizer que eu abandonei os Príncipes quando na verdade eu não tinha onde morar - e ficou provado isso - não tinha dinheiro tampouco meios de transporte para visitá-los - ou um telemóvel para ligar para eles - e estava há mais de 30 quilómetros da casa deles; com isso e por ter ficado provado que eu não abandonei os Príncipes ela criou outros processos jurídicos absurdos que se arrastam até hoje somente com intuito de tirar mais e mais do que eu tenho conseguido alcançar aos poucos depois de sair da rua ...).
Foi tudo tão difícil pois como já tinha dito, acabei a morar na rua sem nada pelo simples facto de eu não querer dividir os bens que obtivemos durante a duração do nosso casamento ou levar nenhum bem material no final da relação, deixando tudo com ela para os meus filhos, pois mais do que eu, os eles precisam de um lugar para viver e eu sempre me virei muito bem ou sou muito bom a recomeçar a vida do zero. Valeu a pena esse sacrifício? Sim, e muito!
Mas mesmo tendi isso sido um inferno, ainda existe a parte mais difícil e que muitos pais (divorciados ou não) se irão rever, possivelmente:
Desde fevereiro que só falo com os meus dois Príncipes por videochamada por causa de toda essa questão da pandemia (e outros pontos que prefiro não expor por eles, para preservar o futuro da imagem da mãe deles, ou não ser eu influência no moldar dessa imagem caso aconteça) e decidi que mesmo estando as coisas "mais amenas" aqui em Portugal (mas a piorar agora com o espreitar do inverno), só estaria com eles quando for encontrada a cura ou se provar efetiva a obtenção de imunidade à doença; por nada desse mundo quero colocá-los em risco por uma coisa que o meu sacrifício pode evitar, afinal de contas, eles são o que de mais importante tenho nesse mundo todo ...
Voltar a ler o livro que escrevi para, agora eles, (escreverei entre esse e o próximo ano um segundo livro para dar continuidade à história e incluir o meu segundo Príncipe) despertou algumas ideias que já tenho colocado em prática e a partir de amanhã, publicarei uma página do livro por dia (inserirei o link aqui!) como tenho feito com esses textos novos e outras formas de arte que crio. Como não quero ter mais do que duas cópias físicas de cada livro, não tenho a certeza se vendo os e-books e crio uma conta poupança para os Príncipes com o dinheiro da venda das cópias digitais ou se publico somente no site que estou a construir e uso a monetização por meio da publicidade embutida nas páginas para esse fim (esse é o modo mais apelativo para mim, porque assim mais gente tem acesso aos livros e contribuem mesmo que não tenham condições financeiras para comprar um exemplar).
Digam-me o que vocês acham sobre qual é a melhor opção :)
Eis um trecho do livro e a página de abertura de 'O rei e o grande minúsculo', o livro que escrevi para os meus dois filhos:
Eu sou o Narrador e esta é a história sobre um minúsculo rapaz que vive dentro do pequeno universo que existe no meu umbigo. Neste mundo, ninguém possui um nome, apenas características físicas únicas e marcantes.
O rapaz que conheci tem uma particularidade muito semelhante à uma que tenho. Ele é alto, tão alto, que por este motivo não existe qualquer outro rapaz da sua idade com a altura próxima à dele e é inclusive muito mais alto do que todos os adultos deste tal mundo. Se o tornarmos proporcional à altura das pessoas humanas, este rapaz terá três metros enquanto a altura média de todas as pessoas é de um metro e setenta centímetros.
Conheci-o num dia em que estava eu a descansar ao sol, deitado na relva com uma camisola sem mangas, enquanto brincava com o meu microscópio imaginário e despertou em mim a curiosidade de espreitar com aquilo para o meu umbigo. Para a minha total surpresa, a primeira coisa que vi foi um amontoado de cabelos crespos pretos cheios de caracóis que parecia estar preso a um poste azul acastanhado, só que, depois de poucos segundos o poste se mexeu e assustei-me, afinal, os postes não podem andar. Ou podem?
– Olá gigante! – disse uma voz que não conseguia perceber de onde vinha.
– Estou bem aqui. – continuou ela. Levantei-me da relva e olhei à minha volta. Por mais certeza que tivesse sobre ter ouvido aquela voz, tudo apontava para o facto de estar eu sozinho ali. Corri para o muro da minha humilde casa, trepei-o para espreitar às casas dos meus vizinhos casmurros e vi que ninguém se escondia do outro lado.
– Acho que estou a sonhar acordado, novamente. – disse para mim mesmo em voz alta.
– Não gigante, não estás a sonhar. A propósito, porque é que trepaste para cima dos muros se em pé és maior do que eles? – continuou e perguntou aquela voz misteriosa. Corri para dentro da minha casa, tranquei todas as portas e janelas, fui às pressas e assustado para o meu quarto, apaguei as luzes e escondi-me na segurança que existe por baixo dos meus grandes e quentes amontoados de lençóis de seda, mantas polares e cobertores de todas as cores.
Depois disso, não voltei a ouvir aquela voz naquele dia e acabei por adormecer. Sonhei com milhares de coisas maravilhosas, entre elas doces e chocolates pois sou um narrador um tanto guloso; sonhei com os infinitos momentos de diversão com os meus amigos, com o meu pequeno Príncipe e por fim, para não fugir à regra, sonhei que dormia também ...
Espero que quando os meus Príncipes lerem essa história que escrevi em especial para eles, sintam o que queria transmitir nessa altura em que pouco conseguem entender dos sentimentos humanos e para que encontrem nas minhas palavras tornadas ficção, a voz deles que muito me tem ajudado nessa luta e nova fase da minha vida. E que essa voz os ajude nas fases mais difíceis da vida, e relembrem também os momentos mais felizes.
Também espero que você que me lê novamente hoje, goste de tudo o que pretendo partilhar e se que se existir alguém importante para você, use-a como motivação para lutar contra todas as coisas que não fazem bem, e que esses livros que publicarei inspirem alguém a criar e mudar o mundo, mesmo que o mundo seja só para uma pessoa :)
Com muito amor;
Aladino.
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2020.10.02 11:58 0xKubo Abrir actividade nas finanças como Trabalhador Independente

Abrir actividade nas finanças como Trabalhador Independente
Olá,
Estava aqui a explorar o portal das finanças para submeter a minha declaração de início de actividade como Trabalhador Independente, mas tenho algumas dúvidas sobre o correcto preenchimento da declaração.
1)
No primeiro ecrã temos o Tipo de Sujeito Passivo, que tem como opções:
Tipo de Sujeito Passivo
O meu trabalho vai consistir 100% em prestação de serviços onde irei passar apenas 1 recibo por mês de valor constante todos os meses. Desta forma, presumo que a opção correcta para mim seja Cat.B-Rend. Profissionais, certo?
2)
O serviço que vou prestar será como Eng. Informático, por outras palavras, programador. Ou seja, a minha Actividade Principal será definida com o Código CIRS 1332 - PROGRAMADORES INFORMATICOS, certo?
2.1)
Com base nesta lista de CIRS não vejo nenhum outro que faça sentido colocar como Actividades Secundárias, certo? Mas também temos esta lista de CAES. Será que faz sentido adicionar o CAE 62010 e/ou o 62020 como Actividades Secundárias? Recomendam que adicione algum outro CIRS/CAE como Actividades Secundárias?
3)
No terceiro ecrã posso definir a Data do Início de Actividade:
Dados Relativos à Actividade Esperada
Ainda não é certo mas só devo passar o meu primeiro recibo em Dezembro e para usufruir da isenção da Segurança Social nos primeiros 12 meses após iniciar actividade pela primeira vez, presumo que o ideal a colocar neste campo seja uma data qualquer em Dezembro, certo?
3.1)
Contudo, dava-me algum jeito começar a comprar algumas coisas relativas à actividade (material informático e de escritório) já agora em Outubro, e colocar essas despesas para IRS e/ou recuperação do IVA. Isso é possível ou só as compras efectuadas após a Data do Início de Actividade é que podem ser contabilizadas para efeitos de despesa relativos à actividade e/ou recuperação do IVA?
3.2)
Se o caso exposto em 3.1 não for possível e eu iniciar actividade a 10 de Outubro (por exemplo) e efectuar as respectivas compras após da Data do Início de Actividade, presumo que agora já possa colocar essas despesas para IRS e/ou recuperação do IVA. No entanto, se o meu primeiro for só em Dezembro, vou perder 2 meses de isenção da Segurança Social, certo?
4)
Se eu pretendo que o meu NIF fique disponível no VIES para fazer compras sem IVA no site da Amazon (por exemplo), suponho que a única opção a marcar para isto seja a Aquisições Intracomunitárias apresentada na imagem em 3), certo?
5)
No terceiro ecrã temos ainda a configuração do IVA:
IVA
5.1)
Tanto quanto sei, devo preencher Não para o Anexo-E, certo?
5.2)
Quanto ao Vol. de Negócios é que estou um pouco confuso... O cliente para qual irei passar todos os meus recibos é Americano, pelo que não preciso de lhes cobrar o IVA pelos meus serviços (Artigo 6.º do código do IVA). Desta forma, que valor colocar aqui? Zero?
6) Por fim, ainda no mesmo ecrã, temos a configuração do IR:
IR
Supondo que passo um recibo de 5000€ todos os meses, o valor a colocar aqui será 60000 (5000 * 12 meses), certo? Ou estou a fazer as contas mal?
6.1)
Sendo isto apenas uma estimativa, se num determinada mês qualquer receber mais ou menos um bocado por qualquer motivo, não tem problema, certo?
7)
No quarto ecrã temos o seguinte:
Oper./Op.IVA/Reemb.
E aqui não faço ideia das configurações que devo fazer na minha situação explicada nos pontos anteriores. Relembro que o cliente é Americano para o qual irei prestar serviços a 100%, não irei vender algum tipo de produtos, mas irei comprar material para exercer a minha actividade, tanto em lojas nacionais como intrenacionais como a Amazon. Conseguem-me ajudar a perceber que caixinhas devo marcar?
8)
Por fim, no último ecrã temos o seguinte:
Regimes Especiais de Tributação
À semelhança do ponto anterior, não bem ideia se devo preencher alguma coisa aqui ou não. Conseguem-me ajudar a perceber que caixinhas devo marcar?
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2020.09.28 14:37 Vedovati_Pisos Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!

Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!
Os primeiros cavalos chegaram ao Brasil na época do descobrimento, mas só por volta de 1800 alguns animais de elite começaram a ser enviados para cá. A partir daí, deu-se início a formação do cavalo Mangalarga Marchador.
O Margalarga deveria ser chamado de cavalo Junqueira, mas acabou ganhando o nome Mangalarga. Uma história que começou em 1750 quando João Francisco Junqueira conseguiu com a coroa uma imensa faixa de terra na região do Sul de Minas Gerais, em Cruzilia, para plantar, criar gado e cavalos.
História do Mangalarga Marchador
A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.
A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dóceis e próprios para a montaria.
Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.
Quando Portugal foi invadido pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte, inúmeras fazendas de criação de cavalos da raça Alter, inclusive a Coudelaria Alter do Chão, foram saqueadas. Nos anos subseqüentes, os cavalos Alter remanescentes no país foram cruzados com diversas raças, principalmente com a raça Árabe.
Mas quando D. João deixou Portugal, trouxe para o Brasil alguns dos melhores eqüinos da Coudelaria Alter do Chão. Dos animais que vieram para o Brasil antes da invasão francesa e, portanto, puro exemplares da raça Alter, descende o garanhão ‘Sublime’, considerado o marco inicial da raça Mangalarga Marchador.
A tradição oral nos conta que em 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, teria recebido como presente do Imperador o garanhão Sublime. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas na Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas (a fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira), daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador. As primeiras crias desses cruzamentos foram também chamadas de Sublime.
Quanto às éguas brasileiras utilizadas nos cruzamentos, estas foram originadas dos primeiros animais introduzidos no Brasil pelos colonizadores, sendo a maioria de sangue Berbere e Andaluz.
Desde o início dos trabalhos de sua seleção, Gabriel Francisco Junqueira levou em consideração o andamento cômodo, a resistência, rusticidade e o brio dos animais de sua criação. Naquela época, como o cavalo era o único meio de transporte, a notícia da existência de cavalos de andamento cômodo na Fazenda Campo Alegre despertou um grande interesse em todo o Sul de Minas e vários criadores adquiriram animais do Barão de Alfenas.
Alguns pesquisadores, porém, apontam algumas contradições assim como relatos dos descendentes diretos do Barão de Alfenas que não apóiam esta versão. Segundo os mesmos, as datas, tipo de cavalo presenteado, origem do cavalo, etc. não são compatíveis com dados históricos da época.
(Sugerimos a leitura da seção O Barão de Alfenas, do livro MANGALARGA MARCHADOR – E os outros Cavalos de Sela no Brasil de Rosalbo F. Bortoni, para entender melhor a participação do Barão de Alfenas na origem do Mangalarga Marchador.)
Responsáveis
A História do Mangalarga está intimamente ligada à História dos homens que povoaram o Sul de Minas, a partir dos primeiros anos do século XVII. Estes primeiros habitantes da região eram mineradores, atraídos pelas noticias que se espalharam da ocorrência de muito ouro nos rios e ribeiros daquelas terras.
Com o passar dos anos, a mineração foi sendo substituída pela agropecuária, com especial atenção para gado leiteiro e eqüinos para o trabalho.Algumas das famílias que se instalaram nesta região tornaram-se ancestrais de várias das mais tradicionais famílias mineiras, como os Junqueiras, os Resendes, os Andrades, os Meirelles, os Reis, os Ferreiras, os Carneiros, para citar apenas algumas.
Houve deslocamento dos que se interessaram pela agropecuária para a região de Baependi, Aiuruoca e São Tomé das Letras, onde já havia alguns moradores. Ali, nas terras mais férteis e nos campos mais vastos e de melhor topografia, os novos habitantes encontraram melhores condições para o que pretendiam, que era desenvolverem-se na agropecuária.

Foi então que se iniciou a seleção dos cavalos que viriam a ser os Mangalarga.
O Início do Mangalarga Marchador
Uma das famílias que se instalou na região das Comarcas de Baependi e Aiuruoca foi a de Helena Maria do Espírito Santo, que se casou com João Francisco Junqueira, o patriarca da família Junqueira.
Os descendentes de Helena Maria e João Francisco, ao começarem a trocar suas atividades de mineração pela agropecuária, desenvolveram um tipo de cavalo de porte médio, bastante forte, rústico e de boa ossatura. O andamento variava do diagonalizado até o lateralizado puro.
A seleção inicial se fez principalmente visando o andamento cada vez mais cômodo, trabalho esse que veio resultar na marcha batida ou picada, conforme a localização de cada núcleo. Naqueles mais próximos à região de maior influencia da mineração a preferência era pela marcha picada. Nos mais próximos a Baependi, Aiuruoca, São Tomé das Letras, em que a atividade principal passara a ser a pecuária, havia clara preferência pela marcha batida.
O essencial, entretanto, era que o cavalo fosse rústico, confortável para o cavalheiro, frugal e esperto.

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Houve, portanto, uma seleção natural e os animais mais capazes e que atendiam os objetivos dos criadores deram os primeiros passos para o aparecimento das linhagens.
Início das Linhagens
As primeiras notícias que se têm sobre seleção e aprimoramento de cavalos são a partir de João Francisco Filho, com maior ênfase para a atuação de José Frausino, seu filho (filho e neto, respectivamente, de Helena Maria Espírito Santo e João Francisco Junqueira), que estabeleceram-se na Fazenda do Favacho.
Fazenda Campo Alegre
Propriedade do patriarca da família Junqueira, João Francisco Junqueira. Ali nasceu, em 1782, seu filho Gabriel Francisco Junqueira, depois Barão de Alfenas. Gabriel Francisco se casou com Ignácia Constança de Andrade e tiveram 10 filhos. Entre eles, dois se destacaram na criação de cavalos: Francisco Gabriel de Andrade Junqueira, chamado Chiquinho do Cafundó, de quem descendem os proprietários da Fazenda Tabatinga, e Antônio Gabriel Junqueira, da Fazenda Narciso, onde também se criaram famosos reprodutores da raça.
A Gabriel Francisco Junqueira, que continuou residindo na Fazenda Campo Alegre, é creditado o mérito de ter criado um tipo peculiar de cavalos, assim como a fixação do andamento marchador desses animais, tudo a partir de cruzamentos feitos de suas éguas com um garanhão que lhe fora presenteada pelo então Imperador do Brasil.
A tradição oral conta que em 1812, Gabriel Francisco, o Barão de Alfenas, teria sido presenteado pelo Imperador com um reprodutor da raça Alter. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas, daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador.
Apesar das controvérsias em relação a essa história, não resta a menor dúvida de que ele criava cavalos. E que Gabriel Francisco, juntamente com um sobrinho, José Frausino, se preocupou mais do que os outros com a evolução de suas montarias.
Fazenda do Favacho
Em 1828, José Frausino adquiriu para a Fazenda do Favacho um potro, chamado de Fortuna, em alusão ao alto preço pago por ele.
Fortuna foi o reprodutor que maior influência teve na fixação de um tipo, contribuindo definitivamente para a formação e fixação dos caracteres da raça Mangalarga.
A influência de Fortuna foi intensa e extensa, já que também nos animais posteriormente selecionados no Estado de São Paulo a descendência desse reprodutor foi de imensa importância.
Na Fazenda do Favacho foram gerados os Fortunas II e III. De Fortuna III, levado para São Paulo, depois de ter servido na Fazenda do Favacho por alguns anos, descendem os Fortunas IV e V, tendo voltado para a Fazenda do Favacho um descendente deles, o Armistício, que foi pai de Candidato, cavalo de imensa importância no criatório sul-mineiro em geral.
Tanto nos rebanhos de Minas Gerais, como nos de São Paulo, estes também iniciados por membros da família Junqueira, se nos detivermos numa análise genealógica, constataremos que as boas linhagens são quase todas provenientes do Fortuna.Dos Fortunas também descende Colorado, de capital importância no criatório do Mangalarga, também chamado Mangalarga Paulista.
Ainda na Fazenda Favacho, tiveram influência no correr dos anos os reprodutores: Plutão, Canadá, Duque, Calçado, Manco, Trovão, Montenegro, Jambo, Gesso, Albatroz, Fla-Flu, além dos já citados Armistício e Candidato.
Fazenda Traituba
Construída em 1831. Seu primeiro proprietário foi João Pedro Junqueira, que foi pai de João Pedro Diniz Junqueira. Uma filha deste casou-se com José Frausino Fortes Junqueira, e a partir daí a criação de cavalos tomou vulto na fazenda.
Tropa muito semelhante em tipo e aptidões à da Fazenda do Favacho, com ênfase para as qualidades funcionais do cavalo.
Garanhões que maior influência tiveram na tropa: Pégaso, Canário, Glicério, Armistício, Rádio, Rádio II, Bibelô, Beduíno, Candidato e Sátiro, sendo que este último foi para a Fazenda do Angathy, onde exerceu marcante influência.
Fazenda Campo Lindo
Fazenda Campo Lindo, de João Bráulio Fortes Junqueira (n.1837 f. 1901) e Gabriela Vitalina Diniz Junqueira.
Apaixonado pelo campo e pela pecuária, João Bráulio tornou famosa sua marca‘JB’. João Bráulio conseguiu formar tropa de grande refinamento e expressão racial, sem se descuidar das qualidades funcionais.
Pégaso, filho de Beline, serviu na Fazenda Traituba, gerando o excelente Rádio, que por sua vez gerou Sátiro, de capital importância na fixação de um tipo na Fazenda do Angathy.Da Fazenda Campo Lindo era outro reprodutor que exerceu grande influência nas tropas do Sul de Minas. Trata-se de Beline, nascido em 1901. Vejamos alguns exemplos.
No atual rebanho Herdade domina também a origem de Beline, através de Brasil e Ouro Preto JB, filhos; Londres JB, neto; Beline e Seta Caxias, bisnetos de Beline.
Clemenceau II, neto de Beline, é de uma suma importância no rebanho da Fazenda Tabatinga, já que era avô de Tabatinga Predileto e bisavô de TabatingaCossaco.
Na região de São Vicente de Minas, Beline também exerceu marcante influência. Assim é que as Fazendas Engenho de Serra, Pitangueiras, Bela Vista e Porto usaram por vários anos reprodutores ‘JB’, descendentes de Beline: Ouro Preto JB, filho de Beline; Clemenceau II JB, V-8 JF, Panchito JB e Londres JB, netos de Beline, além de Baluarte, filho de Panchito, bisneto, portanto de Beline.
Muito grande foi e é a influência dos animais da Fazenda Campo Lindo nos criatórios atuais, e muitos foram os reprodutores que continuaram na própria Campo Lindo ou influenciando outros criatórios: The Money, Farol, Rio Negro, Clemenceau I e Clemenceau II, Ouro Preto JF, Candidato, V-8, Sargento, Diamante e outros mais.
Fazenda Narciso
Criatório já extinto. Entretanto seus animais tiveram e têm marcante influência na raça Mangalarga Marchador.
Era de propriedade de Antônio Gabriel Junqueira, filho de Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas.
Quase todas as tropas daquela época foram beneficiadas por reprodutores da Fazenda Narciso, destacando-se entre eles: Abismo, Trovador, Pretinho, Primeiro, Mussolino.
Fazenda do Angathy
Construída por volta de 1782 por José Garcia Duarte, bisavô de Cristiano dos Reis Meirelles, sob cuja influência tomou vulto na Fazenda do Angathy o criatório de cavalos.
Reprodutores que influenciaram na formação e continuidade da tropa: Bônus, Mozart, Mineiro, V-8 JF, Miron, este, filho de Sátiro, cavalo vindo da Traituba e de fundamental importância na Fazenda do Angathy, além de Salmon, Veto e Yankee.
Foi da Fazenda do Angathy um dos mais célebres reprodutores da raça, o Caxias I, nascido na Fazenda Luziana, em Leopoldina. Era também da Fazenda do Angathy o garanhão de nome Angathy, registrado sob o número 1 na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador.
Linhagens de Tradição
A partir daquelas seis linhagens iniciais, a criação dos cavalos marchadores rapidamente se espalhou pela região sul-mineira, começando a alcançar regiões mais distantes, mas todas elas, inicialmente, no Estado de Minas Gerais. Hoje, porém, já se espalhou por todo o país e por alguns paises no exterior.
Muitos outros criatórios existiram na região sul-mineira. A criação do Mangalarga Marchador se deveu basicamente ao trabalho da família Junqueira. Mas sua consolidação se fez com o trabalho de grande número de pessoas. É provável que essas pessoas talvez nem estivessem imbuídas da importância que viriam a ter os animais que criavam. Eram fazendeiros que precisavam de cavalos para o trabalho. Gostavam daqueles animais que ofereciam conforto ao cavaleiro, e os criavam. Cada qual colaborou com uma pequena parcela para a fixação dos caracteres raciais e para maior divulgação da raça.
E por que ficou o nome Mangalarga Marchador?
Há várias versões e até lendas para a denominação ‘Mangalarga’. A mais consistente, segundo pesquisadores, está relacionada com a Fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro.
Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares de Gabriel Francisco Junqueira – o Barão de Alfenas -, fazendeiro do Sul de Minas e deputado na Corte.
Vez por outra os proprietários da Fazenda Mangalarga iam à Corte com os cavalos sul-mineiros. Quando alguém se interessava pelos animais, eles indicavam as fazendas do Sul de Minas como sendo a origem dos cavalos.
Quando os compradores iam ao Sul de Minas, pediam cavalos iguais aos da Fazenda Mangalarga. E com o tempo, esta referência acabou transformando-se em nome.
Outra versão diz respeito a um cavalo do Imperador que teria sido o pai desta raça e se chamava Mangalarga.
A terceira versão diz respeito à forma do cavalo movimentar as mãos (as patas) dianteiras, como se estivesse vestindo mangas largas.
A marcha é o diferencial do Mangalarga, que é diferente dos outros animais marchadores. A marcha, que é o passo acelerado, se caracteriza por transportar o cavaleiro de maneira cômoda, pois não transmite os impactos ocorridos com os animais de trote.
Durante a marcha, o Mangalarga Marchador descreve no ar um semicírculo com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para ter impulso. Marchando, ele alterna os apoios nos sentidos diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário, o tríplice apoio, momento em que três membros do Mangalarga Marchador tocam o solo ao mesmo tempo.
A fácil atuação do Mangalarga Marchador frente a obstáculos naturais demonstra sua aptidão nata para o trabalho e esportes em geral. No enduro, os animais da raça têm valorização crescente pela comodidade da marcha, que garante conforto ao cavaleiro, e pela resistência para percorrer longas distâncias.
A Exposição Nacional, a mais importante mostra do Marchador, é realizada desde 1982 pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, e reúne representantes de todos os Estados. Os cerca de 300 expositores levam à pista mais de 700 animais, todos credenciados anualmente com os títulos de Campeão ou Reservado Campeão nas exposições oficializadas pela entidade em todo o país.
Associações
Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia, cultura e caça diferentes, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades, por isto foi mais valorizada a marcha trotada que tem apoios bipedal, pois os animais de tríplice apoio, apesar de serem mais cômodos, não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto.
Devido à inevitável diferença entre os criadores de Mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, a ABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da marcha tríplice apoiada.
Mangalarga Marchador no Guinness Book
A condição de ser um animal resistente, dócil e cômodo e com regularidade permitiu ao Mangalarga Marchador entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes. Entre maio de 1991 e julho de 1993, três cavaleiros – Jorge Dias Aguiar, 64 anos, Pedro Luiz Dias Aguiar, 60 anos, e o capataz de Pedro, José Reis, 65 anos – e seis animais da raça fizeram uma cavalgada durante aqueles dois anos, entre os pontos mais distantes do Brasil, Chuí, no Rio Grande do Sul, e Oiapoque, no Amapá, pelo projeto “Brasil 14 mil”. Com o retorno a São Paulo, percorreram 19.300 quilômetros. Uma das maiores estratégias de marketing feitas com a raça, o projeto acabou transformando-se na “Cavalgada Mercosul – Projeto Brasil 14 mil”, com a inclusão da Argentina e Paraguai, totalizando 25.104 quilômetros.
Características
– Temperamento dócil
– Capacidade de percorrer longas distâncias
– Adestramento fácil e rápido
– Pode ser criado somente em regime de pasto diminuindo os custos de manutenção
Morfologia
– Cabeça triangular e pescoço piramidal
– Tronco forte com costelas bem arqueadas
– Nos membros os tendões são vigorosos e bem delineados
– Altura mínima de 1,47 e máxima de 1,57, sendo 1,52 a altura ideal

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/mangalarga-marchado
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2020.09.26 16:30 LadyHuntress_ Tenho 24 anos mas tamanho e corpo de uma criança de 12 e sou amargurada por isso

Já fiz um outro desabafo sobre isso, mas continuo tendo de desabafar pois isso é uma coisa que sempre vai me incomodar. Eu tenho 1,50 de altura e 40kg, não tenho nada de peito, teria que crescer muito pra ser considerado pequeno, é minúsculo, minha bunda então é algo inexistente, eu uso calça tamanho 14 que é número de criança e ainda assim a parte de bunda fica folgada, não sei como é usar uma calça justinha no corpo. Pra piorar meus quadris são retos como de uma criança também, NUNCA uma calça de adulto fica bonita em mim. Eu queria demais usar uma calça que ficasse justinha em mim bem bonita, como vejo outras meninas/mulheres por aí usando, queria poder usar um vestido justo, um decote, meu sonho usar um decote mas como meu busto é reto não dá certo. Já pesquisei vários vídeos no YouTube de truques pro peito parecer maior, mas os truques ensinam basicamente a levantar usando meia, sutian apertado etc, mas pra mim nada funciona pois é tão pequeno que se eu tentar "levantar" o mamilo aparece. Da impressão que a puberdade nunca chegou pra mim, sei que chegou pois sou super peluda e menstruo. Fora isso qualquer pessoa que me veja na rua acha que sou criança. E isso não é paranóia minha. As pessoas me chamam de "mocinha", pedem meu RG pra comprar bebida, uma vez uma caixa fez eu dizer a data no meu nascimento porque ela achou que meu RG era falso; sempre que falo minha idade a pessoa fala "nossa achei que você tinha 12!"; todo mundo que não me conhece me trata como criança. Os homens nunca se interessam por mim, e eu entendo eles, não tem nada em mim atraente, quem vai se interessar por alguém com corpo de criança?? Só um pedófilo. Vocês podem falar "ah mas o que importa é a personalidade e alguém gostar de você pelo que você é", mas não é isso que eu quero! Sempre que saio com minhas amigas elas são paqueradas, eu sou a mascote da turma que os caras simplesmente ignoram ou acham que é a irmã mais nova de alguém, não consigo ficar com ninguém. Eu queria que alguém me desejasse e dissesse que me acha gostosa pra car****, eu queria dar uns beijos de vez em quando, me sentir bonita, me sentir com tamanho de gente, me sentir bem com uma roupa que caia bem em mim, mas isso nunca vai acontecer. Não quero ter que ter uma coisa séria pelo resto da vida com alguém só porque essa pessoa gostou da minha personalidade. Não quero! Eu quero ser bonita, quero ser gostosa, quero ser paquerada as vezes, eu tenho vergonha do meu corpo e da minha aparencia. No início do ano fiquei com um cara mas ele nunca mais quis, provavelmente de sentiu pegndo uma criança ou se decepcionou quando viu meu corpo já que como ando coberta ele nao sabia como era. Se eu tivesse dinheiro eu faria um monte de plástica, e faria cirurgia de alongamento ósseo, mas infelizmente não tenho e por isso vou ter de passar o resto da vida amargurada e em celibato, e torcer pra na próxima encarnação minha puberdade ser completa.
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2020.09.21 22:13 SunbrasilSolar DIA 21 DE SETEMBRO, DIA DA ÁRVORE

DIA 21 DE SETEMBRO, DIA DA ÁRVORE
Hoje, dia 21 de setembro, comemoramos o dia da árvore, um dos motivos pelo qual lutamos pela energia natural e preservação do meio ambiente. Mas você sabe a importância que elas têm e como surgiu a data? Vem conosco!


A data, que é diferente em outras partes do mundo, foi escolhida em razão do início da primavera, que começa no dia 23 de setembro no hemisfério Sul.

Sabe qual a importância da árvore?
Aumenta a umidade do ar, evita erosões, produz oxigênio no processo de fossíntese, reduz a temperatura e ainda fornece sombra e abrigo para algumas espécies animais.

Ah! E uma curiosidade:
Cada região do nosso país possui uma "árvore símbolo" diferente.
Na região Norte, a castanheira;
Na região Nordeste, a carnaúba;
Na região Cetro-Oeste, o ipê amarelo;
Na região Sudeste, o pau-brasil;
Na região Sul, a araucária.

Produza a sua própria energia e preserve o meio ambiente, use energia solar!
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2020.09.21 16:18 Tamareira568 Desabafo deveras longo

Tenho quase certeza que sofro de Sindome do pensamento acelerado (Spa). Começou faz bastante tempo até, não sei a data precisa mas acho que lá pros meus 8/9 anos, no início isso não me pertubou já que era legal ter alguém tocando uma música pra mim o dia todo, mas depois de um tempo isso começou a me atrapalhar na hora de fazer as provas (ainda me atrapalha). Ano passado eu contei cada pensamento paralelo e foi uns 5 (a maioria falava muito baixo então quase não dava pra escutar, mas todos juntos falavam mais alto que eu mesmo)
Falei pra minha mãe que eu não tava bem e ela me levou em um psicólogo e o problema foi resolvido (eu nem sabia dessa síndrome, só descobri esse ano). Mas com essa confusão toda os problemas voltaram e eu não quero falar isso pra minha mãe porque não quero colocar mais coisas na cabeça dela.
Essas coisas todas geraram ansiedade, que gerou apatia e que tá me fazendo morder meu próprio braço pra sentir alguma coisa.
Eu sinto vontade de fugir para um lugar silencioso onde eu possa escutar música sem ter quem me interromper. Quando eu coloco meu fone eu crio um "mundo paralelo" onde eu estou boiando em um oceano, sem ondas (barulhos), sem ninguém, apenas eu. Sempre que alguém bate na porta do meu quando uma onda nesse meu mundo me "atropela" e isso me irrita de uma forma que dá vontade de gritar pra as pessoas pararem de ser tão barulhentas Minha cabeça já tem muito barulho, não preciso de mais.
Toda semana tem 13 provas pra fazer, todo dia eu fico assistindo 6 aulas de 50 minutos (terça e quinta tem 10 aulas). No início eu até tentei mas hoje eu fico deitado escutando rock enquanto o professor fica falando sobre Função Logaritima, Luiz De Camões, pronomes e essas coisas que estudamos na escola.
Depois de um tempo refletindo encontrei outro problema, não gosto de me ver como homem. Sou do tipo de pessoa que cria histórias quando está fazendo nada, atualmente o personagem principal (eu) sempre está sendo uma mulher, ou um homem que se veste como uma. Não é que eu me enxergo como mulher, eu apenas não gosto de ser homem (Não me pergunte o motivo, eu também gostaria de saber)
Voltando ao assunto de sons, barulhos, etc. Eu odeio quando as pessoas falam com o tom de voz de briga, provavelmente foi porque fui traumatizado por minha mãe (eu nao culpo ela, entendo que ela tava estressada com o que tava acontecendo. Mas a voz dela na maioria das vezes me irrita) As vezes a pessoa nem precisa ficar com o tom de briga, se tiver parecido eu já vou querer ou gritar pra ela calar a boca ou querer chorar ou querer ir pra um local que eu não consiga escutar isso
Tenho sentimentos positivos apenas em algumas coisas: quando eu estou jogando, escutando música, conversando com meus amigos e uma estranha sensação de calma quando eu me machuco.
Não sei se isso vai chegar até alguém ou se alguém vai me responder, só queria saber quando tudo isso vai acabar.
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2020.09.21 14:38 spetsnatz [Anúncio AMA] Pedro Coelho, Administrador da Square Asset Management

Caros amigos, regressamos do período de férias, de volta aos AMA, com uma personalidade de grande relevo no mundo financeiro, mais especificamente, dos Fundos Imobiliários: Pedro Coelho, Administrador da Square Asset Management.
Licenciado em Contabilidade e Economia, Pedro Coelho reúne uma vasta experiência em Fundos de Investimento Imobiliário, sendo um dos maiores especialistas neste sector.
A Square Asset Management é especialista na gestão de Fundos de Investimento Imobiliário, tendo cerca de 1.400 milhões de euros de activos sob gestão. Entre os quais se destaca, naturalmente, o maior fundo imobiliário aberto português e com a melhor rentabilidade líquida do mercado: CA Património Crescente. Com cerca de 800 milhões de euros sob gestão, este fundo, a cargo de Pedro Coelho, representa mais de 50% do portfólio da Square.
A Square é também a maior sociedade gestora independente de Fundos de Investimento Imobiliário Aberto em Portugal, com 11% de quota de mercado. É ainda a única sociedade gestora a ser subcontratada por grandes grupos económicos nacionais (Caixa Central de Crédito Agrícola, Grupo Montepio, Grupo Banif) para gerir os seus fundos imobiliários, sendo também a única que gere fundos abertos.
Nesta fase de pandemia que atravessamos, rodeada de incerteza em praticamente todos os sectores socioeconómicos, o sector imobiliário é um dos que suscita maiores dúvidas, por parte da sociedade em geral e da nossa comunidade em particular.
Estamos perante grandes revoluções ao nível do imobiliário, quer seja na oferta turística, comercial ou habitacional. Durante o período de confinamento obrigatório, os portugueses foram forçados a passar mais tempo nas suas casas, onde - para melhor ou pior - foi colocado em evidência alguns aspectos das habitações, nomeadamente os espaços interiores e exteriores ou ainda as localizações. Estas constatações levaram a novas tendências de mercado que poderão alterar, nos próximos tempos, o mercado de compra e arrendamento de imóveis.
Do ponto de vista dos investimentos, outras questões se levantam, tais como:
Ninguém melhor para responder a estas, e outras questões, senão o nosso convidado Pedro Coelho. Será uma oportunidade única para poderem colocar as vossas dúvidas acerca deste sector e, mais especificamente, de investimentos em Fundos de Imobiliário.
A estrutura deste AMA será semelhante à anterior, sendo a seguinte:
Por fim, gostaria de agradecer ao Pedro Coelho pela sua simpatia, disponibilidade e prontidão com que aceitou o nosso convite para este AMA. Através de todo o conhecimento e experiência que adquiriu ao longo da sua vasta carreira, o Pedro está sempre disposto a ajudar em prol da literacia financeira. Da minha parte, só posso ficar grato pela honra que nos concedeu.
Data do AMA: Sábado, 26 de Setembro às 15h00
Local: /literaciafinanceira
NOTA: Este post é apenas o anúncio, por favor coloquem as questões na thread do AMA de acordo com as regras acima descritas.
Contamos convosco!
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2020.09.21 05:42 zaratustra_da_persia Era só preconceito mesmo

Politicagem, melhor dizendo. Agora há pouco vi uma propaganda na SBT em que eles parabenizavam o povo de Israel por seus 5000 e poucos anos de história. Isso me incomodou. É normal que, para uma pessoa secular, as primeiras referências em que pensamos sejam a relação que essa (e algumas outras) emissoras tenham com o atual governo, além é claro da capacidade sobrenatural que os bolsonaristas "patrióticos" têm de honrar ao mínimo a bandeira de três nações diferentes (o que não é bem um problema, mas é contraditório).
Às vezes eu penso como um determinado programa de tv, ou mesmo a internet, pode influenciar o subconsciente do povo. Por exemplo, um brasileiro evangélico médio que tenha prestado um pouco mais de atenção na bíblia com certeza não vai achar que há muito mais tempo de história humana antes da época de Jesus (de fato, o início da história do povo hebreu data a faixa de 3000 e 2000 a.C.). O fato de essa informação ser transmitida a esse indivíduo por uma emissora que ele provavelmente segue ou admira corrobora com sua crença em uma suposta importância superestimada nessa data (de 5000 anos atrás) e ignora todo um aspecto intelectual que poderia ser mais vantajoso a ele, como a história de outros povos que foram mais relevantes ou a história da humanidade em si.
(O parágrafo acima pode ter sido um pouco exagerado)
E então eu vi que eu fique irritado porque um canal de televisão fez algo que não machucou ninguém, não ofendeu ninguém e nunca vai afetar a minha vida de jeito algum. Tipo, dá pra perceber o quão idiota eu tava sendo? Por tudo o que o povo judeu passou e sofreu ao longo de sua história é até correto que se dê alguma visibilidade a eles.
Eu esqueci que eu já tinha tomado a decisão de não me estressar com toda a m*rda ideológica que percorre por nosso país, a aceitar que sempre haverão pessoas burras e inteligentes e que ninguém nunca estará totalmente certo.
Tenho pena daqueles que perdem a paz com um comercial de 15 segundos.
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.09.14 03:04 KatarinaMolovSOP É muito difícil ter empatia dentro de casa

Hoje eu desisti. Desde muito tempo venho me sentindo um lixo por causa da pandemia. O apocalipse chegou no Brasil quando eu finalmente consegui conquistar coisas que eu lutei pra conseguir. Finalmente tinha um emprego de carteira assinada depois de 2 anos procurando, finalmente tinha conseguido passar no curso que eu tanto queria, na faculdade que eu queria, e eu finalmente estava melhorando da depressão que me acompanha desde os 14 anos.
E ai o Corona chegou na minha cidade. Não perdi o emprego, fui para home office, mas as cobranças aumentaram de maneira exponencial, e minhas aulas foram suspensas por tempo indeteminado.
Passam 6 meses e continuamos na mesma, porém a cobrança do emprego aumentou tanto, mas tanto, que eu passo mal todos os dias por causa do estresse, e minhas aulas começaram em agosto com previsão pra acabar o primeiro período na primeira semana de outubro. A ideia da faculdade foi comprimir dois períodos em 6 meses, então estou lotada de trabalho até o pescoço, e tem a depressão, ah, a fudida da depressão que me acompanha a quase 7 anos... Eu afundei nela.
Hoje de manhã na hora do café eu chorei, e chorei muito, falei pra minha mãe o tanto que eu sentia saudades de comprar um picolé no mercadinho e poder voltar a pé pra casa tomando meu picolé, sem ter que me preocupar de passar álcool na embalagem. Falei da saudade que eu sinto de andar de ônibus, de abraçar meus amigos, de ir no cinema. Falei sobre o tanto que eu sinto falta da normalidade, e que não aguento mais ficar trancada em casa por culpa de gente que não respeitou o isolamento logo no início e agora criou esse efeito cascata que nos prende em casa desde o mês 3.
Ela me disse pra parar com isso, já que todo mundo tá assim. Eu só queria ser escutada.
Depois minha tia veio perguntar como eu estou e eu comecei a chorar e disse a mesma coisa para ela, e ela me disse que isso é falta de fé.
Depois veio a minha irmã e juntou no bonde e me disse que eu choro demais e deixo todo mundo da casa mal.
Eu só queria ser escutada
E ai as três juntaram para falar que eu não devia estar triste desse jeito já que eu faço tratamento psicológico e psiquiátrico, falaram que minha terapia e meu remédio não valem de nada, já que eu continuo desse jeito. E falaram um monte, por quase duas horas. Fui desabafar e acabei levando xingo.
Bom, eu desisto. Já falei pra psicologa que eu vou parar com a terapia e agradeci ela pelas sessões que tivemos, já fiz uma lista com as despesas que eu tenho e deixei explicado onde está o dinheiro para pagar elas, e fiz uma lista com minhas contas bancárias que precisarão ser encerradas, e já escolhi minha data, que é depois do fim do meu período, já que tenho muitos trabalhos em grupo e não quero deixar ninguém na mão.
É isso, eu desisto, e vou embora assim que o período acabar. Não quero ser mais um estorvo pra essa merda chamada família. Eu já cheguei no meu limite, e já passei por muito abuso físico aqui dentro que não dá pra resumir em um só post, essa falta de pelo menos um ombro pra chorar foi a gota d'água. Daqui 4 semanas eu vou estar em paz, e é isso. Tempo suficiente pra ajeitar o que precisa ser ajeitado.
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2020.09.13 20:20 entreter-se Assista a live de Leonardo AO VIVO e Online (13/09)

Assista a live de Leonardo AO VIVO e Online (13/09)
Leonardo vai transmitir neste domingo (13) sua live show ao vivo. O início do show online está programado para começar às 16h00. Para acompanhar, você poderá acessar o canal oficial no Youtube e aproveitar a live. Gostou da live de hoje? Não esqueça de deixar seu comentário! Fique em Casa e Cante #Comigo.

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2020.09.13 01:20 entreter-se Assista a live de Rose Nascimento AO VIVO e Online (12/09)

Assista a live de Rose Nascimento AO VIVO e Online (12/09)
Rose Nascimento vai transmitir neste sábado (12) sua live show ao vivo. O início do show online está programado para começar às 21h00. Para acompanhar, você poderá acessar o canal oficial no Youtube e aproveitar a live. Gostou da live de hoje? Não esqueça de deixar seu comentário! Fique em Casa e Cante #Comigo.

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2020.09.13 00:20 entreter-se Assista a live de Zé Neto e Cristiano AO VIVO e Online (12/09)

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Zé Neto e Cristiano vão transmitir neste sábado (12) sua live show ao vivo. O início do show online está programado para começar às 20h00. Para acompanhar, você poderá acessar o canal oficial no Youtube e aproveitar a live. Gostou da live de hoje? Não esqueça de deixar seu comentário! Fique em Casa e Cante #Comigo.

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2020.09.12 02:20 entreter-se Assista a live de Marcos & Belutti AO VIVO e Online (11/09)

Assista a live de Marcos & Belutti AO VIVO e Online (11/09)
Marcos & Belutti vão transmitir nesta sexta-feira (11) sua live show ao vivo. O início do show online está programado para começar às 21h45. Para acompanhar, você poderá acessar o canal oficial no Youtube e aproveitar a live. Gostou da live de hoje? Não esqueça de deixar seu comentário! Fique em Casa e Cante #Comigo.

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2020.09.12 01:20 entreter-se Assista a live de Maiara e Maraisa AO VIVO e Online (11/09)

Assista a live de Maiara e Maraisa AO VIVO e Online (11/09)
Maiara e Maraisa vai transmitir nesta sexta-feira (11) sua live show ao vivo. O início do show online está programado para começar às 20h00. Para acompanhar, você poderá acessar o canal oficial no Youtube e aproveitar a live. Gostou da live de hoje? Não esqueça de deixar seu comentário! Fique em Casa e Cante #Comigo.

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2020.09.10 12:52 VBM97 Aston Martin: Primeiro Vettel e depois Adrian Newey?

( Link da notícia )
Tradução (se alguém perceber melhor italiano que o deepL avisem)
Podemos esperar muitas mudanças com vista em 2022. Enquanto todas as equipes se preparam, são meses de espera entre o final desta temporada e o início do programa de desenvolvimento dos novos carros. Programa este que não pode começar antes de janeiro de 2021. Pergunta: mas com quais homens? É claro que, por exemplo, a Ferrari está a movimentar-se ativamente no mercado, não sem algumas dificuldades, para conseguir convencer as pessoas certas. Mas não é a única. É preciso considerar que a contratação de técnicos de ponta leva muitos meses. Não só para convencê-los, mas também para esperar porque, uma vez feito o acordo, a "jardinagem" é bastante longa.
As únicas outras equipas que podiam pagar a Adrian Newey eram até recentemente a Mercedes e Ferrari. Mas a equipa de Brackley nunca precisou dele porque tinha e tem um departamento técnico horizontal muito forte. Enquanto a Ferrari lhe tinha feito uma oferta faraónica. Recusou para ficar em Inglaterra. Stroll, com a Aston Martin, quer construir uma equipa vencedora e pode ser uma enorme fonte de motivação, um pouco como a Red Bull foi há muitos anos atrás.
Não será possível em 2022, mas, realisticamente, com um projeto de 5 anos. A motivação de Newey na Red Bull , após os anos de domínio com Vettel, já se apagou um pouco com a introdução dos motores híbridos. Quando Newey soube que não poderia ser decisivo - segundo Marko - ele preferiu se dedicar também a outros projetos. A empresa austríaca, para mantê-lo em Milton Keynes , tinha, de certa forma, libertado, permitindo-lhe lidar também com carros protótipos para a Aston Martin (que até este ano é o principal parceiro da Red Bull ).
Entrar na casa de Vettel é o primeiro passo. Imagino que se Lawrence Stroll convenceu Sebastian a juntar-se a eles, 'o argumento técnico' terá sido muito convincente e podemos esperar mais notícias. Deste ponto de vista, parece mais claro o objectivo número um: trazer um técnico de muito alto nível. O mais bem sucedido de todos na história recente da F1, Adrian Newey. Não há pormenores sobre a duração do contrato existente entre a Red Bull e Newey, excepto que a última renovação data de 2016 quando, em antecipação da grande mudança regulamentar, Dieter Mateschitz, novamente o motivou, e o fez regressar a tempo inteiro para conceber o monolugares F1.
De alguma informação recolhida, sabemos que não será uma tarefa fácil levar o técnico a Dieter Mateschitz. Mas é muito claro que o magnata canadiano se propôs a construir a grande equipa. Os dois líderes podem ser Sebastian Vettel e Adrian Newey. Se tiver êxito, obterá o duplo resultado de fortalecer e enfraquecer uma equipa rival directa.
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2020.09.09 16:41 futebolstats Coluna – Brasileirão com jogos adiados não anima torcedor

A série A do Brasileirão terá, a partir desta quarta-feira (9), a disputa da nona rodada. Mas só para 11, dos 20 times. E isso porque tivemos uma partida antecipada da 11ª rodada, o que significa que menos da metade dos participantes está com o número de jogos correto. E essa desordem não tem data para terminar, pois a CBF não sabe quando poderá realizar os confrontos adiados.
Eu acho um incômodo. O Atlético-MG, terceiro colocado na tabela, e o Vasco, quarto colocado, poderiam ser os líderes no momento, se estivessem com os mesmos oito jogos que o Internacional, time que aparece em primeiro lugar na tabela. Se prevalecesse o critério utilizado na classificação do Novo Basquete Brasil, por exemplo, o Galo deveria aparecer lá em cima, pois o aproveitamento dele é de 71,4% contra 70,8% do Colorado.
E de quem é a culpa? Em primeira instância, da pandemia, é claro. Mas, se olharmos com cuidado para as partidas adiadas, veremos que outros fatores intervieram. Na primeira rodada, por exemplo, os jogos Palmeiras x Vasco e Corinthians x Atlético-GO não aconteceram porque o Campeonato Paulista se estendeu até o início do Brasileirão. O jogo entre Bahia x Botafogo, por conta da final do Campeonato Baiano. Além disso, Goiás x São Paulo foi cancelado porque dez jogadores do time goiano testaram positivo para covid-19. Os jogos do Botafogo e do Corinthians foram remarcados para o dia 30 de setembro, mas os outros dois estão sem previsão.
Pela sexta rodada, Atlético-MG x Athletico-PR e Grêmio x Goiás também não aconteceram porque as equipes estavam envolvidas nas finais dos Estaduais. Problema de calendário. O Furacão, porém, assim como o São Paulo, já aparece com oito jogos na tabela porque a partida entre eles, prevista para a 11ª rodada, foi antecipada e já aconteceu. E não custa ressaltar – as duas partidas da sexta rodada também não têm, ainda, uma data para acontecer.
E por que essa indefinição? Porque, durante o Brasileirão, temos agora sete equipes envolvidas com a Copa Libertadores; outras cinco na quarta fase da Copa do Brasil; e duas na Copa Sul-Americana. A CBF, então, precisa esperar pelo futuro de cada um desses times para saber que dia poderá encaixar os jogos que faltam do Brasileirão.
Isso é lamentável. O principal campeonato do país vai seguir, ainda por um bom tempo, sem que a tabela – aquela que todos nós gostamos de olhar – possa ser vista com a realidade da classificação. Temos de fazer contas desde já.
Qual a solução? Como não podemos aumentar os números de dias dos meses, nem reduzir o período de tempo entre os jogos, a resposta é: não há solução. Infelizmente. O que facilitaria seria a eliminação dos times brasileiros das competições internacionais. E diante dessa opção, prefiro fazer contas imaginando se o rival do meu time vai ganhar ou perder o jogo que ele vai disputar sabe-se lá quando.
Por Sergio du Bocage, apresentador do programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil
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